![]() |
| Coronel Claus von Stauffenberg À esquerda, uniforme claro |
![]() |
| Levante de Varsóvia |
![]() |
| Churchill com o General Tito |
![]() |
| Coronel Claus von Stauffenberg À esquerda, uniforme claro |
![]() |
| Levante de Varsóvia |
![]() |
| Churchill com o General Tito |
| Victorio Emanuele III - Mussolino - Pietro Badoglio |
![]() |
| Churchill em Harvard |
TOREGUENE
– UMA MULHER GOVERNA A MONGÓLIA13
Se os
homens governantes do Império Mongol eram os Khans, uma mulher tinha o título
feminino de Khatun, ou Grã Khatum, no caso dela.
Toreguene
nasceu em 1246, era uma naimanita (nascida no território Naimã) e foi dada em
casamento a Cudu, o futuro Dair Usum (Líder) do clã dos merquites.
Quando
Gengis Khan conquistou o cã merquita tomou a esposa de Cudu e a deu a seu filho
Ogedai. Assim, Toreguene se tornou uma princesa da Mongólia.
Quando
Ogedai morreu, em 1241, quem assumiu a regência foi outra mulher, Moqe, que
fora uma das esposas de Gengis Khan, herdada pelo falecido Ogedai. No entanto,
Toreguene teve apoio de Chagatai, outro filho de Gengis Khan, para assumir o
poder regencial.
Uma
vez estabelecida no poder, Toreguene afastou a maioria dos auxiliares de seu
marido falecido e nomeou seu próprio ministério, por assim dizer, e fez de uma
mulher xiita de nome Fátima sua principal auxiliar.
Durante
cinco anos Toreguene administrou o Império Mongol com grande sabedoria,
conciliando os conflitos entre os clãs e entre os muitos familiares de Gengis
Khan.
O
reconhecimento internacional a seu governo veio pela visita de personalidades
reais como o sultão da Turquia e de Bagdá, enviados da Rússia e da Geórgia.
Toreguene
direcionou os esforços do governo para fazer de seu filho, Güyük, o novo Grão
Khan que, enquanto ela governava, evitou voltar à capital e viajou pelos clãs
em busca de apoio para a eleição que viria, o Kurultai.
O
Kurultai aconteceu em 1246, perto de Karakorum e Güyük foi eleito. Toreguene,
então, partiu para seu palácio perto do Rio Emit onde morreu no mesmo ano,
talvez por ordem do próprio filho.
Continua
![]() |
| Presidente Ismet Inönü |
![]() |
| Tropas Aliadas na Tunísia |
O INFERNO NA TERRA
Naquele sábado, 27 de Janeiro de 1945, o Exército Vermelho entrou
no inferno e o encontrou quase vazio, em comparação ao que já fora no auge de
seu funcionamento.
Os soldados soviéticos encontraram o complexo de campos de
concentração de Auschwitz, em Oswiecin, atual Polônia, dentre os quais estava
Auschwitz II, ou Auschwitz-Bierkenau, o Campo de Extermínio, destino final de
cerca de um milhão e trezentas mil pessoas, das quais aproximadamente um milhão
e cem mil acabaram mortas.
O complexo era formado por três campos principais. O primeiro data
de 1940, o segundo (extermínio) teve sua construção iniciada em 1941 e o
terceiro em 1942.
Várias fábricas alemãs instalaram-se em seus arredores para fazer
uso da mão-de-obra escrava dos trabalhadores residentes nos campos, entre elas
a IG Farben e a BMW1. Quem ficava impedido, por qualquer motivo, de trabalhar,
fosse por doença, acidente, fraqueza, etc, era imediatamente enviado para as
câmaras de gás.
Os trens lotados de prisioneiros chegavam o tempo todo e a triagem
era feita por médicos alemães, dentre os quais o famigerado Josef Mengele, que
fazia experiências com crianças (gêmeos principalmente), e viveu tranquilamente
no Brasil depois da guerra. Ele vistoriava os recém-chegados e separava os que
aparentavam melhor condição física.
Estes eram enviados aos campos de concentração para trabalhos
forçados. Sua expectativa de vida a partir deste momento era de três meses. Os
demais eram conduzidos por um corredor com a promessa de um banho e
desinfecção.
Eles deixavam seus pertences e suas roupas e entravam nus nas brausebad (casa de banho), que na verdade eram as câmaras de gás, mas que tinham vários chuveiros instalados no teto, dando a ilusão de serem, realmente, banheiros.
![]() |
Câmara de Gás |
Com as luses apagadas e as portas hermeticamente trancadas, soldados posicionados no teto despejavam o conteúdo das latas de Zyclon B, um pesticida em formato de grãos, que se dissolviam em um gás mortífero, matando todos os prisioneiros em poucos minutos, causando convulsões, rigidez muscular e paralisia respiratória.
O Zyclon B |
Depois as câmaras eram abertas e os corpos encaminhados aos crematórios, onde eram incinerados. Este processo só foi interrompido quando os disparos da artilharia soviética já podiam ser ouvidos no campo.
![]() |
Os fornos crematórios |
Então as forças nazistas esvaziaram o campo, mataram tantos
prisioneiros quanto puderam, deixaram cerca de sete mil deles para trás e
partiram com 60 mil, em marcha forçada, para outro lugar. Mais de 15 mil destes
ficaram pela estrada, mortos de exaustão ou assassinados por não poderem
caminhar.
Os horrores perpetrados em Auschwitz-Bierkenau foram tão terríveis
que se tornam quase inacreditáveis e sempre sucitam a mesma pergunta: como a
humanidade foi capaz de descer tão profundamente no abismo do mal, a ponto de
planejar e fazer funcionar com tamanha precisão um lugar como aquele?
1http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/article.php?ModuleId=10007718