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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

CANUDOS: A VERGONHA DA REPÚBLICA

FIM DA GUERRA DE CANUDOS, A “AMEAÇA” SERTANEJA
O Arraial de Canudos surgiu num contexto de grande miséria que assolou o sertão nordestino no final do séc. XIX, aliado ao abandono do povo por parte das autoridades.
A pregação messiânica de Antônio Conselheiro, chamando as pessoas para orar e realizar obras piedosas em igrejas e cemitérios encontrou solo fértil no desespero do povo humilde do sertão, gerando respeito e fiéis.
Em 1893 o conselheiro fundou o Arraial de Canudos em uma vila abandonada em Belo Monte, na Bahia, perto do Rio Vaza Barris.
Em Canudos as pessoas viviam do que cultivavam e criavam e, logo, já reunia cerca de 20.000 membros, a maioria ex-trabalhadores explorados dos latifúndios.
ELITE INCOMODADA E PRECONCEITO
Os latifundiários foram ficando sem mão-de-obra, a igreja foi perdendo o monopólio da fé, e logo falsas acusações tomaram conta da imprensa e dos discursos de intelectuais que pregavam que aqueles fanáticos monarquistas deveriam ser dispersados.
Em 1896 o Governo da Bahia enviou uma expedição de 100 soldados, sob comando do Tenente Manuel Pires Ferreira, para dispersar Canudos, mas eles foram derrotados.
A segunda expedição, com soldados do Exército, policiais da Bahia e jagunços contratados pelos fazendeiros também foi derrotada, apesar da posse de 2 metralhas e 2 canhões.
Os adversários do Presidente Prudente choveram críticas sobre o governo.
O CORONEL CORTA-CABEÇAS
Nova e maior força foi reunida sob comando do Coronel Moreira César, que cortou muitas cabeças na Revolta Federalista e prometeu a cabeça do Conselheiro na sela de seu cavalo.
Logo no primeiro ataque, porém, foi o coronel quem morreu e teve seu corpo arrastado e incendiado pelos sertanejos.
O Coronel Tamarindo então, deu uma ordem patriótica: em tempo de murici cada um por si, e os soldados fugiram sob as gargalhadas dos sertanejos. Tamarindo foi morto e deixado para secar sobre um arbusto.
A derrota alarmou o governo que, então, reuniu 10.000 soldados, 3 Generais e vários canhões para derrotar o “poderoso inimigo”. O comando coube ao General Artur Oscar.
A QUEDA DE CANUDOS
Após 3 meses de cerco, Canudos fraquejou por falta de água e comida. Em setembro o Conselheiro morreu.
Em 05/10/1897 a cidade foi tomada dos últimos resistentes: um velho, um adolescente e dois adultos.
O Exército escreveu ali uma das páginas mais vergonhosas de sua História. Não houve um único prisioneiro de Canudos, ninguém foi deixado vivo, homens, mulheres ou crianças.
Houve comemorações no Rio de Janeiro, mas na Bahia os estudantes de medicina protestaram.
Mais tarde os detalhes do massacre foram contados por Euclides da Cunha na obra “Os Sertões”.
Fonte e Imagens:
http://reino-de-clio.com.br/Hist-Brasil.html

CONTESTADO: GUERRA NO SUL PROFUNDO...


