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sexta-feira, 11 de março de 2016

DEUSES EGÍPCIOS - NÉFTIS

Néftis na companhia de Anúbis e o Faraó Tutankamon (*)
DEUSES EGÍPCIOS - NÉFTIS

Por Carla Oliveira

NÉFTIS1 (à esquerda na imagem acima) e seus irmãos Osíris, Seth e Ísis eram filhos dos deuses Geb e Nut. Para muitos era bastante difícil identificar Néftis da sua irmã Ísis, pois elas eram conhecidas como deusas mãe, e desempenhavam os mesmos papéis, a de protetora do lar e da família.

Como já havíamos mencionado antes, esses deuses eram irmãos e esposos e filhos, e essa relação parental era bastante confusa, pois nem mesmos os egípcios conseguiam definir com exatidão quem era marido ou esposa de quem. Versões da história apresentavam Néftis ora como esposa de Seth, ora de Osíris.
Néftis - à esquerda, com asas
Fica claro que, na história dos deuses, alguns adultérios foram bastante frequentes, como no caso de Néftis e Osíris que deu origem ao deus Anúbis. Se bem que, se pensarmos que ambos podiam realmente ser cônjuges, não haveria assim, nenhum adultério.

Mas, a versão mais conhecida e difundida aponta Osíris como o real marido de Ísis, não de Néftis. Para alguns estudiosos foi esse adultério que motivou Seth a matar o irmão e não a inveja.

Porém, o que importa é que, na mitologia egípcia, nem tudo era o que parecia. As diversas fontes permitem diversas leituras e cada um tira dela conclusões diferentes. É por isso que cada deus que ousamos estudar apresentou ao longo do tempo várias funções.

Néftis foi uma das senhoras dos céus, acolhedora das almas daqueles que partiam para vida além túmulo. E essa é sua imagem mais forte e definida.
Néftis no sarcófago de Ramsés III
Continua...
(*) Nosso leitor Rafael Ramesses, da Bahia, nos alerta que esta deusa é "...Amentet pelos hieroglifos que aparecem em frente a sua figura que citam o nome desta Deusa." Como confiamos na fonte, fica a controvérsia a ser esclarecida por alguém disposto a contribuir.
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1Referência Bibliográfica:
http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9ftis
Imagens:
http://www.history.com/topics/ancient-history/ancient-egypt/pictures/egyptian-relief-sculpture-and-paintings/wall-painting-of-tutankhamun-accompanied-by-anubis-and-nephthys-2
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Nephthys

quinta-feira, 3 de março de 2016

PROJETO MULHERES NO PODER


REVISTA REINO DE CLIO
Nossa Revista quer publicar uma (ou mais) edição inteiramente dedicada às mulheres que gravaram seus nomes na História a partir de posições de poder e lançamos agora este projeto para coletar textos a respeito (de 05 a 15 páginas, formato ABNT).
O prazo final para entrega é 15/09/2016 e os trabalhos devem ser enviados para análise (em formato doc ou pdf) para: revista@reino-de-clio.com.br.
Os direitos de publicação do texto deverão ser cedidos à Revista Reino de Clio mediante formulário apropriado que pode ser baixado e reenviado preenchido. Para acessar clique aqui. Para reenviar o formulário preenchido você pode fotografar e anexar junto com o texto. Nenhum valor será pago e nem cobrado neste caso. A publicação será certificada.
Já temos material garantido para as seguintes mulheres: Nefertari, Hatchepsut, Cleópatra e Imperatriz Leopoldina, de modo que sugerimos outros nomes como Nefertiti, Rainha de Sabá, Boudica (ou Boadiceia), Rainha Zenóbia de Palmira, Elisabeth I, Rainha Vitória, Catarina a Grande da Rússia, Catarina de Medici, Mary Stuart, Rainha Adelina Soulouque e Rainha Amina, dentre tantas outras.
Aguardamos seu texto!
Revista Reino de Clio

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A MAIOR GUERRA DA HISTÓRIA - Parte I
Às custas de uma política econômica totalmente controlada pelo Estado, ai inclusa a expropriação dos fundos e bens dos judeus, a Alemanha saiu da crise econômica.

Mas tal modelo não era sustentável por muito tempo se não pudesse se expandir continuamente na obtenção controlada de matérias primas e mercados consumidores.

