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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

MANDELA LIVRE!

MANDELA LIVRE!
Na metade final dos anos 80 a África do Sul era pressionada por todos os lados e em todo o mundo pelo fim do Apartheid e a libertação de Nelson Mandela.
No front interno do combate ao regime racista a luta se intensificou. Em 1985 foi iniciada uma campanha para prejudicar a governabilidade do país.
O CNA aumentou o número de atentados e os confrontos se espalharam pelos subúrbios.

Mais de 700 mortes foram registradas.
http://buzzsouthafrica.com/ugly-and-less-known-facts-you-wont-believe-about-nelson-mandela/
Naquele ano, após uma cirurgia na próstata, Mandela foi isolado de seus companheiros e passou a negociar sozinho com o governo um fim para os conflitos, o que causou desconfiança entre seus próprios seguidores.
As propostas do governo de que receberia a liberdade em troca de reconhecimento ao regime foram recusadas por Mandela que, com isso, colocou o Presidente Pieter Willem Botha em xeque.
Em 1988 Mandela sofreu de tuberculose e foi transferido para a Prisão de Victor Verster, onde não ficava em uma sela, mas em um bangalô com piscina e cozinheiro exclusivo. 
O regime temia que ele morresse de doença e que não houvesse mais ninguém com quem pudesse negociar e evitar a guerra civil.
As negociações avançaram e, em 05/07/1989, o Presidente Pieter Botha se encontrou com Nelson Mandela para preparar sua libertação. 
Mas foi o seu sucessor na liderança do Partido Nacional, Frederick de Klerk quem, no dia 02/02/1990 anunciou no Parlamento as primeiras medidas para pôr fim ao sistema de Apartheid.  
De Klerk e Mandela em Davos - 1992
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Frederik_de_Klerk_with_Nelson_Mandela
_-_World_Economic_Forum_Annual_Meeting_Davos_1992.jpg

Nove dias depois, em 11/02/1990, Nelson Mandela foi libertado da prisão e recepcionado por uma multidão do lado de fora.  
O CNA juntou-se ao NP, partido de De Klerk, para formar um governo de unidade nacional. A aliança possibilitou o primeiro governo multirracial do país, que promoveu reformas para criar uma nação onde todas as raças pudessem conviver em igualdade de direitos. 

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CHURCHILL - Parte 16


CHURCHILL – Parte XVI [1] [2]
Em 29/05/1921 Lady Randolph, mãe de Churchill, caiu de uma escada e teve que amputar a perna por conta de uma gangrena. Ela faleceu em 09/06/1921 aos 67 anos. Winston escreveu que sentia a perda, mas não de forma trágica, pois sua mãe tivera “...uma vida repleta. O vinho da vida corria em suas veias. Mágoas e tempestades eram conquistadas por sua natureza e, no fim das contas, foi uma vida cheia de luz.” (pg. 478)
Alguns dias depois do funeral, em discurso na Conferência Imperial, Churchill alertou para a necessidade de promover a reconciliação entre a França e a Alemanha, sob o risco de ocorrer “em pouco mais que uma geração, um recrudescer da luta que terminara havia tão pouco tempo”. (pg. 478)
Em 23/08/1921 Churchill sofreu a segunda perda pessoal naquele ano. Sua filha mais nova, Marigold, faleceu vítima de meningite. Winston escreveu de sua devastadora tristeza por “essa pequena vida se extinguir quando parecia vir a ser tão bela e tão feliz, exatamente quando tudo estava começando”. (pg. 479)
No restante daquele ano trágico, Churchill se dedicou a costurar um acordo sobre a autonomia da Irlanda que resultou no Tratado Anglo-Irlandês.[3] Depois foi nomeado para presidir a Comissão Ministerial de Orçamento de Defesa onde deveria promover cortes de despesas que atendessem aos críticos dos gastos sem prejudicar as forças armadas. (PG. 480-483)




[1]    GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.

[2]    Em relação às referências das páginas, que fazemos ao final de alguns parágrafos, por uma questão estética e de não ficar sempre repetindo, criamos um código simples com o símbolo “<”. Sua quantidade antes da referência da página indica a quantos parágrafos anteriores elas se relacionam. Exemplo: A referência a seguir se refere ao parágrafo que ela finaliza e mais os dois anteriores  (<<pg.200-202).