22 DE OUTUBRO
COMEÇA A GUERRA DO CONTESTADO
INVESTIMENTO, DESPREZO E MISÉRIA
No início do Séc XX os estados de SC e PR disputavam uma faixa de terra de quase 50000m2 em suas fronteiras.
Nesta mesma área um empresário americano estava construindo uma ferrovia ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul e ganhou da União 15km de terra de cada lado da ferrovia.
Nestas terras ele implantou uma área para colonos europeus viverem e uma serraria.
As pessoas que já moravam nas terras antes foram expulsas e os madeireiros viram seus negócios fracassarem diante da concorrência do americano.
Sem ter a quem recorrer os prejudicados viram-se na necessidade de recorrer aos céus.
MISÉRIA E MESSIANISMO
A Inglaterra aguarda a volta do Rei Arthur, assim como Portugal aguarda a volta do Rei D. Sebastião. São mitos que sobrevivem na cultura popular daqueles países.
Na região do Contestado também havia um mito semelhante pois, em 1844, o monge João Maria supostamente realizou milagres e desapareceu. Em 1894 outro monge de nome igual fez o mesmo, reuniu muitos adeptos mas depois de algum tempo, sumiu também.
Logo, fixou-se no imaginário o mito do retorno do monge milagreiro. E ele “voltou”.
Em 1898 outro monge surgiu, dessa vez chamado José Maria, e quando a situação econômica piorou muito, aumentou na mesma proporção o número das pessoas que começaram a dar ouvidos à sua pregação.
MONARQUIA SEBASTIANISTA
As pessoas começaram a acreditar que José Maria era o João Maria que retornava e formaram uma comunidade sob suas ordens.
Na comunidade “Monarquia Celeste” José Maria pregava que D. Sebastião voltaria para lutar em favor do povo, que a República era a lei do diabo e que o fim do mundo estava próximo.
O comércio foi substituído por trocas, pequenos fazendeiros se juntaram a eles e uma milícia foi formada e armada.
Esse movimento inquietou os coronéis da área que pediram socorro ao governo, afirmando que seria preciso combater a Monarquia de Taquaruçu, local onde estava o monge.
Sabendo disso o grupo deslocou-se ao Paraná.
EQUÍVOCOS E COMBATES
Quando os seguidores do monge chegaram aos limites de Palmas no Paraná, o governo de lá pensou que Santa Catarina estava invadindo sua área, isso por conta da antiga disputa sobre a região.
Tropas foram enviadas para expulsar os invasores. Estes venceram o primeiro combate, mas perderam o monge. Os fiéis o enterraram sob madeira para facilitar a ressurreição dele e do exército de D. Sebastião.
Logo os governos de Santa Catarina e Paraná formaram uma nova tropa com 700 homens que conseguiu expulsar os fiéis e queimar a comunidade, fazendo com que os moradores se refugiassem em Caraguatá, local de difícil acesso. E agora os fiéis tinham nova liderança.
JOANA D'ARC BRASILEIRA
Como José Maria estava demorando a voltar do túmulo com seu exército, a jovem Maria Rosa, com 15 anos, tornou-se líder ao afirmar que recebia ordens do monge morto.
Ela foi chamada de Joana d'Arc, pois usava cavalo e roupas brancas e flores no cabelo.
O ataque do governo a Caraguatá terminou em fuga desordenada dos soldados e, com esta vitória, os rebeldes passaram a receber muitos adeptos. Mas o governo não queria reviver as derrotas de Canudos e logo voltou a atacar.
Adotando táticas de guerrilha como defesa, os rebeldes passaram ao contra ataque saqueando fazendas e cidades e destruindo cartórios. Caraguatá, sob epidemia de tifo, foi abandonada.
CALMARIA E GUERRA TOTAL
As tropas do governo pensaram que a guerra terminara, mas os rebeldes fugidos de Caraguatá se reagruparam em Santa Maria e de lá partiam para atacar as cidades vizinhas.
Com o domínio de cerca de 250km2 de terras, os rebeldes assustaram o governo que nomeou o General Setembrino de Carvalho para chefiar 7000 soldados contra os “inimigos do estado”.
O exército restabeleceu as ferrovias e construiu o Campo de Aviação do Caçador, inaugurando o uso de aviões pelas Forças Armadas.
Setembrino enviou mensagem aos rebeldes prometendo devolução de terras a quem se entregasse e tratamento severo a quem não depusesse as armas.
CERCO, FOME E MASSACRE
Mudando de tática, Setembrino evitou o confronto direto e cercou Santa Maria fazendo com que houvesse fome no local. Velhos, mulheres e crianças foram se rendendo, dando mais tempo de comida aos rebeldes.
Deodato Manuel Ramos, o “Adeodato” assumiu a liderança dos rebeldes, mudou o núcleo do povoado para o vale e começou a executar quem queria se render ao Exército.
O ataque final se iniciou em 08/02/1915 e a devastação e massacre dos redutos rebeldes terminou em 05/04/16.
O último líder, Adeodato fugiu mas acabou se entregando após longa perseguição. Morreu na prisão em tentativa de fuga.
Fonte e Imagens:
http://reino-de-clio.com.br/Hist-Brasil.html

ANÍBAL x ROMA - CONFRONTO FINAL!