Hitler sabia disso, já o anunciara em sua autobiografia Mein Kampf. Assim, quando o expansionismo alemão não pode mais ser aceito pela comunidade internacional, os canhões voltaram a troar na Europa.

Começava o conflito que, indiretamente, moldaria o mundo como nós o conhecemos hoje.


Assista a primeira parte de nossa aula sobre a II Guerra Mundial. A aula foi pensada para adolescentes, mas sempre é bom lembrar.

 
Visite nosso site clicando aqui, acesse a aba "História Geral", como indicado na imagem acima e, depois, escolha como deseja ver.
Se quer ver em vídeo, clique na aba lateral "II Guerra Mundial I". Para ver em slides, clique na imagem "Sentindo o Juízo Final" indicada pela seta/círculo da imagem acima. Boa semana!


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

DEUSES EGÍPCIOS – SETH

DEUSES EGÍPCIOS – SETH

Por Carla Oliveira Santos


Pode parecer cruel começarmos falando que Seth representa tudo de ruim que existia no Egito antigo, mas é exatamente assim que ele era visto.
Seth era uma poderosa força do mal, a quem os outros deuses deveriam neutralizar. Ele estava ligado a inveja, traição, violência, ódio, ciúme, deserto e caos. A versão mais conhecida de sua história mostra um deus que foi capaz de destruir e matar o próprio irmão por inveja.

A mitologia originalmente conta que Seth era o deus do deserto, e como lá nada havia além de areia, passou a nutrir dentro de si uma profunda e venenosa inveja de seu irmão Osíris, pois este era o deus maior do Egito, governava a terra e sua fertilidade, era o senhor da sociedade, ensinava aos homens a viver dentro de um sistema social com tudo que nele implica.

Osíris tinha importância e destaque no panteão dos deuses egípcios. Seth não tinha nada. Movido por essa inveja armou um plano que tirou a vida do irmão e assim ganhou o desprezo e o ódio de todos os outros deuses.

Apesar de matar Osíris, não gozou do prazer de se tornar o deus supremo da terra, pois Hórus, motivado pelo desejo de vingar seu pai, lutou com Seth e o derrotou.
Continua...
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Referência Bibliográfica:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Seth
Imagens:
http://cometogetherarticles.yolasite.com/the-essense-of-seth.php
http://myegypt.com.au/statues/wall-plaque/wall-plaque-of-the-gods-seth-and-horus-performing-the-sema-tawy-ritual.-wall-relief-handmade-by-semet.html