[3]   O Tratado Anglo-Irlandês foi um acordo firmado entre a Irlanda e o Reino Unido com o objetivo de dividir territórios no então Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Estabelecido em 1921, instituiu o Estado Livre Irlandês e separou a Irlanda do Norte da República Irlandesa.    
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Anglo-Irland%C3%AAs
Na Irlanda os extremistas não aceitaram o acordo e a violência recomeçou, apesar da produtiva conversa (promovida por Churchill) em que os líderes irlandeses adversários Sir James Craig [1] e Michael Collins [2] terem chegado a entendimento, bem como da aprovação do Tratado e da Lei do Estado Livre Irlandês por parte do parlamento britânico. A facção republicana liderada por Eamon de Valera [3] iniciou ações violentas que acabaram em uma guerra civil que foi vencida pelo governo.[4] (pg. 484-491)




[1]   James Craig, 1º Visconde Craigavon, (08/01/1871 - 24/11/1940), foi um proeminente político unionista irlandês, líder do Partido Unionista do Ulster e primeiro Primeiro Ministro da Irlanda do Norte. Ele foi criado um baronete em 1918 e elevado ao Pariato em 1927.  
     https://en.wikipedia.org/wiki/James_Craig,_1st_Viscount_Craigavon

[2]   Michael John "Mick" Collins (Cloich na Coillte, 16/10/1890 — Béal na mBláth, 22/08/1922) foi um líder revolucionário irlandês, que agiu como Ministro das Finanças da República Irlandesa, Director dos Serviços Secretos do Exército Republicano Irlandês (IRA) e membro da delegação irlandesa que negociou o Tratado anglo-irlandês, tendo sido também Presidente do Governo Provisório da Irlanda do Sul e Comandante-Chefe do Exército Nacional. Foi uma das figuras centrais da luta irlandesa por independência no começo do século XX.  
     https://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Collins_(Irish_leader)

[3]   Éamon de Valera (nascido Edward George de Valera; Nova York, 14/10/1882 - Dublin, 29/08/1975) foi uma das figuras políticas dominantes do século XX, na Irlanda. Entre 1917 e 1973, ocupou vários cargos públicos proeminentes, servindo várias vezes como Chefe de Estado e governo. De Valera foi um dos líderes na luta contra o Reino Unido pela independência da Irlanda e um dos responsáveis pela criação da atual Constituição da Irlanda. Mais tarde, ele também liderou a facção anti-tratado do movimento republicano irlandês durante a violenta guerra civil de 1922–1923. 
     https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89amon_de_Valera

[4]   A Guerra Civil Irlandesa (28/06/1922 — 24/05/1923) foi um conflito que acompanhou a criação do Estado Livre Irlandês como uma entidade independente do Reino Unido dentro do Império Britânico. O conflito foi travado entre dois grupos opostos de nacionalistas irlandeses: as forças do novo governo do Estado Livre, apoiantes do Tratado anglo-irlandês, e os republicanos, para quem o Tratado representava uma traição da República da Irlanda. A guerra foi ganha pelas forças governistas. Segundo historiadores, a guerra civil na Irlanda pode ter levado mais vidas do que a guerra da independência contra a Grã-Bretanha, que a precedeu, e deixou a sociedade irlandesa dividida e ressentida nas décadas seguintes. Atualmente, os dois principais partidos políticos da República Irlandesa, a Fianna Fáil e a Fine Gael, são os descendentes diretos dos lados opostos desta guerra. 
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Irlandesa
Sir James Craig - Michael Collins - Eamon de Valera
Quase ao mesmo tempo, Churchill passou a trabalhar por conferir os estatutos legais para garantir a permanência dos judeus na Palestina. Em 15/09/1922, pouco mais de um ano após a morte da pequena Maringold, Clementine deu a luz a Mary Spencer-Churchill, a última filha do casal. (pg. 489-491)
Durante este período, uma crise militar entre a Grécia e a Turquia fez com que os olhos de Churchill se voltassem novamente para o Estreito de Dardanelos. Winston era francamente favorável a fazer as pazes com a Turquia, mas Lloyd George apoiava entusiasticamente os gregos quando, no início do conflito eles avançavam na Ásia Menor.
Mas em Setembro a situação já tinha se invertido quando o avanço turco retomou a região. Churchill defendia que as tropas britânicas (sediadas em Chanak e em franca desvantagem) também se retirassem da Ásia Menor, concentrando-se para defesa de Galípoli, o que o Primeiro-Ministro não aceitava.  (<pg. 467-468 / 473 / 478 / 491-495)

