quinta-feira, 17 de maio de 2018

IMPERATRIZ LEOPOLDINA - PARTE XII


IMPERATRIZ LEOPOLDINA
MATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
PARTE XII
O intervalo de alegria pelo nascimento do Príncipe Herdeiro, porém, durou pouco, pois a amante de D. Pedro I, Domitila de Castro, também pariu um filho homem e este também recebeu o nome de Pedro de Alcântara, sobrenome Brasileiro. As ofensas prosseguiam ininterruptas.
Na viagem feita para evitar revoltas na Bahia, D. Pedro I levou Domitila no mesmo navio que D. Leopoldina, o que foi considerado uma ofensa por todos.
Laurentino Gomes (1822) informa que "Na travessia entre o Rio de Janeiro e Salvador, D. Pedro costumava passear pelo convés acompanhado de Domitila e da princesa Maria da Glória. Também jantavam juntos, enquanto Leopoldina fazia as refeições sozinha em seus aposentos. Na capital baiana, o imperador e a amante ficaram hospedados no mesmo prédio. Leopoldina, em outro, vizinho ao deles..."
Quando, ainda durante a estada na Bahia, se soube da morte do filho de Domitila, D. Pedro I ordenou um funeral solene e derramou-se em consolar a amante, o que escandalizou ainda mais a sociedade baiana, cuja despedida foi muito fria, quando a comitiva imperial partiu.

Quando D. João Vi morreu, D. Pedro I passou a se ocupar dos assuntos de Portugal, o que não foi bem visto por muitos brasileiros. Na apresentação de Pedro de Alcântara como herdeiro do trono, o bebê estava no colo do pai de Domitila, o que também causou indignação. O sofrimento de D. Leopoldina parecia infinito...