DEZENOVE DE OUTUBRO
BATALHA DE ZAMA
ANTECEDENTES - A GUERRA VAI PARA ÁFRICA!
Após devastar seguidamente as legiões romanas enviadas contra si, mas sem força suficiente para avançar sobre o restante da Itália, Anibal permaneceu no Sul, em Cápua, aguardando reforços de Cartago que jamais chegaram a contento. “É provável que nem o derradeiro esforço de Cartago pudesse proporcionar um exército bastante forte para essa tarefa.[1]
Por outro lado, Roma invadiu Siracusa e depois Agrigento, o que deu aos romanos o domínio da Sicília, garantindo o abastecimento e complicando as rotas entre as tropas de Anibal e Cartago.[2] Um ano depois foi a vez de Cápua ser retomada na ausência de Anibal e suas tropas.[3] Logo após a invasão de Filipe V foi frustrada por alianças entre Roma e cidades gregas.[4]
Acima vistas de Cápua e do Rio Volturo. Abaixo: Vistas de Siracusa. Imagens do Google Street View




Ao mesmo tempo foram travados combates na Hispânia, onde se estabeleceu impasse nas imediações do Rio Ebro o que, contudo, isolou Anibal dentro da Italia.[5]
Aos poucos Roma ganhava terreno conquistando vitórias não definitivas mas estrategicamente vitais. E logo entraria em cena um personagem que gravaria com fogo seu nome na História: Públio Cornélio Cipião, ou, como ficou mais conhecido, Cipião, o Africano, filho do primeiro Cipião a enfrentar Anibal. Seu ataque e conquista de Nova Cartago (atual Cartagena – Espanha), significou a derrota de Asdrúbal e a tomada da base de Anibal fora da Itália.[6]
E, para piorar, quando cruzou os Alpes e adentrou a Itália, Asdrúbal foi morto e suas forças foram aniquiladas pelo Cônsul Nero em Signalia, às margens do Rio Metauro. “Tal derrota decidiu a sorte da campanha[7]
A vitória em Cartagena aumentou muito o prestígio de Cipião, que foi eleito Cônsul em 205 a.C. Logo ele propôs invadir Cartago, para o que não teve apoio do Senado, sendo-lhe permitido “...instalar-se na Sicília, com permissão para passar a África se tal fosse do interesse de Roma…”[8], o que ocorreu no ano seguinte. Cipião partiu para África.
Ao chegar ao seu destino, as forças de Cipião “...derrotaram 500 cavaleiros cartagineses que os vieram fustigar e obtiveram uma adesão […] do príncipe númida dos Massilos, chamado Masinissa...”. Depois, cercaram o porto de Útica, sem obter um sucesso imediato.[9]
Por outro lado, usando uma estratégia diversionista, derrotou as forças cartaginesas e númidas (sob o comando do Rei Sifax), e ficou com o caminho livre para Cartago.[10]


Acima vistas de Cartagena – Espanha. Abaixo: o Rio Metauro em Fossombrone e ruínas de Útica. Imagens do Google Street View




Contudo, antes de marchar para a capital, Cipião derrotou a Numídia e tomou Túnis, bem à frente de Cartago, depois desviou suas tropas iniciando saques nas áreas vizinhas. Em situação difícil, os cartagineses iniciaram negociações de paz que foram interrompidas quando, enfim, convocado, Anibal voltou para casa.[11]
A devastação causada por Cipião forçou Anibal a segui-lo para um local onde seus suprimentos ficaram com o abastecimento prejudicado e onde as forças romanas poderiam receber o reforço da cavalaria númida de Masinissa, lutando ao lado de Roma.[12] Este local era nas imediações de Naraggara, atual Saqiyat Sidi Yusuf na Tunísia, mas passou para a História com outro nome: Zama![13]
Encontro de Anibal e Cipião.