Afinal a guerra não aconteceu pois um acordo foi costurado. A despeito disso os conservadores, liderados por Bonar Law, decidiram se retirar do governo de coalização, levando à queda de Lloyd George e de seu gabinete. Neste episódio, no qual perdeu o emprego, Churchill não pode atuar pois teve uma crise de apendicite e precisou ser operado declarando, depois, que “Num piscar de olhos, encontrei-me sem ministérios, sem lugar no Parlamento, sem partido e sem apêndice”. (pg. 493-495)
Lloyd George - Bonar Law
Em 23 de outubro de 1922 Bonar Law assumiu como Primeiro-Ministro e logo dissolveu o Parlamento, convocando eleições. Em Dundee (Escócia), o distrito pelo qual Churchill disputava a eleição, os Conservadores não lançaram candidato, mas a facção Liberal correligionária de Asquith o fez. Outro candidato liberal foi lançado (E.D. Morei), bem como um independente (Edwin Scrymgeour) ligado aos trabalhistas.
Recém operado, Winston não podia viajar para fazer campanha, de modo que a sempre atuante Clementine fazia discursos em seu lugar, mas a popularidade dos Churchill estava em queda. Clementine escreveu ao marido relatando a vilania da imprensa e a forma como ela o apresentava:
Acho que aquilo de que as pessoas mais gostam é a solução da questão irlandesa, de modo que trouxe isso à tona, bem como sua parte em ser dado governo próprio aos bôeres. A ideia contra você parece ser que é um “fazedor de guerra”, mas eu o exibo como um querubim pacificador, com asinhas de plumas ao redor de seu rosto rechonchudo. (<<pg. 496)
O resultado das urnas revelou a vitória de  Scrymgeour e Morei. Churchill ficou apenas na quarta colocação. Após a derrota ele recebeu várias manifestações de amigos lastimando a decisão do povo de Dundee. Lawrence da Arábia escreveu “Que merdas devem ser as pessoas de Dundee”.

A um outro amigo, porém, Churchill respondeu “Se visse o tipo de vida que as pessoas de Dundee levam, você admitiria que elas têm muitas razões.” (<pg. 498)
Um dos quadros pintador por Churchill
A vitória dos Conservadores foi arrasadora. Conseguiram 354 cadeiras no Parlamento, os trabalhistas ficaram com 142, os liberais de Lloyd George 62, os liberais de Asquith 54. Churchill estava bastante desanimado e viajou com a família para férias de seis meses na França, para descansar, pintar e escrever os volumes da obra A Crise Mundial. (pg. 498)
No segundo volume desta obra Churchill apresentou muitos documentos sobre sua verdadeira parcela de participação na campanha de Galípoli.

CONTINUA

domingo, 22 de dezembro de 2019

CHURCHILL - Parte 15


CHURCHILL – Parte XV [1] [2]
A guerra civil na Rússia terminou com a vitória dos bolcheviques. Churchill trabalhou intensamente para conseguir enviar ajuda aos anti-bolcheviques, mas foi sempre tolhido pela inabalável determinação do governo britânico em envolver-se o mínimo possível e, embora tenha havido momentos em que o exército branco chegou mesmo a se aproximar de Moscou, no final o Exército Vermelho empurrou os inimigos para fora da Rússia, vencendo a guerra.
Ao final dela a disposição mundial era de negociar com os bolchevistas vitoriosos, fato que Winston acabou apoiando. Ele teve pouco poder de decisão na questão da guerra, mas seu empenho em apoiar o lado que acabou derrotado fez com que a derrota fosse atribúida a ele dentro da Inglaterra, quase como uma nova Galipoli. (<pg. 445-460)
Já praticamente afastado das questões da Rússia, inclusive no que diz respeito a invasão da Polônia, Churchill passou a se preocupar com os atentados praticados na Irlanda por pessoas ligadas ao Sinn Fein [3] e a uma revolta na Mesopotâmia, atual Iraque.




[1]    GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.

[2]    Em relação às referências das páginas, que fazemos ao final de alguns parágrafos, por uma questão estética e de não ficar sempre repetindo, criamos um código simples com o símbolo “<”. Sua quantidade antes da referência da página indica a quantos parágrafos anteriores elas se relacionam. Exemplo: A referência a seguir se refere ao parágrafo que ela finaliza e mais os dois anteriores  (<<pg.200-202).

