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sexta-feira, 29 de julho de 2016

MORTE DE OTTO VON BISMARCK



HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS

MORTE DE OTTO VON  BISMARCK

Em um 30 de Julho como hoje, em 1898, falecia o Chanceler de Ferro da Alemanha, um dos homens mais notáveis de seu tempo na Europa.

Bismarck foi um dos principais responsáveis pela unificação da Alemanha e pela vitória sobre a França em 1870, lançando o 2º Império, ou II Reich, que durou de 1871 a 1918.
Unificação da Alemanha. Bismarck ao centro de branco.
Ele nasceu em 01/04/1815 na cidade de Schönhausen, filho de Wilhelmine Luise Mencken e Karl Wilhelm von Bismarck. Sua esposa, Johanna von Puttkamer, faleceu em 1894.

Anticlerical apesar de luterano, antissocialista e antiliberal, Bismarck optou pelo uso da força na construção política da nova sociedade alemã unificada.
Bismarck a cavalo, acompanhando Napoleão III.
A burguesia não tinha muita influência política, mas os ganhos econômicos a mantiveram satisfeita. Os movimentos sociais não tinham espaço, mas as leis trabalhistas alemãs eram mais avançadas, de modo que não havia muita agitação, sempre sob o rígido controle do governo.

Apesar disso, Bismarck era um conciliador na política externa da Alemanha e assim atuou no Congresso de Berlim em 1878.
O Kaiser Wilhelm II e Bismarck.
Após desentendimentos com o novo e afoito imperador, o Kaiser Wilhelm II, Bismarck foi demitido em 1890 e se retirou da vida pública.

Não existe “se” na História, mas, acreditamos que se Bismarck não tivesse sido demitido e o Kaiser Wilhelm II persistisse na política conciliatória de seu Chanceler, dificilmente haveria uma Primeira Guerra Mundial e muito menos uma Segunda Guerra Mundial.

Mas, as opções de vida foram outras...
 
Bismarck em seu leito de morte.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

DEUSES EGÍPCIOS – AMON

DEUSES EGÍPCIOS – AMON
Por Carla Oliveira Santos
Esse deus era considerado pelos antigos egípcios como o Rei de todos os deuses, como aquele que criou tudo que é vivo. Juntamente com sua esposa Mut e seu filho Khonsu, formava uma espécie de trindade divina.
Na religião do Egito Antigo nós vimos a formação de algumas outras trindades divinas. O que era bastante comum, pois os deuses estavam interligados entre si. Eram maridos e esposas e filhos. Formavam uma grande família religiosa que regia o poder das forças da natureza.
Amon era bastante popular, e seu culto foi prestado em várias cidades do antigo Egito. Foi exclusivamente para adorá-lo que o Templo de Karnak foi construído.

Amon podia ser representado de maneiras diferentes: como um homem, como um carneiro ou ainda como um ganso. E esses animais eram relacionados à sua figura, sendo assim, animais sagrados para os egípcios.
Os sacerdotes de seu templo eram figuras de destaque, tanto nas suas vestes, quanto na sua forma de viver. Eles só podiam usar túnicas brancas, enfeitadas apenas por pele de leopardo, em suas cabeças não poderia haver um fio de cabelo e também jamais poderiam usar perucas. A principal cidade a prestar culto a esse deus foi Tebas, um importante centro comercial do Egito.
Com a derrota do monoteísmo de Akhenaton, o culto a Amon, o mais poderoso antes, e mais prejudicado com a ascensão de Aton, voltou a predominar no Egito, sobretudo no reinado de Ramsés II – O Grande. O Egito tinha feito sua escolha...

Referência Bibliográfica:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amon
Imagens:
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Amun
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Amun-Ra-Min?uselang=pt-br

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O MUNDO EM GUERRA!




INÍCIO DA I GUERRA MUNDIAL
No ano de 1914, no dia 28 de Julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra a Sérvia após este país recusar um único ponto do ultimato dado por conta do assassinato do herdeiro do trono, príncipe Franz Ferdinand.
A Rússia se posicionou ao lado da Sérvia e mobilizou suas tropas dois dias depois, em 30/07. Imediatamente a Alemanha exigiu que os russos voltassem atrás.
Quando a França se mobilizou, a Alemanha fez o mesmo e, em 01/08, sem uma resposta do Csar, declarou guerra contra a Rússia. Em 02/08 os alemães pediram à Bélgica passagem para suas tropas e, quando esta recusou em 03/08, passou assim mesmo.
Em 04/08 a Inglaterra declarou guerra a Alemanha. Em 06/08 foi a vez da Áustria declarar guerra contra a Rússia e, logo, Montenegro, Turquia, Itália e até o Japão estavam no conflito.
Como em um efeito dominó, um a um os países europeus foram entrando em uma guerra na qual todos se achavam iminentes vencedores.
Começava um dos maiores banhos de sangue da História humana.

Fonte e Imagens:


http://reino-de-clio.com.br/Hist-Geral.html

domingo, 24 de julho de 2016

HISTÓRIAS DE GUERRA

SE ESTE NÃO É O TEXTO QUE VC BUSCA, ELE PODE ESTAR MAIS ABAIXO.


GUERRA DO PARAGUAI
BATALHA DO TUIUTI
Em um dia 24/05, no ano de 1866, a Guerra do Paraguai tinha sua mais sangrenta batalha, travada em território paraguaio.
De um lado o exército de Solado Lopes, com cerca de vinte mil homens comandados pelo General José Eduvigis Díaz. Do outro, trinta e dois mil soldados brasileiros, argentinos e uruguaios, sob comando maior do General argentino Bartolomé Mitre, do brasileiro Manuel Luís Osório e do uruguaio Venancio Flores.
Solano Lopes vinha de duas derrotas nas batalhas do Passo da Pátria e Batalha de Estero Bellaco travadas já em solo paraguaio. A despeito disso estava muito otimista com a teoria de que uma vitória decisiva expulsaria os aliados do país.
Do outro lado, apesar das vitórias, havia discordância na estratégia de avanço, pois Mitre mantinha o movimento lento e cauteloso, levando em conta o desconhecimento do terreno, enquanto os generais brasileiro e uruguaio pediam uma maior velocidade.
Mas o terreno desconhecido acabou favorecendo os aliados, pois estes acamparam em uma região pantanosa, mais propícia à defesa do que ao ataque.
Este começou por volta de 11hs. As tropas paraguaias foram divididas em três colunas que tentaram cercar as forças aliadas.
O General Mitre não estava no acampamento, de modo que o comando foi assumido pelo General Osório.
No início a vantagem foi toda dos paraguaios e nada menos que três batalhões uruguaios foram dizimados. Mas, quando a cavalaria de Solano Lopes partiu para cima das forças brasileiras, depararam-se com um fosso intranspovível e, sem tempo de recuar, acabaram bem ao alcance das armas brasileiras. O resultado foi devastador para a cavalaria paraguaia.

Passado o impacto inicial, as iniciativas dos comandos menores dos aliados, bem como a estratégia de Osório, equilibraram as ações e logo viraram o jogo. Mas o combate foi sangrento, como revela o alferes Dionísio Cerqueira:
Os batalhões avançavam; a artilharia rugia rápida, a revolver; era um contínuo trovejar. Parecia uma tempestade. Cornetas tocavam a carga; lanças se enristavam, cruzavam-se baionetas, rasgavam-se os corpos sadios dos heróis; espadas brandidas a duas mãos, como os montantes nos pares de Carlos Magno, abriam crânios, cortavam braços, decepavam cabeças.
Seis horas depois de iniciada, a Batalha do Tuiuti terminou com vitória da Tríplice Aliança. Solano Lopes perdeu cerca de seis mil homens, enquanto os aliados perderam cerca de quatro mil.
Ao final do dia os aliados estavam firmemente estabelecidos dentro do território paraguaio e Solano Lopes desprovido da capacidade de ataque, restando-lhe o isolamento em fortalezas e as ações defensivas e de recuo.
Começou no alagadiço Tuiuti a derrocada do ditador Paraguaio.