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

VISÕES DA INCONFIDÊNCIA - 5

VISÕES DA INCONFIDÊNCIA - 5
Para Furtado1 os homens da sociedade setecentista passavam por um período de transição, e não tinham certeza sobre determinado curso da história. Furtado coloca em questionamento a ideia de que os inconfidentes se influenciaram pelos princípios da revolução francesa. Para ele os conspiradores não tinham notícias dessa revolução quando realizavam seus “conventículos”, pois “não era ocidental ou atlântica”. (p.54)
Para Furtado a Inconfidência não era uma revolução como a dos franceses, pois não representa um marco de referência e ruptura.
Furtado critica as estratégias metodológicas dos historiadores, que realizaram trabalhos que contribuíram para construção de uma ideia de um suposto projeto nacional e representativo do movimento. Em Joaquim Norberto, o autor coloca o esforço empreendido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, principalmente no século XIX, criando um conceito de nação.
Em Lúcio dos Santos, preocupasse com a identidade regional mineira, como elemento de construção da nação com o lugar reservado a Minas Gerais na identidade Nacional. Márcio Jardim valoriza aspectos do sistema representativo e o liberalismo supostamente vigente entre os inconfidentes.
Com Kenneth Maxwell, demonstrou que a historiografia da Inconfidência Mineira ainda é passível de um esforço de renovação, mostrando que o movimento de 1788-9 poderia apresentar novas facetas.
Adotando uma visão unilateral do movimento em dimensão política, definindo-o como uma espécie de manifestação de protesto nativista de uma “plutocracia local”, constituída somente por oligarcas endividados em defesa de seus cabedais. (p.57)
No último sub-tópico denominado “Fonte, Registros e Publicação”, João Pinto Furtado nos diz do tratamento dispensado às fontes que informaram sobre o evento de 1788-9, mostrando a partir de duas devassas como se configurou o cenário de julgamento dos revoltosos.
Colocando a relação estabelecida entre o poder público e o processo de geração, classificação, conservação e exposição dos elementos, tanto de cultura material como as produções historiográfica e documental relativa ao evento. E chama a atenção em relação ao zelo com que o poder público lida com a memória relativa à Inconfidência Mineira.
Furtado coloca a importância relativa à contribuição da devassa (investigação e apuração dos fatos, para averiguar possíveis irregularidades) que apurou os fatos, também como os problemas judiciais foram envolvidos.
Os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira foram produzidos a partir de 7 de maio de 1789, no Rio de Janeiro, e em 12 de Junho, do mesmo ano, em Minas Gerais. A coleção dos Autos da Devassa da década de 1970, constituída por dez volumes, contém quase toda a documentação referente ao processo instaurado a partir de 1789, além dos inúmeros documentos anexos.
No volume I dos Autos da Devassa são apresentadas as documentações dos depoimentos referentes à formação da culpa. Há observações muito elucidantes no que respeita aos exames dos acontecimentos relacionados à América Inglesa. O volume II, contém as principais inquirições e confrontamentos da Devassa de Minas Gerais.
No volume III dos Autos, destaca-se a reprodução da compilação das leis constitutivas das colônias inglesas, confederadas sob a denominação de Estados Unidos da América Setentrional, editado por Claude Ambrose Regnier.
Nos volumes IV e V, inicia-se a documentação referente à Devassa aberta no Rio de Janeiro. Mantida e incorporada por toda a parte concernente à formação de culpa e apensos (vol. IV), os devassantes vão procurar retomar os interrogatórios (vol. V).
Sobre o Volume VI afirma ser:
principal manancial de onde podemos extrair e expor informações sobre os móveis econômicos em inserção produtiva dos agentes envolvidos na Inconfidência Mineira. Como também as relações dos bens seqüestrados e suas respectivas avaliações. (p.72)
O Volume VII apresenta os procedimentos finais do processo: termos de encerramento e remessa, defesa e proclamação da sentença, apresentação dos primeiros e segundos embargos, certidões e documentos diversos e notícias das providências tomadas.
Os volumes VIII e IX, (relativamente pouco explorados pela historiografia), trazem, para Furtado, as fontes mais valiosas no que respeita a reflexão sobre a avaliação externa do evento. O volume X se constitui apenas do índice consolidado nos demais volumes.
Outra fonte trabalhada pelo autor é o primeiro Anuário do Museu da Inconfidência (1950-4). O anuário tinha como política a transcrição, publicação e divulgação de documentos, do acervo do museu ou de outras instituções, alusivos à Inconfidência Mineira.

Para Furtado os documento relativos à Inconfidência Mineira, em especial os que se publicaram na edição dos Autos da Devassa, constitui hoje um dos nossos principais “lugares na memória”. (p. 73)
Continua...
1FURTADO, João P. O manto de Penélope; História, mito e memória da Inconfidência Mineira de 1788-9. (1ª ed.) São Paulo: Cia das Letras, 2002
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

DEUSES EGÍPCIOS - ÍSIS

DEUSES EGÍPCIOS - ÍSIS
Por Carla Oliveira Santos


Esta é sem dúvida a personificação da bondade e da simplicidade na religião do Egito antigo. Foi uma deusa muito cultuada não apenas na região do Nilo, mas também fora dela, como no mundo Greco-Romano.
Sua figura representava a maternidade e a fertilidade. Era comum as famílias terem essa deusa como sua protetora. Isís foi o exemplo da boa esposa e da mãe exemplar e serviu de modelo a todas as mulheres que desejavam manter seu lar em harmonia e paz.
Foi a esposa do deus Osíris e mãe de Hórus. Mas ela foi muito mais que isso. Não foi uma deusa que viveu à sombra do marido ou do filho. Teve seus próprios templos e sacerdotes e também um número grande de fiéis devotos.
Cultuada como a deusa da justiça e da simplicidade, era a protetora de todas as minorias que existiam no Egito antigo, a exemplo dos escravos, artesãos, pescadores, assim como de todos aqueles que eram oprimidos ou diminuídos.
Mas não era uma deusa exclusivista, pois Ísis era cultuada também por indivíduos mais bem colocados na sociedade, como os membros da classe governante. Todos confiavam em seus julgamentos e ações, e conheciam sua força e poder. Era a deusa da natureza e da magia. E por falar em magia, foi por meio desta que conseguiu ressuscitar o corpo de seu marido Osíris e conceber um filho.
Ela foi cultuada em muitas regiões fora do Egito como mencionamos acima. Estudiosos e pesquisadores encontraram templos dedicados a deusas de aspectos e nomes semelhantes ao de Ísis em regiões da Ásia e da Europa, e por associação linguística atribuem muitos desses templos a ela.
Nas ruinas da antiga cidade romana de Pompéia, um templo dedicado a essa deusa egípcia foi encontrado em ótimo estado de conservação. Assim como alguns templos em Roma, Grã-Bretanha, Irlanda e Arábia Saudita.
Ao longo dos anos sua história foi sofrendo alterações bastante significativas. Em outros momentos, Horús, que no princípio era apresentado como seu filho, reaparece como seu esposo.
Porém, a versão que perdura é aquela originalmente apresentada a seus fiéis. A de que, juntamente com Osíris e Hórus, Ísis forma mais uma trindade divina no Egito.
Conheça o Templo de Isis na Ilha de Philae clicando aqui