[3]   Sinn Féin é um dos movimentos políticos mais antigos da Irlanda. Fundado em 1905 por Arthur Griffith para unir os grupos informais nacionalistas de resistência pacífica ao domínio britânico, seu objetivo era restaurar a monarquia irlandesa, fora do poder desde o século XVIII. Em gaélico irlandês, a expressão significa "Nós mesmos". Em tempos passados os próprios integrantes afirmavam ser o braço político do Exército Republicano Irlandês, o IRA. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinn_F%C3%A9in
Ele defendia uma retirada britânica daquela área do Crescente Fértil, posição derrotada dentro do governo. Defendia, também, a repressão contra os terroristas irlandeses até o momento em que se dispusessem a conversar.
A despeito dessa posição conciliadora, tornou-se um dos alvos de futuros sequestros de autoridades planejados pelos terroristas. Aos poucos o ciclo de atentados e represálias tornou-se uma bola de neve. (<<pg. 461-467)
Vendo um inevitável aumento das despesas militares por conta de tantos conflitos, Churchill sugeriu a criação de um departamento para cuidar exclusivamente da questão do Oriente Médio. Nesta época, sempre com uma visão décadas antecipada, ele defendia a criação de um estado judeu nas margens do Rio Jordão:
Se, como é bastante possível que aconteça, for criado um Estado judaico nas margens do Jordão, sob a proteção da Coroa Britânica, que pode incluir três ou quatro milhões de judeus, terá ocorrido na história do mundo um evento benéfico sob todos os pontos de vista, que estará especialmente em harmonia com os mais autênticos interesses do império britânico. (<pg. 469)

Quando Lloyd George se convenceu da necessidade de economizar, chamou Churchill para ocupar o cargo de Ministro das Colônias, o que ele aceitou em 07/01/1921, assumindo o posto oficialmente em 13/02/1921. (pg. 468-469)
Lawrence da Arábia
Churchill trabalhou para reduzir os gastos da Inglaterra na administração do Iraque conferindo autonomia administrativa à região. Ele nomeou o general Thomas Edward Lawrence (o Lawrence da Arábia [4]) como seu conselheiro e, através dele, costurou um acordo com o Emir Faiçal e seu irmão Abdullah para que estes ocupassem os tronos do Iraque e da Transjordânia respectivamente e garantissem a existência de um futuro estado judeu e não atacassem os franceses na Síria.
Uma conferência realizada no Cairo (março/1921) resultou em acordo que foi sacramentado no documento intitulado Tratado Anglo-Iraquiano.[4] Mais uma vez demonstrando sua visão muito à frente de seu tempo, Winston propôs autonomia aos curdos que viviam no norte do Iraque. (<pg. 471-473)




[4]   Thomas Edward Lawrence (16/08/1888 - 19/05/1935), também conhecido como Lawrence da Arábia, e (aparentemente entre os seus aliados árabes) Aurens ou El Aurens, foi um arqueólogo, militar, agente secreto, diplomata e escritor britânico. Tornou-se famoso pelo seu papel como oficial britânico de ligação durante a Revolta Árabe de 1916-1918. A sua fama como herói militar foi largamente promovida pela reportagem da revolta feita pelo viajante e jornalista estadunidense Lowell Thomas, e ainda devido ao livro autobiográfico de Lawrence, Os Sete Pilares da Sabedoria.  
https://pt.wikipedia.org/wiki/T._E._Lawrence

[5]   O Tratado Anglo-Iraquiano de 1922 foi um acordo assinado entre os governos do Reino Unido e do Iraque. O tratado foi planejado para permitir aos habitantes locais uma participação limitada na divisão do poder, dando aos britânicos o controle da política militar e exterior. Tinha a intenção de concluir um acordo feito na Conferência do Cairo para estabelecer um governo haxemita no Iraque.  O Tratado Anglo-Iraquiano foi assinado principalmente devido aos esforços revolucionários dos cidadãos do Iraque, uma coligação de ambos os árabes, xiitas e sunitas. Os maiores centros de insurreição durante a Grande Revolução Iraquiana de 1920 incluíram Moçul, Bagdá, Najafe e Carbala. O esforço de rebelião em Carbala foi inflamado por uma fatwa emitida pelo grande mujtahid Imame Xirazi. A fatwa fazia uma observação que era anti-islâmico ser governado pelos britânicos, que não praticavam o islamismo. A fatwa ordenou um Jihad contra a ocupação britânica. O tratado foi assinado em nome dos britânicos por Sir Percy Cox em 10 de outubro de 1922. Não foi ratificado pelo governo iraquiano até 1924, quando o Alto Comissário Britânico ameaçou impor sua autoridade para desfazer a constituição, elaborada pela assembleia constituinte do Iraque. Foi visto com desdém por muitos iraquianos, tanto xiitas quanto sunitas. De qualquer forma, foi o primeiro passo para um Iraque mais independente.   
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Anglo-Iraquiano
Os Reis Faiçal e Abdullah
Mas, se Faiçal e Abdullah aceitavam a imigração dos judeus, a maioria dos árabes não estava disposta a permitir a existência de um enclave judeu na Palestina e fizeram Churchill saber disso, solicitando a suspensão da vinda de mais judeus para a região até a criação de um Estado Palestino. Ele, porém, não podia e nem queria atender tal desejo, defendia direitos iguais a ambos os povos.
Cada passo que se dê deverá ser para o benefício moral e material de todos os habitantes da Palestina, judeus e árabes por igual. Se isso for feito, a Palestina será feliz e próspera: a paz e a harmonia reinarão sempre e essa terra se converterá num paraíso, numa terra de leite e mel onde os sofredores de todas as raças e religiões encontrarão o descanso depois de suas provações. (<pg. 475)
Mas não foi possível conciliar os interesses judeus e árabes, de modo que a economia que Churchill pretendia, e que motivara todas aquelas negociações, não se concretizou. Motins árabes levaram à suspensão temporária da imigração. (pg. 476-477)