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Fontes e Imagens:
http://www.bonde.com.br/educacao/passado-a-limpo/voce-sabe-o-que-foi-a-batalha-de-tuiuti--224893.html
http://www.historiadobrasil.net/resumos/batalha_tuiuti.htm
http://www.historiabrasileira.com/guerra-do-paraguai/batalha-de-tuiuti/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Passo_da_P%C3%A1tria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Estero_Bellaco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Lu%C3%ADs_Os%C3%B3rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_E._D%C3%ADaz
https://pt.wikipedia.org/wiki/Venancio_Flores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolom%C3%A9_Mitre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Tuiuti


A BATALHA DE GALIPOLI
A Batalha de Galipoli, também chamada de Batalha do Dardanelos, foi a tentativa de invasão da Turquia, para chegar a Constantinopla e pressionar o Império Otomano a pedir a paz.
Os britânicos esperavam abrir o Estreito de Dardanelos à navegação das potências aliadas ou, “No mínimo, [...], forçaria os turcos a concentrar suas forças na defesa de sua capital, aliviando a pressão não apenas sobre os russos no Cáucaso, mas também sobre os britânicos no Egito.[1].
A estratégia consistia de enviar uma coluna de navios pelo estreito, bombardeando a costa até chegar a Constantinopla. Acreditava-se que poderiam ter sucesso utilizando apenas a Marinha na empreitada. Depois da tomada do Canal de Suez, os aliados deslocaram forças para águas turcas.
As forças aliadas contavam com militares da própria Inglaterra, além da França, Austrália e Nova Zelândia. A frota era composta de “...dois modernos navios capitais – o couraçado Queen Elizabeth e o cruzador de batalha Inflexible – apoiados por 16 pré-couraçados (12 britânicos e 4 franceses), além de incontáveis navios menores.[2].
O bombardeio começou em 19/02/1915 e visava destruir as defesas costeiras do estreito para poder adentrar a frota sob menor resistência. A primeira tentativa de entrada ocorreu em 18/03.
As linhas amarelas são as redes de minas submersas e os quadrados são as fortalezas turcas nas margens do estreito. A linha mais abaixo é a rede secreta instalada pelos turcos.
Dois navios foram enviados, mas encontraram resistência da fortaleza de Kum Kale. Após mais bombardeios preparatórios, os turcos recuaram as defesas na entrada do canal.
Em 25/02 os navios aliados penetraram o estreito seguindo os navios caça-minas. A medida em que avançavam, atacavam as defesas turcas e enviavam equipes de demolição para destruir as fortificações. Mas os turcos mudaram de estratégia.
Se as fortificações eram fáceis alvos estáticos, eles passaram a utilizar artilharia móvel, puxadas por cavalos. Esses canhões disparavam nos navios e logo se deslocavam, tornando quase impossível aos inimigos acertá-los da água.
Sob fogo constante o trabalho dos navios caça-minas ficou bastante prejudicado e a situação piorou quando os navios de guerra começaram a bater nas minas não desarmadas e “...um dos pré-couraçados franceses bateu em uma mina e afundou em menos de dois minutos, matando praticamente toda a tripulação.[3].
Com vários outros navios danificados pela artilharia turca, a frota invasora foi obrigada a se retirar. A pressão por um avanço decisivo, feito à luz do dia, levou à troca do comando da operação e, em 18/03 nova incursão foi realizada. 
A frota nos Dardanelos
A frota entrou com 12 navios formados em três linhas de quatro embarcações, mais uma linha com quatro navios de apoio e uma quinta linha, com duas naus de reserva, seguindo os caça-minas.
Mas os turcos haviam implantado, secretamente, uma linha de minas paralela à costa, bem perto do curso dos navios invasores. Desconhecendo o perigo, estes adentraram o estreito e avançaram.
Porém, quando foram manobrar perto da linha minada, o inferno começou. Os navios começaram a bater nas minas e explodir. O primeiro afundou matando toda tripulação. Outros ficaram seriamente danificados e um deles ficou à deriva, tendo que ser abandonado. E os turcos ainda nem tinham usado todo seu potencial defensivo, localizado na parte mais estreita do canal, em Çanakkale. 
Logo ficou claro que o estreito não seria tomado apenas pela marinha e que “Para limpar os Dardanelos seria necessário empregar forças terrestres que ocupariam as praias: a Península de Galipoli à esquerda e a costa da Turquia asiática à direita.[4].
No dia 22/03 os ingleses tomaram a decisão de realizar o desembarque de uma grande quantidade de tropas terrestres e os locais escolhidos foram as praias do Cabo Helles, de Gaba Tepe e da Baia de Suvla.
Acima: tropas na praia do Cabo Helles sob ataque. Abaixo, local na atualidade, no Google Street View.

Mas os turcos previram os locais de desembarque e posicionaram tropas para defender a península a partir de posições mais elevadas em trincheiras e com artilharia. 
Acima: Cabo Helles. Abaixo: região de Gaba Tepe. Google Street View.

Em um 25/04 como este, no ano de 1915, os desembarques começaram e, nos próximos nove dias, os invasores sofreram uma média de mil mortes por dia. Em agosto, quando a retirada começou, as mortes já atingiam a marca de quarenta mil.
Foi um massacre, pois os turcos “...lhes fizeram frente com um mortífero fogo de artilharia e metralhadoras a partir de posições ocultas em terreno alto.[5]. 
Acima: área conhecida como Cova Anzac. Local de desembarque em Gaba Tepe. Abaixo a Baia de Suvla. Google Street View.

A Batalha de Galipoli terminou oficialmente em 09/01/1916 e, dos cerca de 480 mil homens que participaram dos combates em mar e terra, nada menos que 220 mil foram feridos ou mortos. 
A ideia de tomar o Estreito de Dardanelos, primeiro apenas com o uso da Marinha (atravessando sua frota em meio ao fogo cruzado de duas costas elevadas) e depois com o desembarque de tropas terrestres, teve como resultado semear a Península de Galipoli com diversos campos como este, da imagem acima.
Os defensores turcos, como o Cabo Seyit, devidamente imortalizado na estátua da primeira imagem deste artigo, mantiveram o Dardanelos fechado aos aliados.
Churchill foi, durante muito tempo, acusado de culpa pela tragédia de Galípoli, mas seu biógrafo Martin Gilbert, na obra Winston Churchill – Uma Vida,[6] desmente essa informação.
Gilbert afirma que em Janeiro/1915 Churchill estava mais entusiamado com ações britânicas no Mar do Norte do que com Galípoli e que foi o Primeiro Ministro Asquith quem decidiu que as prioridades seriam uma ação no Mar Adriático, para pressionar a Itália, bem como o ataque a Galipoli, estipulando, inclusive, a data: fevereiro. (pg. 322)
Segundo Gilbert, Churchill não foi o responsável direto pelo planejamento e nem pela operação de Galipoli, mas levou a culpa que se espalhou a despeito da documentação com provas em contrário das acusações que recebia.(pg. 335-336)
Quando falou na Câmara dos Comuns sobre a operação, o Primeiro Ministro Asquith, apesar de munido destes documentos, não “defendeu Churchill da principal acusação que faziam a ele, de passar por cima de seus conselheiros navais.” e quando um novo Gabinete foi formado, Winston não foi incluído. Pediu para ser nomeado para outro posto mas não obteve sucesso. Também não foi demitido até que pediu demissão em caráter irrevogável.(pg. 355-356)
A derrota foi um golpe duríssimo na carreira de Winston Churchill, que, após renunciar ao posto de Primeiro Lorde do Almirantado, terminou se alistando para combater na França.



[1] SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 175.
[2] Ibid. pg. 176.
[3] Ibid. pg. 177.
[4] PIMLOTT, John. A Primeira Guerra Mundial. Bogotá, Colômbia: Editora Norma. pg. 34. Tradução livre.
[5] Ibid. pg. 35.
[6] GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.



KATYN: UM MASSACRE - MUITAS HISTÓRIAS
O turista que pegar seu carro, em uma ensolarada tarde da primavera russa, saindo de Smolensk em direção à pequena cidade de Katyn, pela excelente estrada P 120 verá, cerca de 20km após Smolensk, à esquerda, duas simpáticas igrejinhas em estilo ortodoxo. 




Se resolver parar no estacionamento, poderá contemplar uma placa, em russo e inglês, com os dizeres: Memorial de Katyn. A bucólica beleza do local esconde uma das muitas terríveis histórias da II Guerra Mundial.




Em 05/03/1940 a Polônia estava dividida entre o III Reich e a URSS. Na parte leste do ex-país, atuava a polícia secreta soviética, denominada Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), chefiada por Lavrentiy Beria.

Neste dia o Sr. Beria, que na foto abaixo aparece perto do chefe, ao fundo, com a filha deste no colo, pediu e Stalin autorizou (com apoio de outros 3 membros do Politburo: Vyacheslav Molotov, Kliment Voroshilov e Anastas Mikoyan), a execução de mais de 20 mil prisioneiros poloneses, a nata militar do país, policiais e intelectuais.
Entre os meses de abril e maio daquele ano a ordem foi cumprida e os corpos enterrados justamente no bucólico local, hoje marcado pelo memorial.
A uma média de 250 por noite, os prisioneiros foram executados com tiros na cabeça em salas acusticamente isoladas. Os corpos eram colocados em caminhões que os transportavam para a floresta.
Em 1943, quando a Alemanha já invadira a URSS, as covas foram descobertas e uma grande operação de propaganda nazista foi montada, inclusive com peritos de vários países e prisioneiros de guerra como testemunhas, para denunciar o crime dos soviéticos.

Nas imagens abaixo os prisioneiros poloneses, as covas coletivas onde foram enterrados, a exumação promovida pelos alemães e os prisioneiros de guerra que foram trazidos pela Wehrmacht como testemunhas do crime soviético.