Continua...
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Referência Bibliográfica:
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dsis
Imagens:
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dsis
http://pinstake.com/egyptian-winged-goddess-isis-kneeling-this-heavy-sculpture-shows-isis/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A ROMA DO GLADIADOR - FIM

A ROMA DO GLADIADOR – FICÇÃO E HISTÓRIA - VI
PÃO E CIRCO!
Sabe-se da importância que era dada aos jogos em Roma (como parte da política do pão e circo) pela quantidade de arenas e anfiteatros espalhados por todo o império, cujas ruínas até hoje dão testemunho.
Os jogos distraiam a atenção do povo oprimido, enquanto o pão lhes matava a fome. Alimentado e bem distraído, o povo não parava para avaliar sua situação social e política, amava os governantes que lhes proporcionavam aquela vida e, indiretamente, davam-lhes a popularidade que precisavam para manter o poder.
Distribuição de pães aos cidadãos no Coliseu
Esta prática de legitimação popular do poder é muito bem representada na obra de Ridley Scott. A necessidade de dramatização, porém, faz com que logo a História saia de cena novamente.
No filme, o Imperador se vê num dilema ao descobrir que seu grande inimigo, Máximus, está vivo e se tornara um gladiador vitorioso.

Como este conquistara o povo com suas vitórias na arena, (e vivia desafiando o imperador, virando-lhe as costas, desobedecendo suas ordens, etc), matá-lo não seria fácil. Como o próprio filme mostra, seria preciso, primeiro, matar-lhe o nome. É o que Comodus tenta fazer quando resolve enfrentar o general na arena.
É sabido que o verdadeiro Comodus venceu torneios de gladiadores, todos arranjados, é claro, pois seus oponentes portavam armas falsas. Há divergências quando a isso, pois se há quem acredite que o imperador fazia apenas algumas apresentações restritas, por outro lado há quem acredite que ele lutava no próprio Coliseu e que cada aparição do imperador custava 1 milhão de sestércios de cachê, segundo as informações extras do filme.

Fazendo jus às informações históricas de lutas arranjadas, Ridley Scott mostra o Imperador ferindo Maximus antes do confronto, para ficar em vantagem. Como o povo não estaria ciente da situação, ele espera ganhar a fama por derrotar o grande campeão na arena. Mas Maximus é tão melhor guerreiro que, mesmo ferido e desarmado, consegue matar o Imperador com a própria arma deste!
Contudo, o verdadeiro Comodus não morreu na arena. Uma conspiração, que envolveu até mesmo sua amante preferida, logrou introduzir um lutador chamado Narciso nos aposentos do Imperador onde o matou estrangulado.
Esta foi a morte real do Imperador que, se por um lado demonstrava pouco apreço pelo posto que ocupava e pela governança, por outro nomeou administradores militares e políticos competentes, garantiu o abastecimento alimentício de Roma e demonstrou inclinação pelos menos favorecidos, a exemplo dos cristãos, a quem pouco perseguiu, agindo menos contra estes do que seu pai, tão humanista.

Como se vê, uma personalidade bem diferente daquela dicotomia “bem x mal” que o filme apresenta para deleitar os expectadores.
Enfim, morto o vilão, o filme caminha rapidamente para o final, prisioneiros livres, Roma livre, pronta para a democracia. Maximus pode, então, seguir para a outra vida e reencontrar sua família, pode, finalmente, “voltar para casa”.
Na verdade, após a morte de Comodus, Roma atravessou um período de grande instabilidade que só terminou com a posse de Septimo Severo em 193 d.C. Roma jamais voltou a ser uma República.