CONTINUA

sábado, 30 de novembro de 2019

CHURCHILL - Parte 14


CHURCHILL – Parte XIV [1] [2]
No início de setembro/1918 já se ouviam comentários sobre uma iminente derrota alemã, otimismo que Churchill só veio compartilhar alguns dias depois. Nesta época ele trabalhava pelo emprego cada vez maior dos tanques como forma de proteger a infantaria e conseguir avanços maiores, bem como o uso do gás mostarda, mas suas previsões apontavam para o final da guerra apenas em 1919.[3]
Contudo, em 26/09/1918 um grande ataque com gás foi feito sobre as tropas alemãs. No dia seguinte a Bulgária se rendeu e em 15/10/1918 a Alemanha fez seu primeiro pedido de armistício, que foi recusado pelo Presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson [4] afirmando que apenas a rendição seria aceita.
Portanto “o bombardeio britânico de fábricas, depósitos de armamentos e aeródromos alemães intensificou-se.” (<pg. 435)
Em 30/10/1918 o Império Turco-Otomano se rendeu. O Império Austro-Húngaro se rendeu em 03/11/1918.




[1]    GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.

[2]    Em relação às referências das páginas, que fazemos ao final de alguns parágrafos, por uma questão estética e de não ficar sempre repetindo, criamos um código simples com o símbolo “<”. Sua quantidade antes da referência da página indica a quantos parágrafos anteriores elas se relacionam. Exemplo: A referência a seguir se refere ao parágrafo que ela finaliza e mais os dois anteriores  (<<pg.200-202).

[3]   O gás mostarda ou iperita, é um composto químico representado pela fórmula química C4H8Cl2S, em temperatura ambiente é um líquido oleoso, em estado puro, não tem cor e nem cheiro, em estado impuro possui uma cor amarelada e  um cheiro que lembra o de mostarda. Foi desenvolvido em 1822 por Cesar Mansuete Depretz e a partir de então, notou-se que na forma de gás, possui características extremamente perigosas para a saúde humana, pois provoca irritação nos olhos e feridas na pele e nas mucosas internas do sistema respiratório. As queimaduras provocadas pela exposição ao gás podem ser tão graves como as de terceiro grau e podem causar a morte em alguns dias. Em relação aos pulmões, o gás pode causar vesículas e até mesmo edema pulmonar.
      https://osabicao.com.br/o-que-e-o-gas-mostarda-2/.

[4]   Thomas Woodrow Wilson (Staunton, 28/12/1856 — Washington, D.C., 03/02/1924) foi um político e acadêmico americano que serviu como o 28º Presidente dos Estados Unidos de 1913 a 1921.  Em abril de 1917, quando a Alemanha iniciou uma guerra submarina irrestrita e o Telegrama Zimmermann foi enviado, Wilson pediu para o Congresso declarar guerra para "tornar o mundo seguro para a democracia". No começo de 1918, ele divulgou seus princípios para a paz chamados de Quatorze Pontos, e em 1919, após o armistício, ele viajou para Paris, e promoveu a criação da Liga das Nações, e participou da conclusão do Tratado de Versalhes. Após retornar da Europa, Wilson embarcou em uma turnê pelos Estados Unidos em 1919, fazendo campanha pelo tratado, sofrendo um derrame no caminho. Os republicanos no Senado se opunham ao tratado e Wilson se recusava a negociar com Henry Cabot Lodge, o que levou ao fracasso da ratificação do Tratado de Versalhes no Congresso.
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Woodrow_Wilson
Sozinha, a Alemanha enviou o segundo pedido de armistício em 07/11/1918. Três dias depois o Gabinete se reuniu em Londres para discutir as negociações:
Às 5h da manhã seguinte, os alemães aceitaram as condições dos Aliados. O combate cessaria às 11h dessa manhã. Dentro de quinze dias, as tropas alemãs evacuariam a França, a Bélgica, Luxemburgo e a Alsácia-Lorena. Todas as tropas alemãs sairiam da Renânia. As tropas aliadas e americanas ocupariam a parte da Alemanha a oeste do Reno. (<pg. 437)
No dia 11/11/1918, em seu escritório, Churchill pensava no que fazer com as fábricas e milhares de operários da indústria bélica cuja produção agora tornara-se desnecessária. Ele descreveu assim o momento em que o Big-Ben deu a badalada das 11 horas, que marcavam o fim da guerra:

Olhei novamente para a avenida. Estava deserta. Das portas de um dos grandes hotéis ocupados por departamentos do governo surgiu a figura frágil de uma funcionária, que gesticulava enquanto soava outra badalada do Big Ben. E, então, de todos os lados, homens e mulheres saíram à rua. Torrentes de pessoas saíram dos edifícios. Todos se levantaram das mesas e deixaram de lado papel e caneta. Bandeiras apareciam como que por encanto. (<pg. 438)
Quatro dias depois, 15/11/1918, nascia o quarto filho de Churchill, uma menina de nome Marigold Frances. A despeito da gravidez, Clementine enfrentava as longas ausências do marido atuando sempre que possível em favor de sua carreira política e, “durante mais de três anos tinha trabalhado para organizar refeitórios para as operárias das fábricas de munição”. (pg. 435/440)
Terminada a guerra Lloyd George convocou eleições gerais para decidir de vez a disputa com os liberais apoiadores de Asquith. Foi uma vitória consagradora da coligação e o Primeiro Ministro se manteve no cargo com ampla maioria no Parlamento.
Churchill também foi reeleito e, neste período, era um dos poucos que defendia uma paz moderada com a Alemanha, para evitar que o bolchevismo se instalasse naquele país.
Também defendia altos impostos sobre os lucros de guerra das empresas, nacionalização das estradas de ferro, controle dos monopólios e a criação da Liga das Nações, para dirimir conflitos futuros e evitar novas guerras. (<<pg. 440-441)
Em 09/01/1919 Churchill foi nomeado para o novo Ministério da Guerra e da Aviação onde tinha a tarefa de atuar dentro do contexto da Guerra Civil na Rússia,[5] na qual a Inglaterra apoiava os anti-bolcheviques inclusive com tropas e armas. Winston, ao contrário, advogava que fosse feito um acordo com eles (ainda que à força) desde que levasse a eleições democráticas no país e o consequente (achava ele) fim do domínio bolchevista pois, pela força, ele não acreditava ser possível vencer.
Apesar disso, defendia o auxílio com armas, suprimentos e voluntários para que os próprios russos anti-bolcheviques pudessem vencer. O Primeiro-ministro Lloyd George, porém, aceitava enviar apoio desde que não fosse muito custoso. As nações estavam cansadas da guerra e não queriam prolongar os combates agora na Rússia, não queriam se envolver e nem davam a mesma importância que Churchill ao perigo do bolchevismo se espalhar. Acreditavam que esse perigo aumentaria se enviassem muitos soldados à Rússia e eles tivessem contato com a ideologia marxista. (<pg. 445-450)




[5]   A Guerra Civil Russa foi um conflito armado múltiplo que eclodiu no território do já dissolvido Império Russo, envolvendo o novo governo bolchevique, alçado ao poder desde a Revolução de Outubro de 1917, e seus opositores, incluindo militares do antigo exército tsarista, conservadores e liberais favoráveis à monarquia, além de grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa e a correntes socialistas minoritárias (mencheviques). A data exata do início do conflito é controversa entre os historiadores: alguns defendem que teria ocorrido logo após a Revolução de Outubro (em 7 de novembro de 1917, segundo o calendário gregoriano), enquanto que, para outros, teria sido na primavera de 1918. A guerra civil perdurou até 1923, embora a maior parte dos combates já tivesse cessado em 1921, com a vitória dos bolcheviques. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Russa
Cabia a ele, ainda, a gigantesca tarefa de desmobilizar e trazer para casa os quase quatro milhões de soldados que haviam lutado na guerra e sobrevivido e que estavam muito insatisfeitos, começando a provocar distúrbios. Poucos dias depois ele já possuia um plano justo de desmobilizações no qual os soldados que tinham estado na guerra por mais tempo, bem como os feridos e os mais velhos, poderiam voltar para casa imediatamente. Ao mesmo tempo ele conseguiu manter um exército de um milhão de homens como força de ocupação na região do Rio Reno.  (pg. 441-445)