Quando a URSS retomou o território, conduziu investigações fraudulentas nas quais as conclusões culpavam os alemães.
Várias investigações foram feitas e sabe-se que Churchill e Roosevelt sabiam que os soviéticos eram os culpados. Porém, no contexto da guerra, preferiram não culpar o aliado Stalin, em detrimento da história verdadeira dos inimigos alemães. Os resultados que culpavam os soviéticos foram ignorados ou censurados. A “operação abafa” durou, surpreendentemente, até os anos 70, em plena Guerra Fria.
Apenas em 1989 a verdade veio à tona e em 1990 o massacre foi admitido por Mikhail Gorbachev.

Nas imagens abaixo pode-se ver detalhes do memorial. Sob as árvores, placas de metal sinalizam a localização das covas coletivas das quais os corpos foram retirados. Ao final, a solicitação de execução dos prisioneiros enviadas por Beria a Stalin.




Que descansem em paz aqueles que tombaram sem chance de defesa, diante da suprema covardia.
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Fontes e Imagens:
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lavrenti_Beria_Stalins_family.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fe/KatynPL-kontury.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/KatynPL-wejscie.jpg
http://en.auschwitz.org/m/index.php?option=com_content&task=view&id=758&Itemid=8
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8f/Je%C5%84cy1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Katyn_-_decision_of_massacre_p1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9a/Katyn_Massacre_-_Mass_Graves_2.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b8/Katy%C5%84%2C_ekshumacja_ofiar.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/Katyn_massacre_4.jpg
http://www.nydailynews.com/news/world/poland-commemorates-75th-anniversary-katyn-massacre-article-1.2172561




A BATALHA DE VERDUN - 1916
Verdun-sur-Meuse é uma cidade do nordeste da França com mais de mil anos de História tendo enfrentado e repelido nada menos que um cerco de Átila, o Huno, no século V.
Na época da Grande Guerra, Verdun estava dentro de uma linha fortificada, composta por dezoito fortes subterrâneos, a exemplo dos fortes Douaumont e Vaux, e mais doze instalações menores.
A capacidade de resistência dos fortes era diferenciada, pois enquanto alguns deles foram reforçados para resistir à artilharia pesada, outros não receberam a mesma atenção.
Para piorar, o comandante francês, General Joffre, não confiava mais na resistência de seus fortes, considerando que a artilharia alemã conseguira destruir construções semelhantes na Bélgica.
Assim, as guarnições de armamentos destas instalações foram reduzidos ao mínimo e algumas delas, como Douaumont e Vaux, estavam até selecionadas para demolição!
Do lado alemão, o novo comandante, Erich von Falkenhayn, com base em informes de seus serviços de inteligência, calculava que a perda de homens obrigaria a França a sair da guerra em 1916.
Nos cálculos alemães, “...a França teria 400 mil soldados a menos [...] em 1916 do que em 1914, e teria de enfrentar uma crise de quantidade de tropas em setembro de 1916 se suas perdas no próximo ano continuassem no ritmo de 1914 e 1915.1.
Assim, e considerando que as linhas de abastecimento francesas eram bem mais precárias do que as alemãs, Falkenhayn escolheu Verdun para um ataque que fosse desgastando ainda mais o efetivo de tropas francesas atraídas para defender uma cidade de alto poder simbólico.
Falkenhayn esperava apressar a saída francesa da guerra por falta de tropas. Mas ele estava muito enganado...
O plano de batalha previa um devastador ataque de artilharia pesada, seguido do avanço da infantaria sobre as defesas francesas que, acreditava-se, estariam destroçadas.
Em 21/02/1916 o ataque começou e foi, de fato, devastador. Os alemães utilizaram “...mais de 800 canhões pesados, quase 400 canhões leves e 200 morteiros martelando um setor da frente de apenas 16 km de largura, antes do avanço inicial de dez divisões de infantaria.2.
As trincheiras francesas, seus postos de metralhadoras e linhas de comunicação estavam pulverizados e os alemães avançaram com lança-chamas, espingardas e granadas.
Apesar disso, os soldados franceses sobreviventes resistiram bravamente e o avanço alemão era de apenas 5 quilômetros em 22/02, tomando Bois des Caures. Na sequência tomaram Haumont e foram repelidos em Bois de l'Herbebois.
No dia 24/02 se iniciou o assalto alemão ao Forte Douaumont, que foi tomado no dia seguinte. Esse movimento, contudo, colocou os alemães na mira da artilharia francesa.
Esse avanço, portanto, se deu ao custo de pesadas baixas pois, se os franceses perderam 24 mil homens, sendo, porém, 15 mil prisioneiros, “...dentro dos primeiros dez dias, os alemães perderam 26 mil.3.
Ao contrário do esperado, a linha de abastecimento dos franceses não foi interrompida e o General Joffre introduziu um rodízio de tropas na linha de frente, substituindo os soldados extenuados por outros, descansados.
O abastecimento, feito pela Voie Sacrée (Via Sacra), movimentava “...diariamente 3000 caminhões com uma carga de 4000 toneladas de apetrechos e 20000 homens.4.
No início de junto o Forte Vaux foi tomado e, depois, os alemães quase conseguiram romper a linha de defesa francesa. Esse movimento terminou junto ao Forte Souville.
O caminho para Verdun passava pela tomada de Souville, já bastante castigado pela artilharia, mas ainda defendido pelos franceses. Os ataques com gás fosgênio não produziram o resultado esperado, pois os soldados tinham máscaras.
O ataque devastador dos canhões permitiu o avanço alemão, contudo a resposta da artilharia francesa dizimou grande parte dos soldados invasores que foram obrigados a recuar.
Este foi o dia 12/07/1916 e os alemães haviam atingido o ponto mais próximo que conseguiriam chegar de seu objetivo.
A partir dali, ataques de russos e britânicos em outros locais impediram o exército alemão de ficar focado apenas nos franceses. As perdas eram equivalentes e a França não parecia à beira do colapso como Falkenhayn previra.
O comandante alemão “...se resignou em suspender o ataque, pois se esperava uma ofensiva francesa no Somme: reduziu, pois, os efetivos que havia alinhado frente a Verdun.5. Em 02/09, com o comando geral passando para os generais “...Hindenburg e Ludendorff, os ataques alemães terminaram.6.



No mês seguinte foi a vez contra-ataque francês. Utilizando a tática de enviar soldados pouco atrás de onde caiam as bombas da própria artilharia, os franceses avançavam antes que os alemães pudessem reagir.
Para retomar o Forte Douaumont foram disparados mais de 600 mil tiros de canhão de diversos calibres, inclusive alguns pesando 900 kg. A fortificação foi retomada em 24/10. Em 02/11 foi a vez do Forte Vaux. Em Dezembro os alemães haviam sido empurrados de volta ao ponto da partida. Verdun estava salva. Destruída, mas salva.
A posição alemã, depois de quase um ano de batalha, mostra a estupidez da guerra. Para não conseguir avançar um mísero quilômetro, os combates “...geraram 377 mil baixas francesas contra 337 mil alemãs. Oficialmente, os franceses reconheceram 162 mil mortes e os alemães, 82 mil, sendo provável que esta última cifra seja subestimada.7.


1SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 270.
2Ibid. pg. 271.
3Ibid. pg. 271.
4PIMLOTT, John. A Primeira Guerra Mundial. Bogotá, Colômbia: Editora Norma. pg. 19. Tradução livre.
5RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 20. Tradução Livre.
6SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 273.
7Ibid. pg. 274. 