FIM
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1 GIBBON, Edward. Declínio e queda do Império Romano. Tradução e notas suplementares de José Paulo Paes. Editora: COMPANHIA DAS LETRAS. São Paulo, 1980.
2 ROSTOVTZEFF, M. História de Roma. Rio de Janeiro; Zahar Editores, 1961.
3 LENDERING, Jona. Legio IIII Flavia Felix. Disp. em http://www.livius.org/le-lh/legio/iiii_flavia_felix.html - Cap. em 14/09/15

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

DEUSES EGÍPCIOS - OSIRIS

DEUSES EGÍPCIOS - OSIRIS

Por Carla Oliveira Santos
Esse é um deus egípcio muito conhecido no mundo ocidental e tem uma história bastante trágica e conturbada.
No começo Osíris era associado à vegetação, à natureza, depois, porém, lhe foi dada a atribuição de ser o deus da vida no além.
Na religião egípcia, Osíris, juntamente com seus irmãos Isis, Néftis e Seth, formavam os primeiros deuses, descendentes de Geb e Nut.
Ele se casou com sua irmã Isis e passou a governar o Egito. Era considerado um deus muito importante, pois foi ele quem ensinou aos homens a vida em civilização, incluindo a agricultura e também a domesticação de animais, sem as quais sabemos que não seria possível a raça humana desenvolver-se.
Mas, enquanto a Osíris foi dado ensinar aos homens e, também, governar com justiça e paz a Terra, a seu irmão Seth foi dado apenas o direito de governar o deserto e o que nele havia.
Isso fez crescer a inveja em Seth e acabou por colocar um irmão contra o outro. Seth então criou uma armadilha contra Osíris e o matou.
Osíris teve seu corpo cortado em quarenta pedaços que foram espalhados pelo Egito. Sua esposa Ísis os reuniu e juntou novamente, com exceção do pênis, não encontrado. Usando de magia Ísis o ressuscitou e eles fizeram amor, gerando nesse momento o deus Hórus.
Esse fato inaugurou uma nova fase da vida de Osíris, que passou então a governar o mundo dos mortos. De senhor supremo dos vivos a deus do submundo.
É em seu tribunal que os mortos egípcios são julgados segundo o Livro dos Mortos, tema de outra etapa de textos desta série egípcia do Reino de Clio. 
Continua...
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Referência Bibliográfica:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%ADris
Imagens:
http://www.worldphotosonline.com/AfricaMiddleEast/Egypt/Hieroglyphs-Reliefs/i-TwwgGtR
http://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%ADris

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

CÓDIGO DRÁCULA - II

O CÓDIGO DRÁCULA – II
Seguimos em nossa jornada para desvendar o Código Drácula. Conhecemos o autor e agora nossos caminhos vão nos levar das agitadas ruas de Dublin, passando pela enevoada Londres, até as misteriosas montanhas dos Cárpatos.
A Inglaterra, a quem a provável maioria dos irlandeses via como opressora, vivia sob o reinado da Rainha Vitória, na chamada Era Vitoriana, um período de expansão e enriquecimento do Império, aumento da população, sucesso da Revolução Industrial e grandes avanços tecnológicos.
Assumindo a posição de superpotência global, a Inglaterra regulava e influenciava o mundo levando sua cultura, seus produtos e seus interesses a todos os continentes.
Dentro do círculo vermelho a Inglaterra. Do outro lado da Europa, a Romênia.
A Romênia, por outro lado, era uma terra ainda semi medieval, desconhecida da maioria dos europeus, mas que provavelmente chamara a atenção dos meios mais bem informados, no qual Bram Stoker estava certamente inserido, ao conquistar o reconhecimento de sua independência em 1878, nos tratados de San Stefano4 e de Berlim5, após a guerra Russo-Turca.
É possível imaginar que foram esses eventos que chamaram a atenção de Bram Stoker sobre a Romênia e não é absurdo imaginar que este tenha tido a curiosidade de saber mais a respeito do misterioso novo país.
É, portanto, plausível crer que foi nessa pesquisa despretensiosa que os dois personagens mais importantes de nossa investigação se cruzaram. Bram Stoker finalmente encontrou o Drácula!
Mas quem era esse desconhecido príncipe valaquio que chamou a atenção do irlandês?
Continua...


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