CONTINUA

sábado, 2 de novembro de 2019

CHURCHILL - Parte 13

CHURCHILL – Parte XIII [1] [2]
Em oposição a esta atividade frenética os adversários de Churchill gastavam o tempo em atacá-lo. Os Conservadores e a imprensa atacavam publicamente. Os liberais e até mesmo membros do governo procuravam o Primeiro Ministro Lloyd George com reclamações e picuinhas.
Alguns reclamavam por Winston falar nas reuniões do Gabinete, das quais ele só participava quando eram tratados assuntos relativos ao seu Ministério das Munições. (<pg. 421)
Enquanto isso os alemães planejavam ganhar a guerra depois da saída da Rússia do conflito, por decisão do novo governo bolchevique, após a Revolução de 1917.
Os alemães planejaram vencer na primavera-verão de 1918 com uma grande ofensiva que visava romper as linhas defensivas dos aliados e tomar o rumo de Paris.
Essa ofensiva foi dividida em etapas que levaram a batalhas menores, fruto de partes específicas do plano geral, e que foram travadas ao longo da frente ocidental.
Entre 21/03 a 05/04/1918 o Plano Michael deslocou 700 mil soldados, “...6.600 canhões e quase 1.100 aeronaves, contra um setor de 113 km entre Arras e o rio Oise.[3]  para enfrentar um terço disso na Segunda Batalha do Somme.
Utilizando apenas um bombardeio prévio, e  aproveitando-se do nevoeiro, os alemães conseguiram expulsar os britânicos e avançar “...até 50km em seis dias...[4].
Diante da catástrofe iminente, os comandantes ingleses e franceses se reuniram em 26/03 e mudaram o comandante geral, nomeando o General Foch para o posto. E ele logo começou a agir.
Foch deslocou tropas francesas e da reserva para reforçar a linha. Os alemães, contudo, seguiam avançando e haviam conquistado, até 05/04, mais terreno, chegando a apenas 110km de Paris.
O custo desse avanço foi que “...eles sofreram 239 mil baixas, mas infligiram 248 mil (178 mil à Grã-Bretanha e seu império, 70 mil à França), enquanto faziam 90 mil prisioneiros...[5]. O butim veio na forma de nada menos que “1.300 canhões.”.
Na sequência do Plano Michael, os alemães colocaram em ação o Plano Georgette, que levou à Quarta Batalha de Ypres, entre 09 e 29/04/1918.
Também se valendo da concentração de efetivos muito superiores em um local específico, as forças do Kaiser conseguiram avançar 20km em cinco dias. A linha defensiva aliada não foi rompida, mas Passchendaele e Ypres foram retomadas.
Menos de um mês depois nova etapa do plano alemão começou. Entre 27/05 e 06/06/1918 foi executado o Plano Blücher-Yorck, com a Terceira Batalha do Aisne.
Desta vez não houve segredo e os alemães pulverizaram as defesas aliadas quando nada menos que “...3.700 canhões dispararam dois milhões de projéteis em apenas quatro horas e meia...[6]. O avanço foi de espetaculares 20km em um único dia, crescendo para 50km oito dias depois. Estavam novamente no Marne e, agora, a 90km de Paris.
A desesperada resposta do comando aliado foi colocar boa parte da capacidade de navegação aliada na tarefa de transportar tropas americanas para a Europa e no final de junho“...mais de 250.000 soldados estadonidenses […] haviam chegado...[7].
Cada vez mais divisões norte-americanas começavam a participar dos combates retomando áreas conquistadas pelos alemães.
Em 09/06 começou a quarta etapa do avanço alemão, o Plano Gneisenau que conseguiu avançar 10 km no primeiro dia. Mas desta vez os defensores franceses conseguiram bloquear o avanço e contra-atacar. A batalha decisiva estava prestes a começar.
A Segunda Batalha do Marne foi o ponto culminante da tentativa alemã de obter a vitória final na guerra. Quando o momento finalmente chegou, porém, as condições das forças opositoras eram bem diferentes das iniciais.
Do lado aliado, o General Foch deslocara tropas de várias frentes para reforçar a região do Marne, contando também com as divisões norte-americanas, que possuiam muito mais soldados que o usual na Europa.
Do lado alemão, a Gripe Espanhola dizimava as tropas, exaustas e mal alimentadas. A despeito disso o comandante alemão, Ludendorff, ordenou novo ataque.
Em 15/07 tropas alemãs avançaram em Champagne, enfrentando os franceses e os americanos. Também avançaram em Reims, onde atacaram tropas francesas.
Na Quarta Batalha de Champagne os aliados conseguiram barrar o avanço, mas em Reims os alemães conseguiram cruzar o Rio Marne em vários pontos utilizando barcos e conquistaram várias áreas, iniciando a construção de pontes.
Somente em 17/07 as forças francesas e americanas combinadas conseguiram deter o ataque. Em 18/07 os aliados contra-atacaram pesadamente.
O General Foch mobilizou “...quatro exércitos franceses [...] reforçados por oito grandes divisões da AEF (americanos – inserção nossa), quatro divisões britânicas e duas italianas.[8] e mais 350 tanques que avançaram sobre os alemães em Château-Thierry,  obrigando-os a recuar.
A retirada alemã começou em 20/07 e uma linha defensiva foi estabelecida entre Ourcq e Marfaux. Novo recuo, em 27/07 trouxe a frente até Fère-en-Tardenois. Em 06/08 o contra-ataque foi detido e os alemães se estabeleceram entre Soissons e Reims.
A batalha terminou em 08/08/1918 e as perdas dos aliados, embora muito superiores às alemãs, bloquearam o último grande avanço inimigo e salvaram Paris. Em números, “...os franceses tiveram mais baixas, com 433 mil, seguidos pelas forças britânicas e seu império, com 418 mil...[9].
A despeito disso, o lado aliado comemorou uma grande vitória, apesar de não decisiva. O General Foch foi promovido a Marechal da França.