BATALHA DE GUADALCANAL
Em um dia 08/02 como este, em 1943, terminava a Batalha de Guadalcanal da II Guerra Mundial, entre os aliados (EUA e Gran Bretanha) e as forças do Império do Japão.
Quando a batalha começou, em 07/08/1942, o Império Japonês já tinha atingido sua expansão máxima e perdido a Batalha de Midway, na qual sua capacidade de ação militar no Pacífico foram bem reduzida.
A despeito disso, os japoneses enviaram tropas que tomaram as ilhas de Guadalcanal, onde iniciaram a construção de um aeroporto em Lunga Point, Tulagi, onde construíram uma base naval, e a Ilha Flórida, nas Ilhas Salomão.
O local era estratégico, pois uma vez terminado o aeroporto, o Japão poderia lançar ataques de longo alcance, prejudicando as rotas de suprimento e comunicação entre EUA, Austrália e Nova Zelândia.
Assim, com esse objetivo defensivo em mente, e também a ideia de usar as ilhas como bases de contra-ataques contra o domínio japonês na região, os aliados planejaram invadir as ilhas e expulsar os nipônicos.
A invasão aliada foi feita com o uso de soldados recém saídos do treinamento, utilizando equipamento antiquado, rações e munições reduzidas, considerando a prioridade que o Presidente Roosevelt dava à guerra na Europa.
Foram mobilizados 60 mil homens, "...seis cruzadores pesados, dois cruzadores leves, quinze contratorpedeiros, dezessete navios de transporte, seis de carga e cinco limpadores de minas.".
Devido ao mau tempo, entre os dias 06 e 07/08/1942 essa frota conseguiu se aproximar sem ser detectada e o ataque começou com bombardeios navais contra as praias e instalações japonesas espalhadas pelas ilhas.
O comando da frota coube ao "vice-almirante americano Frank Fletcher (que comandava a partir do porta-aviões USS Saratoga)" enquanto o comando das forças anfíbias ficou com o Almirante Richmond K. Turner. As tropas de desembarque, em sua maioria fuzileiros navais, agiam sob comando do Major-General Alexander Vandegrift.
Nas ilhas Tulagi, Gavutu e Tanambogo os invasores encontraram uma dura resistência, mas até 09/08 já haviam terminado a conquista. Em Guadalcanal a resistência foi pequena e já em 08/08 o aeroporto de Lunga Point estava sob posse dos aliados.
O contra-ataque japonês veio pelo ar, através de aviões que partiam da base de Rabaul (Nova Bretanha) e conseguiram danificar dois navios aliados e derrubar vários aviões dos porta-aviões americanos.
Apesar das perdas de aviões aliados serem inferiores às dos japoneses, os comandantes Fletcher e Turner retiraram suas embarcações da área antes de completar o desembarque de suprimentos, deixando os soldados aliados à mercê da força aérea japonesa, situação piorada pelo resultado da Batalha da Ilha Savo, na qual a Marinha Imperial do Japão causou sérios danos à frota de suprimentos aliados.
A despeito disso, da malária e diarréia, os fuzileiros se instalaram em Guadalcanal e começaram a trabalhar para recuperar o campo de pouso, agora chamado de Henderson, que lhes traria uma rota de suprimentos. Os japoneses se retiraram para além do Rio Maranikau.
As tentativas de retomar a ilha feitas pelos japoneses, a exemplo da Batalha do Rio Tenaru e a Batalha nas Ilhas Salomão Orientais, fracassaram, o que não impediu nenhum dos lados de seguir reforçando suas tropas com homens e material pois se os aliados dominavam os mares e ares durante o dia, utilizando o Campo Henderson, os japoneses dominavam à noite com o "Expresso de Tóquio", transportes navais que chegavam à ilha e voltavam na mesma noite.
Esse fortalecimento levou os japoneses, sob comando do General Kawaguchi, a planejar uma ofensiva dividida em três grupos no que ficou conhecida como Batalha de Edson´s Ridge. Porém, informados da movimentação japonesa, os aliados repeliram todos os ataques e ainda tomaram o quartel general japonês, roubando suprimentos e destruindo todo o equipamento que não poderia ser transportado. Com essa derrota o Japão se viu obrigado a interromper sua expansão para apoiar a retomada de Guadalcanal.

A partir dai uma série de pequenos combates em terra, mar e ar foram reduzindo a capacidade japonesa de impedir ou dificultar muito a chegada de reforços e suprimentos aos aliados. Em 12/12 os japoneses decidiram abandonar Guadalcanal e concentrar esforços em outras áreas.
A evacuação começou no início de fevereiro e foi completada dia 08/02. No dia 09/02/1943 os aliados tinham a posse total de Guadalcanal. Ao todo, os aliados tiveram até 60 mil homens na ilha, 7100 mortos, 7789 feridos, 4 capturados, além da perda de 29 navios e 615 aviões.
Os japoneses, que chegaram a ter 36.200 homens na ilha, perderam 31 mil deles mortos e 1000 capturados, além da perda de 38 navios e de 638 a 880 aviões abatidos.
A perda de Guadalcanal foi catastrófica para o esforço de guerra do Império do Japão e significou a virada do jogo para os aliados que instalaram importantes campos de pouso e portos a partir dos quais partiram a maioria das operações que expulsaram os japoneses de seus territórios conquistados no Pacífico.
Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Guadalcanal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Salom%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lunga_Point



A "NUREMBERG" DO JAPÃO
Em um dia como este 19 de janeiro, no ano de 1946, o General Douglas Mac Arthur, comandante das Forças Armadas dos Estados Unidos no Extremo Oriente, proclamou a Carta do Tribunal Internacional Militar para o Extremo Oriente, documento que estabelecia as bases legais para o julgamento de crimes cometidos pelos líderes do Império do Japão durante a II Guerra Mundial.
Esses crimes foram divididos em três categorias: "Classe A" (crimes contra a paz), "Classe B" (crimes de guerra) e "Classe C" (crimes contra a humanidade)” referindo-se, a primeira, a ação para iniciar a manter o conflito e as duas últimas referindo-se a atrocidades cometidas durante os conflitos.
Apesar de ser um tribunal que visava os líderes japoneses, o Imperador Hiroito não foi acusado, bem como nenhum outro membro da família imperial, como parte da estratégia estadunidense de pacificar o Japão deixando ao país um símbolo em torno do qual pudesse se reunir.
O tribunal também não serviu para julgar funcionários e militares subalternos, o que ocorreu em outros tribunais, realizados em outras cidades e países, a exemplo da China, que instituiu 13 tribunais que produziram “504 condenações e 149 execuções”.
O julgamento foi presidido por onze juízes, um de cada país aliado na Guerra do Pacífico: “Estados Unidos da América, República da China, União Soviética, Reino Unido, Países Baixos, Governo Provisório da República Francesa, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Índia Britânica e Filipinas”.
A abertura dos trabalhos ocorreu em 03/05/1946 com o discurso do Procurador-Geral Joseph Keenan. Quando chegou sua vez, a defesa dos 28 acusados rejeitou o nome de William Web como Presidente do Julgamento, no que foi atendida, e tentou anular o julgamento argumentando ser impossível não matar em guerras bem como individualizar culpas em crimes internacionais, o que foi rejeitado.
Nas sessões seguintes a acusação prosseguiu listando os acordos e tratados internacionais violados e a sequência de eventos que se iniciou com a invasão da China após o incidente da Manchúria em 1928, bem como as inúmeras violações, chacinas, pilhagens, torturas, etc.
A defesa questionou o direito do vencedor julgar o vencido, rejeitou a tese de conluio e defendeu algumas ações como defesa dos interesses e da própria existência do país.
Dos 25 acusados que chegaram ao final do julgamento (dois morreram antes e um enlouqueceu), apenas o General Hideki Tojo reconheceu a própria culpa nas acusações. Os demais alegaram-se não culpados, tendo agido sob ordens.
O veredito condenou à morte por enforcamento sete dos acusados, inclusive Tojo. Outros dezesseis foram condenados à prisão perpétua. Os demais receberam penas de 20 e 7 anos respectivamente.
Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribunal_Militar_Internacional_para_o_Extremo_Oriente
https://en.wikipedia.org/wiki/International_Military_Tribunal_for_the_Far_East
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hideki_T%C5%8Dj%C5%8D

A MORTE DE NICOLAU II
Em um dia 17/07, no ano de 1918, Nikolái Alieksándrovich Románov, o último Csar da Rússia foi assassinado, juntamente com toda sua família, na cidade de Ecaterimburgo, fuzilado pelos soldados do governo Bolchevique.
Nicolai teve a má sorte de ser um homem de mente atrasada, à frente de um país atrasado, mas no seio do qual crescia o embrião da revolta em um tempo de virada da História.
Nicolai nasceu em 18/05/1868 em Tsarskoye Selo, em um dos palácios da família imperial russa, perto da capital, São Petesburgo. Era filho do Csar Alexandre III e de Maria Feodorovna ou princesa Dagmar da Dinamarca, então Csarina Consorte da Rússia.
Aos 13 anos Nicolai se tornou herdeiro direto do trono por conta do assassinato de seu avô, o Csar Alexandre II e a coroação do pai. O garoto então se mudou para o Palácio de Gatchina, fora da capital, por questões de segurança.
Sua educação foi rigorosa, dormia em um quarto sem luxo, de modo a aprimorar sua resistência, aprendeu francês, alemão, inglês, História, geografia, dança, etc. Seu tutor incutia-lhe sempre que possível, a importância do exercício do poder absoluto.
Em 1894 Nicolai ficou noivo de Alice de Hesse-Darmstadt contra a vontade de seus pais pois a moça era de origem alemã, contudo, quando Alexandre II adoeceu e sua morte tornou-se iminente, a autorização para o noivado foi dada. O Csar faleceu antes do casamento ser realizado. Após a cerimônia Alice passou a se chamar Alexandra Feodorovna, Csarina Consorte da Rússia.
Nicolai e Alexandra.
O pai de Nicolai providenciou para que fosse rigorosamente educado, mas não lhe preparou para os deveres de Csar e o pouco treinamento de Nicolai nessa área veio por insistência do Ministro das Finanças Serguei Witte. A despeito disso, quando chegou o momento, o próprio Nicolai reconheceu seu despreparo.
A Coroação de Nicolai II.
Alexandre III mergulhara de vez a Rússia no atraso ao revogar quase todas as reformas feitas por seu pai, Alexandre II, dentre elas a proibição de acesso às universidades para os russos que não tivessem origem nobre![1]
Claro que tal nível de repressão não poderia ser mantido senão pela força bruta da última monarquia absolutista da Europa onde até mesmo os divórcios deveriam ser aprovados pelo Csar![2]
Assim, o poder de Nicolai ao assumir o trono do país mais atrasado da Europa[3] estava baseado em um tripé de frágil equilíbrio formado pela burocracia, o grande e fraco exército e a polícia, chamada Okbrana.[4]
Os problemas começaram já nas festividades do casamento, quando uma festa preparada para o povo acabou em tumulto e mais de 1400 mortes, ficando conhecida como Tragédia de Khodynka.
Vítima da Tragédia de Khodynka.
No governo Nicolai se mostrou muito cioso de seu próprio poder absoluto e, ao mesmo tempo, relutante em usá-lo, passando a impressão de fraco e indeciso.
Marcam o período os ataques a judeus, estimulados por propaganda negativa financiada pelo Ministro do Interior e a Guerra Russo-Japonesa na qual a Rússia foi derrotada pelo Japão, perdendo duas frotas navais. A guerra terminou em 1905, contudo, antes mesmo de seu fim, começariam as revoltas que levariam ao fim da monarquia alguns anos depois.
No dia 21/01/1905 foi anunciada uma marcha pacífica pelas ruas de São Petesburgo. O organizador, Padre Gapon, solicitou a presença do Csar para receber uma petição do povo. Mas os ministros não avisaram ao monarca e, ao invés disso, convocaram mais tropas para impedir as pessoas de chegar ao Palácio de Inverno.
Em 22/01/1905 a marcha foi iniciada e a cada momento recebia o acréscimo de mais e mais pessoas que caminhavam sob o frio e a neve cantando hinos religiosos e o Hino Imperial "Deus salve o Csar".
Em outras palavras, as pessoas acreditavam que o Csar as receberia como um pai e acolheria suas súplicas. Mas ao se aproximarem do Palácio encontraram os bloqueios de soldados que abriram fogo contra a multidão. O saldo foi de 92 mortos e muitos feridos, número que os boatos que chegavam ao interior do país era muitas vezes multiplicado. O divórcio entre o povo e seu Csar estava consumado.
A pressão interna e externa foi tamanha que Nicolai aceitou a convocação de um parlamento, chamado Duma, e a nomeação de um Primeiro Ministro, escolhendo Serguei Witte para o posto. Mas o Csar não pretendia abrir mão do próprio poder, de modo que logo entrou em confronto com os congressistas e a Duma foi dissolvida.
Nicolai e Alexandra na instalação da Duma.
A segunda Duma passou a funcionar em 1907 com Piotr Stolypin como Primeiro Ministro, o qual se encarregou de dissolver este segundo parlamento tão logo teve oportunidade, com apoio do Csar.
A terceira Duma foi mais prudente e deixou de atacar diretamente o governo, passando a se concentrar em questões econômicas conseguindo alguns avanços apesar da oposição de grande parte da nobreza ao trabalho de Stolypin e da Duma que eles classificavam como usurpação ao poder do Csar.
Mas não foi essa oposição que prejudicou Stolypin, foi o ódio que a Imperatriz Alexandra lhe devotava por conta da oposição deste à presença do Monge Rasputin na corte. Nicolai e Alexandra tiveram cinco crianças, sendo as quatro primeiras mulheres (Olga, Tatiana, Maria e Anastásia) e um filho, Alexei, o sonhado herdeiro do trono.
Nicolai II e família.
Mas Alexei tinha a doença real, hemofilia, e por isso inspirava cuidados redobrados. Nas crises, porém, somente Rasputin alcançara algum sucesso no restabelecimento do príncipe herdeiro, de modo que Alexandra, e o próprio Csar, não queriam prescindir da presença do Monge que, obviamente, tirava proveito desse favorecimento, de onde surgiram boatos de que influenciava o Csar em suas decisões de governo.
Em 1912, com o início da quarta Duma, esses rumores encontraram eco até mesmo entre defensores da monarquia.
A despeito de tudo, porém, a população uniu-se em torno do Csar quando a Primeira Guerra Mundial começou. Esse apoio porém só durou até que as ações do exército se tornassem uma série catastrófica de derrotas que resultaram em 215 mil baixas somente em 1914.
A derrota russa em Tannenberg.
Mas, em 1917 a situação das forças armadas era muito pior, pois “No início de 1917, o exército russo tinha perdido 2,7 milhões de homens, mortos ou feridos, e mais de 4 milhões de prisioneiros.[5]A desilusão com os rumos da guerra exauriu o apoio a ela entre os próprios soldados.
E, no caso específico do fracasso militar, a imagem do Csar não escapou incólume, pois Nicolau II “...insistiu em assumir pessoalmente o comando do exército em 1915, isolando-se [...] ao se mudar para o quartel general longe da capital.[6].
O desabastecimento se instalou entre os anos de 1916-1917 quando “Por causa do rigor invernal, que aumenta as dificuldades de transporte, as reservas de farinha na capital estavam quase escotadas. Em fins de fevereiro o governo se viu obrigado a estabelecer um estrito racionamento e as padarias se viram incapazes de trocar todos os cupons.[7].

E se na própria capital a situação era esta,  no campo o quadro era ainda pior, de modo que as penúrias econômicas também influíram decisivamente nos eventos que se desencadearam logo a seguir.
Quando a falta de carvão obrigou o fechamento de fábricas que, por sua vez, iniciaram demissões em massa, gigantescas manifestações eclodiram no país: “...em Petrogrado, 150 mil trabalhadores entraram em greve. Um grande número de manifestantes também tomou as ruas em Moscou [...] Carcóvia e Baku.[8].
As manifestações foram se agigantando até 09 de Março, quando “... ocorreram os primeiros choques entre os grevistas e a polícia.[9]. E, a partir da adesão dos socialistas às manifestações dos trabalhadores, estas deixaram de ser contra a incompetência “...dos serviços administrativos, […] mas atacavam o regime político.[10].
O governo ordenou às tropas que atirassem na multidão. Desta vez, contudo, havia muitos soldados apoiando o povo. As tropas sediadas em Petrogrado “onde o grosso dos efetivos era formado por reservistas sensíveis à propaganda dos militantes, paralisou a resistência dos poderes públicos.[11]. Sem suporte militar, o regime desmoronou.
 
Poucos dias depois, Nicolau II abdicou:
Nestes dias decisivos na vida da Rússia, consideramos nosso dever fazer o que pudermos para ajudar nosso povo a se unir e juntar todas as forças para a [...] vitória. Por essa razão, nós, de acordo com a Duma de Estado, consideramos melhor abdicar do trono...[12]
Nicolau II tentou emplacar seu irmão Miguel no trono, mas este se recusou a assumir, de modo que foi instalado um governo provisório de orientação liberal, sob comando do Príncipe Georgy Lvov e Alexander Kerenski no Ministério da Guerra.
Nicolai foi preso junto com toda sua família e assim ficou enquanto a Rússia seguia em convulsão. Quando os bolcheviques assumiram o poder a situação da família imperial começou a declinar até que veio a ordem de Lênin e Sverdlov para a execução que ocorreu em Ecaterimburgo na noite de 16 para 17 de julho.
Reunião do Soviet de Petrogrado.
Soldados armados entraram no quarto onde estava a família e começaram a atirar. Nicolai morreu primeiro, alvejado muitas vezes e suas filhas morreram por último, a golpes de baioneta. Também morreram neste dia o médico, o cozinheiro, o criado e a empregada da família.
Os restos mortais dos Romanov permaneceram sepultados em Ecaterimburgo até 1998, quando foram desenterrados em parte. Em 2008 foram encontrados os restos de Alexei e de uma de suas irmãs. Neste mesmo ano a Suprema Corte Russa reabilitou suas figuras, reconhecendo terem sido vítimas de repressão política.

[1]    CARTER, Miranda. Os Três Imperadores. Três primos, três impérios e o caminho para a Primeira Guerra Mundial. Trad. Clóvis Marques. Rio de Janeiro, Objetiva, 2013. pg. 69
[2]    Ibid. pg. 61
[3]    SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 25.
[4]    RODRIGUES, Luiz César B. A Primeira Guerra Mundial – Discutindo a História. São Paulo, Atual, 1994. pg. 26
[5]    SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 318.
[6]    PIMLOTT, John. A Primeira Guerra Mundial. Bogotá, Colômbia: Editora Norma. pg. 26.
[7]    RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 30. Tradução Livre.
[8]    SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 317.
[9]    RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 30. Tradução Livre.
[10]    Ibid pg. 30.
[11]    Ibid pg. 30.
[12]      Fonte: Documents of Russian History, 1914-1917, ed. Frank Alfred Golder (New York: The Century Co., 1927), 297-99. Mencionado em: SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 317.  