[1]    GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.

[2]    Em relação às referências das páginas, que fazemos ao final de alguns parágrafos, por uma questão estética e de não ficar sempre repetindo, criamos um código simples com o símbolo “<”. Sua quantidade antes da referência da página indica a quantos parágrafos anteriores elas se relacionam. Exemplo: A referência a seguir se refere ao parágrafo que ela finaliza e mais os dois anteriores  (<<pg.200-202).

[3]   SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 522.

[4]   Ibidem.

[5]   Ibid. pg. 526.

[6]   SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 527.

[7]   PIMLOTT, John. A Primeira Guerra Mundial. Bogotá, Colômbia: Editora Norma. pg. 31. Tradução livre.

[8]   SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 529.


[9]   Ibid. pg. 530.

Do lado alemão o ânimo foi abatido e a derrota já era visível no horizonte. A partir do Marne, só haveria recuos para os Exércitos do Kaiser.
Neste período Churchill atuou vivamente na articulação com as forças aliadas onde passou a ser companhia constante do Primeiro Ministro Francês Clemenceau [10] bem como dos Marechais Foch [11] e Pétain.[12]
Quando em Londres ele passou a praticamente viver em seu gabinete no ministério, visando manter a produção de munições para suprir as necessidades das forças armadas, atuou contra as greves nas fábricas de armas por conta do constante envio de operários para lutar na frente de batalha, causando assim uma queda na produção.
A essa atividade ele intercalava seguidas viagens à França e visitas às frentes de combate. Também incentivava o uso de bombardeios aéreos sobre cidades alemãs como forma de forçar uma rendição.   (<<pg. 426-431)
CONTINUA

[10]   Georges Benjamin Clemenceau (Mouilleron-en-Pareds, 28/09/1841 — Paris, 24/11/1929) foi um estadista, jornalista e médico francês. Formado em medicina, ciência que cedo trocou pelas actividades políticas. Entre 1902 e 1920 Clemenceau foi eleito senador. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da França nos períodos 1906-1909 e 1917-1920. Neste último, chefiou o país durante a Primeira Guerra Mundial e foi um dos principais autores da conferência de paz de Paris, que resultou no tratado de Versalhes, dentre outros.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_Clemenceau

[11]   Ferdinand Jean Marie Foch (Tarbes, 02/10/1851 – Paris, 20/03/1929) foi um General e Acadêmico francês, Marechal da França, da Grã-Bretanha e da Polônia. Ele foi o Comandante-em-Chefe das forças aliadas no fronte Oeste durante a Primeira Guerra Mundial. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_Foch

[12]   Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain (Cauchy-à-la-Tour, 24/04/1856 – Île d'Yeu, 23/07/1951), geralmente apelidado de Marechal Pétain, foi um oficial general francês que alcançou a distinção de Marechal da França e posteriormente atuou como chefe de estado da França de Vichy de 1940 a 1944. Pétain, que tinha 84 anos em 1940, classifica-se como o mais velho chefe de estado da França. Hoje, ele é considerado por muitos como um colaborador nazista, o equivalente francês de seu contemporâneo Vidkun Quisling na Noruega. Ele às vezes era apelidado de Leão de Verdun. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippe_P%C3%A9tain

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