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Fontes e Imagens:
CARTER, Miranda. Os Três Imperadores. Três primos, três impérios e o caminho para a Primeira Guerra Mundial. Trad. Clóvis Marques. Rio de Janeiro, Objetiva, 2013.. pg. 69
SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 25.
RODRIGUES, Luiz César B. A Primeira Guerra Mundial – Discutindo a História. São Paulo, Atual, 1994. pg. 26
PIMLOTT, John. A Primeira Guerra Mundial. Bogotá, Colômbia: Editora Norma. pg. 26.
RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 30. Tradução Livre.
http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1755-biografia-9,00.jhtm
http://www.grupoescolar.com/pesquisa/czar-nicolau-ii.html
http://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/Nicolau-II/482045
https://seuhistory.com/biografias/nicolau-ii
https://www.ebiografia.com/nicolau_ii/
http://www.suapesquisa.com/quemfoi/czar_nicolau_II.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Feodorovna_(Dagmar_da_Dinamarca)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandra_Feodorovna
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Russo-Japonesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Tsushima
https://pt.wikipedia.org/wiki/Domingo_Sangrento_(1905)
https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Russian_Revolution_of_1905
https://en.wikipedia.org/wiki/Russian_Revolution


https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Battle_of_Tannenberg_(1914)

A BATALHA DO SOMME
A luta na região do Rio Somme foi mais uma carnificina da Grande Guerra, com a diferença de ser planejada pelos ingleses, contra os alemães.
Ela foi a contra-partida britânica ao acordo da Conferência de Chantilly (dez/1915), na qual foram acordados ataques simultâneos dos aliados (russos, britânicos, franceses e italianos), visando pressionar seus inimigos por todos os lados.
No caso específico desta batalha, a Inglaterra se aproveitava da situação em Verdun-sur-Meuse, na qual os alemães depositavam o grosso de suas tropas e materiais, deixando menos protegidos outros setores da frente, como o Somme.
Por outro lado, e pelo mesmo motivo, essa ofensiva contaria com poucas tropas francesas. A Força Expedicionária Britânica, porém, fora muito ampliada por conta do alistamento militar obrigatório, que rendera mais dois exércitos bem equipados, embora mal treinados.
Os britânicos também tinham grande superioridade em artilharia que “...incluía cerca de 3 mil canhões, metade dos quais era britânica, metade,francesa.[1]. Essa superioridade também se verificava no ar, onde a aviação aliada superava a alemã.
A despeito de toda essa vantagem material, os comandantes aliados divergiam quanto à estratégia de ataque e um dos motivos era a desconfiança quanto ao preparo de seus homens para a batalha.
Por fim, optaram pelo básico bombardeio da artilharia e o avanço da infantaria para abrir uma brecha que seria invadida pela cavalaria.(?!)
O ataque foi iniciado em 24/06 com o bombardeio da artilharia, gás cloro e a explosão de túneis escavados sob as trincheiras alemãs. Os aliados lançaram “...12 mil toneladas de projéteis de artilharia – cerca de 1,7 milhão de disparos.[2].
Apesar das grandes baixas sofridas, os alemães conseguiram uma rápida recuperação, considerando que o bombardeio “...não conseguiu destruir seus esconderijos subterrâneos mais profundos nem suas plataformas de metralhadoras fortificadas, e deixou grande parte de seu arame intacta.[3].
Para complicar, as explosões dos túneis secretos escavados sob as trincheiras alemãs mais dificultou do que ajudou o avanço, pois os buracos abertos eram praticamente “intransponíveis”.
Os soldados avançavam em meio às crateras, lamaçal e arame farpado da Terra de Ninguém, onde eram massacrados pelo fogo das metralhadoras, granadas, bombas e fuzis dos alemães, que recuaram poucos quilômetros de sua posição original.
O resultado foi que, a exemplo de tantos outros avanços, este resultou em banho de sangue. As baixas foram tão terríveis que traumatizaram a população inglesa pois “Cidades como Manchester, Birmingham, Liverpool, Sheffields, Leeds, Bradford e outras, tiveram de reconhecer a realidade da guerra total. Bairros inteiros […] perderam seus homens.[4].
Em meados de julho uma nova tentativa foi feita com a infantaria reunindo-se à noite e avançando sem apoio da artilharia. Conseguiram avançar cerca de 6km, mas não dispunham de reservas para completar o trabalho de modo que “...a batalha seguiu a pauta familiar de uma carnificina de desgaste.[5].
Outros ataques, em setores diferentes, visando evitar a concentração de reforços alemães, tiveram custo alto em vidas, a exemplo das tropas australianas próximas à cidade de Artois, onde sofreram nada menos que “5.500 vítimas” em um único dia.
Com o fim da Batalha de Verdun se aproximando, os alemães reforçaram a frente do Somme, complicando ainda mais os planos aliados. Apesar disso, em 15/09 um novo ataque teve início, desta vez usando tanques pela primeira vez na guerra.
A Inglaterra enviou 49 tanques Mark I, que pesavam 28 toneladas e “corriam” a 5 km/h! Mas, destes 49 tanques, “...apenas 32 chegaram à frente de batalha, dos quais apenas 9 conseguiram cruzar a terra de ninguém para enfrentar o inimigo.[6].
Apesar desse fiasco, e graças ao tremendo impacto psicológico que os monstros de ferro causaram nos soldados que nunca tinham visto nada semelhante, os alemães recuaram. Mas só um pouco
Porém, neste mesmo mês de setembro/1916, a força-aérea alemã voltou a ter o domínio dos ares. Entrava em cena o Esquadrão de Caça Jasta II, no qual servia Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, o Barão Vermelho.
A supremacia aérea, que significava a coleta de informações precisas sobre a localização de alvos e o movimento de tropas, foi fundamental para que os alemães equilibrassem o jogo em terra.
A Batalha do Somme começou depois e terminou antes do final oficial da Batalha de Verdun. Apesar disso conseguiu matar mais soldados. Números oficiais apontam “...624 mil baixas Aliadas (420 mil britânicas [...], 204 mil francesas), incluindo 146 mil mortos ou desaparecidos, contra 429 mil perdas alemãs, incluindo 164 mil mortos ou desaparecidos.[7].
As duas batalhas, Verdun e Somme, mostraram que a estratégia de desgastar o adversário trazia, na verdade, perdas para os dois lados e que “...a superioridade dos efetivos e a abundância de material podiam assegurar êxitos parciais, mas estes êxitos […] não bastavam para implicar a ruptura da frente.[8].








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[1]  SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 275.
[2]  Ibid. pg. 276.

[3]  Ibid. pg. 276.

[4]  PIMLOTT, John. A Primeira Guerra Mundial. Bogotá, Colômbia: Editora Norma. pg. 22. Tradução livre.

[5]  Ibid. pg. 23.
[6]  SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 280.

[7]  Ibid. pg. 283.
[8]   RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 20. Tradução Livre.



UM DOS MOMENTOS MAIS TOCANTES DA HISTÓRIA
Neste ano da graça do Senhor de 2016 o início da I Guerra Mundial, ou Grande Guerra, completou 102 anos e, com isso, completam-se 102 anos também de um dos momentos mais tocantes da História, a nosso ver. É um evento que me toca profundamente, ao ponto das lágrimas, se me permitem um toque pessoal.
Em Dezembro de 1914 um grande número de soldados da frente de batalha deixou suas armas de lado, saiu das trincheiras e confraternizou com os inimigos, trocaram presentes, cantaram juntos, assistiram missas e jogaram futebol. Nunca, desde o início do calendário que temos hoje, o tão falado “Espírito do Natal” foi tão real e tão presente.
Naquele ano, após atravessar a Bélgica, os alemães invadiram a França chegando aos arredores de Paris, onde foram rechaçados na Primeira Batalha do Marne, em setembro.
Com o recuo alemão até o Vale do Aisne e o fracasso aliado em fazê-los recuar mais, começou a construção de linhas de defesa que levou o conflito à fase da Guerra de Trincheiras.
Com a chegada de Dezembro, algumas iniciativas de Cessar-Fogo para o Natal foram adotadas, mas sem sucesso, com destaque para o pedido do Papa Bento XV, de que as armas calassem diante do canto dos anjos. Os governantes e generais não estavam a fim de ouvir anjos cantando, a menos que fossem os hinos de seus países.
Mas, se os grandes esqueceram da noite estabelecida (erradamente) como a do nascimento de Jesus, o mesmo não se pode dizer dos pequenos. Muitos soldados ignoraram as ordens, a paz reinou, as armas se calaram e os anjos puderam cantar em muitos pontos da frente. E como cantaram de forma maravilhosa!
Na noite de 24/12/1914, na região de Ypre, na Bélgica, os alemães enfeitaram suas trincheiras com velas e árvores de Natal, iniciando a celebração com cânticos natalinos. Do outro lado os britânicos cantaram em resposta e não demorou muito para que estivessem atravessando a Terra de Ninguém (espaço entre as trincheiras dos dois lados).
Sob o silêncio das artilharias os inimigos trocaram fumo, bebida, comida e lembranças. Os mortos foram enterrados em funerais que contavam com soldados dos dois lados.
A Wikipedia traz o relato de um desses soldados. O britânico de nome Bruce Bairnsfather nos conta da própria troca de souvenires com um oficial alemão e do corte de cabelo de um alemão (que ele chama de Boche) por um inglês:
Eu não perderia aquele único e estranho dia de Natal por nada deste mundo... encontrei um oficial alemão, um tenente penso eu, e sendo um colecionador, disse a ele que havia gostado de alguns de seus botões. Eu trouxe meu cortador de arame, retirei um par de botões e coloquei-os no bolso. Então eu lhe dei dois dos meus em troca... depois reparei num dos meus artilheiros, que era cabeleireiro amador na vida civil, a cortar o cabelo bastante longo de um boche dócil, que estava pacientemente ajoelhado no chão, enquanto a máquina de corte deslizava em volta de seu pescoço.1
A duração da trégua variou. Em alguns lugares se encerrou depois do Natal mas, em outros, foi até o Ano Novo. Sabe-se, porém, que um dos alemães presentes em Ypre foi contra a confraternização.
Era um cabo que recebera recentemente a Cruz de Ferro de segunda classe, por bravura. Servia como um dos mensageiros da 16ª Reserva Bávara de Infantaria. Seu nome era Adolf Hitler.
Frelinghien - Fronteira França-Bélgica. Atrás dos galpões, a área onde ocorreu o encontro dos soldados.
Nos anos seguintes a quantidade de tréguas e confraternização entre soldados inimigos diminuiu bastante, por conta da repressão dos oficiais mas, sobretudo, porque a desumanidade dos combates foi endurecendo os corações dos soldados.
Apesar disso, elas ainda ocorreram. Sobre o Natal de 1915 temos o relato do alemão Richard Schirrmann, escrevendo na região dos Vosges:
Quando os sinos de Natal soaram nas aldeias do Vosges atrás das linhas... aconteceu uma coisa nada militar. As tropas tropas alemãs e francesas fizeram espontaneamente as pazes e cessaram as hostilidade; eles se visitaram uns aos outros através de túneis de trincheira em desuso, trocaram vinho, conhaque, cigarros, pão-preto da Vestefália, biscoitos e presunto. Eles permaneceram bons amigos mesmo depois do Natal.2
E sobre o Natal de 1916 temos as palavras de Ronald MacKinnon, que estava em Vimy Ridge:
Eu tive um bom Natal, considerando que eu estava na linha de frente. A véspera de Natal foi muito dura, serviço de sentinela até os quadris na lama, claro .... Tivemos uma trégua no dia de Natal e os alemães foram bastante amigáveis. Eles vieram para nos ver e nós trocamos corned-beef por charutos.3
Há quem diga que tais confraternizações não ocorreram na II Guerra Mundial. Mas temos conhecimento de pelo menos um acontecimento semelhante, ocorrido na região das Ardenas, durante a Batalha do Bulge.
Elisabeth Vincken, e seu filho Fritz, de 12 anos, cuja casa (Aachen – Alemanha) fora destruída por uma bomba, refugiam-se em sua cabana de caça, na Floresta das Ardenas.
Eles abrigam um grupo de soldados americanos, que traziam um companheiro ferido quando um grupo de soldados alemães chega. A hostilidade inicial é contida por Elisabeth Vincken e todos celebram o Natal em conjunto.
Fritz Vincken (à direita) reencontra um dos militares americanos que cearam com ele e sua mãe em 1944.
Fritz Vincken disse, em entrevista, que jamais esqueceu daquela noite na qual a força interior de sua mãe impediu um potencial derramamento de sangue. Recordando aquele momento especial ele diz que:
Agora e depois, em uma clara noite de inverno tropical, eu olho para o céu, para a brilhante Sirius, e parece que sempre nos cumprimentamos como velhos amigos. Então, infalivelmente, lembro-me (de minha) mãe e esses sete jovens soldados, que se reuniram como inimigos e se separaram como amigos, bem no meio da batalha do Bulge.4
Apesar da incorreção histórica, a humanidade escolheu celebrar o nascimento de Jesus nesta data de 24 para 25/12. Por isso o Reino de Clio envia a todos os seus leitores uma reflexão:
A humanidade precisa, urgentemente, reavivar o Espírito do Natal, que foi tão presente nas trincheiras de Ypre, 100 anos atrás. Fazemos votos que todos os nossos leitores possam, nesta noite que deve ser de reflexão, pensar no aniversariante e no “presente” que Lhe pode ser dado: viver de acordo com Sua mensagem: Amar ao próximo como a si mesmo!
Feliz Natal a todos!
Marcello Eduardo
Cruz marca o local, próximo a Ypres, onde ocorreu um jogo de futebol entre os soldados inimigos.


1 http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A9gua_de_Natal
2 Idem
3 Idem
4 http://ba-ez.org/educatn/LC/OralHist/vincken.htm

Imagens:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Christmas_Truce_1914_IWM_HU_35801.jpg
http://ba-ez.org/educatn/LC/OralHist/vincken.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Christmas_Truce_1914.png
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Khaki-chums-xmas-truce-1914-1999.redvers.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Illustrated_London_News_-_Christmas_Truce_1914.jpg
http://www.vets-cars.com/20141209-100th-anniversary-christmas-truce/
http://chuto.pt/a-tregua-de-natal-de-1914/
https://forum.ableton.com/viewtopic.php?f=40&t=200541
http://www.mercattoursinternational.com/christmas-truce-centenary.asp


A 1ª BATALHA DE YPRE - FLANDRES
Em 19/10/1914, começava a Primeira Batalha de Ypre-Flandres na Grande Guerra.
Depois da Primeira Batalha do Marne e após o estabelecimento da frente do Rio Aisne, os exércitos inimigos tinham um vasto território para avançar e tentar cercar o adversário.
Ambos os lados realizaram tentativas de envolvimento que ficaram conhecidas como Corrida para o Mar. Os resultados dessas manobras foram fracassos que faziam a rede de trincheiras ir aumentando até que chegou a Nieuport, no litoral da Bélgica, na saída do Estreito de Dover, entrada do Mar do Norte. Neste setor ocorreu a Primeira Batalha de Ypre, que foi o último grande combate de 1914.
Ypre é uma cidade belga próxima à fronteira com a França, a Leste de onde passou a linha de trincheiras dos franceses, ingleses e belgas que barravam a passagem aos alemães.
Para este local convergiram o IV Exército de Campanha alemão, sob comando do Marechal-de-Campo Albrecht, Duque de Württemberg, e o VI Exército Alemão, sob as ordens do Príncipe Rupprecht da Baviera. Ambas as forças eram formadas, majoritariamente, por soldados ainda sem experiência de combate e, portanto, ansiosos por entrar em ação.
Trincheira da batalha preservada.
O plano do Alto Comando Alemão era romper a linha dos inimigos e ao IV Exército, que estava posicionado na ala direita da linha alemã, mais perto do litoral, cabia a função principal, enquanto o VI Exército, que estava à esquerda, deveria realizar um ataque que atraísse parte das forças adversárias, facilitando o avanço do IV Exército.
Do lado adversário, posicionado ao longo do Rio Yser, a Força Expedicionária Britânica estava posicionada ao Sul, na ala direita da linha defensiva, os franceses ocupavam o centro e os belgas estavam ao Norte, na ala esquerda, mais perto do litoral e na área onde deveria vir o grosso do ataque alemão.
O Rio Yser na atualidade
O avanço germânico começou em 20/10/1914 com o IV Exército atacando em direção a Diksmuide, Houthulst, PoelKapelle, Passchendaele e Becelaere, objetivos que custaram grandes baixas.
Os belgas sofreram terrivelmente com o ataque da artilharia alemã e teriam cedido passagem se não fossem a ordem de inundar a região tornando-a intransponível.
Em 21/10 o avanço prosseguiu em direção a Langemark e Broodseinde. Apesar dos devastadores ataques de artilharia, os alemães não tiveram êxito, pois os aliados resistiram e montaram um contra-ataque que deteve os alemães no dia seguinte.

Langemark em Outubro de 1914

Por seu lado, o VI Exército atacou as forças britânicas em direção a Ypre. Os alemães conseguiram romper a linha em 31/10 e tomar a vila de Gheluvelt, mas o contra-ataque inglês fechou a brecha e retomou o lugar.
A cidade em si foi devastada pois “...em pouco tempo, a artilharia alemã destruiu completamente a cidade de Ypres atrás das linhas Aliadas.[1]

No alto, Diksmuide em 1914 e atualmente (à direita - Monumento Ijzerdjik – Google Street View). Abaixo, à esquerda, Ypres em 1914 e atualmente (à direita - Catedral – Google Street View).

A batalha se estendeu até 22/11 quando, apesar dos reforços de infantaria recebidos, por conta, em parte, da escassez de munição de artilharia, os alemães desistiram da ofensiva e estabeleceram uma linha de trincheiras.
1914 se aproximava do fim, mas ainda registraria um dos momentos mais lindos da História.
http://clevelode-battletours.com/the-first-world-war/belgium-in-the-first-world-war/#lightbox[auto_group1]/7/




[1]    SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História CompletaTrad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 106.

A PRIMEIRA BATALHA DO MARNE[1]
A invasão alemã da França encontrou as forças francesas, sob comando do General Joseph Joffre[2], despreparadas, pois “...mantiveram suas próprias reservas fora das linhas de frente e supuseram que os alemães fariam o mesmo...[3] e, ainda, estimaram erradamente de onde viria a invasão.
O exército alemão, comandado por Helmuth von Moltke[4], mobilizou 34 divisões e os franceses esperavam apenas 26. Quando os alemães vieram atravessando a Bélgica, apenas 8 divisões foram por onde os franceses esperavam que passassem todas. Mais de vinte dessas divisões entraram por onde a França não esperava a vinda de nenhuma![5]

O resultado foi uma avalanche de alemães sobre a França e “...os exércitos franceses sofreram um total de 260 mil baixas, incluindo 75 mil mortos; 27 mil morreram num único dia, 22 de agosto...[6].
O futuro historiador Marc Bloch, então sargento do exército francês, conta a experiência do recuo a que foram obrigados:
No caminho, vimos pessoas abandonando às pressas seu vilarejo. Homens, mulheres, crianças, móveis, trouxas de roupas de cama e mesa [...] amontoados em carroças. Esses camponeses franceses fugindo diante de um inimigo contra o qual não tínhamos como protegê-los deixavam uma impressão amarga.[7]
A iminência da catástrofe fez com que o General Joffre mobilizasse a reserva:
O 6° Exército [...] posicionou-se ao norte de Paris, junto ao rio Ourcq, ao passo que o 9° Exército postou-se ao sul do Marne, entre o 4° e o 5° Exércitos, sendo suplementado por tropas deslocadas da fronteira alsaciana... [8]
Então foi a vez de os alemães subestimarem os adversários. Otimista com o avanço inicial fulminante, Moltke desviou onze divisões para a Bélgica e a Prússia, desfalcando seus exércitos de quase um terço de suas forças.
Apesar disso, Moltke ordenou um avanço que rompesse a linha francesa entre Paris e o Rio Marne. Essa estratégia foi contestada pelo Gal. Alexander von Kluck, líder do 1º Exército, preocupado com o flanco de suas forças que seria exposto às tropas posicionadas no Rio Marne.
Mas, como ordem dada é ordem cumprida, o avanço aconteceu como Moltke queria e o flanco foi atacado como Kluck previa.
A despeito disso, quando a Primeira Batalha do Marne finalmente começou em 05/09/1914, os alemães já haviam avançado com seus 1º e 2º exércitos em direção a Paris e quase chegaram lá.
Mas o abastecimento das tropas estava muito dificultado, pois as linhas de trem que vinham da Alemanha tinham ficado a mais de 100km de distância “...e sua cadeia de suprimentos agora dependia esmagadoramente de carroças puxadas a cavalo, porque mais da metade dos quatro mil caminhões do exército tinha quebrado.[9].
Para complicar, o avanço do 1º Exército foi mais rápido, abrindo uma brecha de 50km de distância para o 2º Exército, este sob o comando do General Karl von Bülow.

Se Bülow tivesse apoiado o avanço de Kluck, eles teriam tido sucesso, pois as tropas francesas demoraram a fazer os movimentos corretos e as tropas britânicas ainda não haviam chegado àquela frente de combate.
Há controvérsias sobre os motivos da derrota. É certo que havia falhas na comunicação entre os exércitos alemães. Bülow teria recuado suas forças sem comunicar Kluck e Moltke, ou, Kluck teria desviado de Paris para socorrer Bülow, com aval de Moltke, cuja estratégia mudara novamente, como mostra a seguinte ordem:
A intenção do Comando Supremo é de rechaçar os franceses, rumando na direção sudeste, cortando-os de Paris […] é preciso agarrá-los antes que possam parar, fortalecer-se e se reorganizar. Nos ocuparemos de Paris em seguida.[10]
O certo é que, quando informado do desvio alemão, o General Joffre deslocou tropas para atacar o flanco esquerdo de Kluck. Isso ocorreu em 05/09/1914, marcando o início da batalha em si.
Os movimentos das forças de Kluck, primeiro tentanto escapar e depois tentanto envolver os franceses enviados contra si abriram uma brecha entre ele e o 2º Exército. A chamada linha do Petit-Morin era “...conservada por uma simples cortina de cavalaria que podia ser facilmente arrasada...[11]. 
Quando franceses e ingleses conseguiram romper essa brecha em 09/09 e penetrar entre os dois exércitos alemães, estes foram obrigados a recuar. Em 10/09 a frente alemã estava cedendo e recuando.

Acima, zona rural perto de Paris, área da brecha entre o 1º e o 2º Exércitos Alemães. Abaixo o Rio Marne, na mesma área. Google Street View.

Os franco-britânicos, porém, não conseguiram executar uma perseguição efetiva pois “...a infantaria e a cavalaria acusam o esforço que efetuaram sem trégua desde a batalha das fronteiras e na artilharia escasseiam as munições.[12].
Quando tropas alemãs vindas de Lorena e Maubeuge chegaram à região, os franco-britânicos foram detidos às margens do Rio Aisne onde os alemães em recuo estabeleceram uma linha defensiva.

Ponte sobre o Rio Aisne. Na margem oposta a região da linha defensiva alemã. Google Street View.

Em 12/09/1914 terminava a Primeira Batalha do Marne. Os combates envolveram 1.071.000 franceses e britânicos contra 1.485.000  alemães, resultando em “...250 mil baixas francesas (80 mil mortos) e 13 mil baixas britânicas (1.300 mortos). Do lado alemão houve 250 mil baixas (55 mil mortos).[13]
Na nova frente estabelecida começava o processo de escavação de trincheiras que faria a guerra entrar em uma nova fase. Moltke sofreu um colapso nervoso e foi substituído por Erich von Falkenhayn. Outros 33 generais foram destituídos.



[1]       O Marne ou, na sua forma portuguesa, Marna1 é um rio francês, com cerca de 525 km, e é um dos principais afluentes do rio Sena.

        CONTEÚDO ABERTO acessado em 28/05/2015 em:    http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Marne

[2]       Joseph Jacques Césaire Joffre (12 de janeiro de 1852 — 3 de janeiro de 1931) foi um general e Marechal francês. Comandou o exército francês na Primeira Guerra Mundial, durante os anos de 1914 a 1916. Tornou-se conhecido principalmente pela retirada do Exército Aliado e pela derrota alemã na Primeira batalha do Marne em 1914.
        CONTEÚDO ABERTO : http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Joffre

[3]       SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 94.

[4]       Helmuth Johannes Ludwig von Moltke (Gersdorf, 25 de maio de 1848 — Berlim, 18 de junho de 1916), também conhecido como Moltke O Jovem, foi um sobrinho do Generalfeldmarschall Helmuth von Moltke que serviu como chefe de Estado-Maior alemão entre 1906 e 1914.
        CONTEÚDO ABERTO acessado em 28/05/2015 em:
        http://pt.wikipedia.org/wiki/Helmuth_Johannes_Ludwig_von_Moltke

[5]       SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 94.

[6]       SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 97.

[7]       Marc Bloch, Memoirs of War, 1914-1915 , trad. Carole Fink, reimpressão (Cambridge University Press, 1991). Mencionado em:
        SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 98.

[8]       SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 98.

[9]       SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial – História Completa. Trad. Roberto Cataldo. Editora Contexto, 2011. pg. 103.

[10]     ALTMAN, Max. Batalha do Marne impediu invasão rápida da França pelos alemães na Primeira Guerra Mundial. Ópera Mundi – Revista Samuel, 2014. Acesso: 27/05/2015
        http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/38842/batalha+do+marne+impediu+invasao+rapida+da+franca+pelos+alemaes+na+primeira+guerra+mundial.shtml.

[11]     RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 14. Tradução Livre.

[12]     RENOUVIN, Pierra. La Primera Guerra Mundial. Em língua espanhola. Trad. Jordi García Jacas. Barcelona-Espanha, Editora Montserrat, 1990. pg. 14. Tradução Livre.


[13]     ALTMAN, Max. Batalha do Marne impediu invasão rápida da França pelos alemães na Primeira Guerra Mundial. Ópera Mundi – Revista Samuel, 2014. Acesso: 27/05/2015

        http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/38842/batalha+do+marne+impediu+invasao+rapida+da+franca+pelos+alemaes+na+primeira+guerra+mundial.shtml.