A BATALHA DE ZAMA!
Antes da batalha, Anibal e Cipião se encontraram em um daqueles momentos em que se pode ver, claramente e sem qualquer dúvida, a História sendo feita. Tito Livio escreveu, muito tempo depois, portanto duvidoso, que Aníbal, solicitante do encontro, iniciou a conversa:
Se [...] o destino quis desta maneira que eu, que fui o primeiro a fazer a guerra contra Roma e que tantas vezes tive a vitória final quase ao alcance de minha mão, seja agora o primeiro a vir pedir a paz, me felicito porque o destino te designou, entre todos os demais, como aquele a quem se há de pedi-la.[14]

Políbio escreveu que Anibal ofereceu a devolução da Hispânia, Sicilia, Sardenha e todas as demais ilhas entre a Itália e a África, e a promessa de não guerrear mais por esses objetivos. Mas Cipião não aceitou.[15]
Nos parece, pelos relatos de Tito e Políbio, que quando o momento da batalha chegou, Cipião tinha um exército menor porém melhor, e conhecia mais a região do que Anibal (este não vinha a Cartago desde criança) e escolhera o terreno mais propício para a luta, posicionando-se de modo a ter uma fonte de água da região dentro dos limites de suas tropas.
Também por estes relatos, percebemos que Anibal tinha sob seu comando poucos dos veteranos com os quais cruzara os Alpes, suas tropas eram bem heterogêneas, uma parte não havia lutado sob suas ordens ainda. Ele não tinha cavalaria suficiente, de modo que posicionou os elefantes à frente das tropas, na esperança de que desfizessem a linha romana logo no primeiro ataque.[16]
Mas Cipião não formou uma linha contínua de unidades na frente, deixou espaços vazios “...entre elas, devido ao grande número de elefantes que tinha o inimigo.[17] Por este espaço os elefantes poderiam passar e ser combatidos sem esmagar as tropas.
Quando a luta começou, os elefantes avançaram. Mas os romanos, em uma estratégia brilhante, iniciaram uma gritaria e o toque de trombetas. Os elefantes se assustaram e debandaram. Muitos voltaram sobre os próprios cartagineses e outros desfizeram a formação da cavalaria de Anibal.[18]


Por este espaço, aberto pelos elefantes, os cavaleiros númidas de Cipião, comandados por Masinissa, penetraram e desbarataram de vez a formação cartaginesa.[19]
Quando as infantarias avançaram os romanos conseguiram romper as linhas de Anibal quase até a retaguarda, quando foram chamados a recuar por Cipião. Ele os reuniu em linha para enfrentar a melhor tropa de Cartago, formada pelos veteranos das batalhas na Itália, vários dos quais estavam com Anibal desde os Alpes.[20]
Quando as duas linhas se chocaram o combate ficou equilibrado, mas logo depois as cavalarias de Masinissa e Lélius retornaram, atacando pelas laterais e por trás. Vitória de Roma.[21]
Anibal conseguiu escapar, refugiou-se em Adrumeto (atual Sousse) e depois seguiu para Cartago onde anunciou que a resistência era impossível.[22] Então a capital aceitou exigência de Roma para rendição.[23]
Cartago concordou em pagar indenização (parcelada em 50 anos), suprir as tropas romanas com cereais por 3 meses, entregar desertores, prisioneiros de guerra, escravos e 100 reféns, não intervir mais na Numídia, não fazer mais qualquer guerra sem permissão romana e não treinar mais elefantes. Poderia, contudo, manter seu atual território (sem a Numídia), suas próprias leis e um reduzido número de dez trirremes (navios).[24]
Após sua vitória épica, Cipião retornou a Roma onde desfilou em triunfo. Deixou quase completamente a vida militar, passando a ocupar alguns cargos públicos.
Anibal passou a administrar Cartago e garantir que os pagamentos a Roma fossem feitos. Conseguiu também restabelecer importantes rotas de comércio. Nessa tarefa acabou fazendo muitos inimigos entre a elite. Os romanos, que não esperavam que Cartago pagasse a dívida, passaram a procurar motivos para invadir a cidade e destrui-la definitivamente, já que não viam com bons olhos o ressurgimento do comércio cartaginês. Quando enviaram uma delegação a Cartago com acusação contra Anibal, este foi obrigado a fugir.[25]
Anos depois os generais se reencontraram em Éfeso, onde conversaram sobre os “velhos tempos”. Plutarco escreve que na conversa amistosa, Anibal disse que o maior general fora Alexandre, o Grande, depois Pirro e ele próprio. Cipião, não vendo o próprio nome na lista perguntou: “E se eu te vencesse?”. E Anibal respondeu: “Então, oh Cipião! Eu não poderia me colocar em terceiro, mas iria declarar você o primeiro entre todos![26]
Imagens (capturadas nos sites abaixo entre Abril e Junho de 2015):
http://cartographia.files.wordpress.com/2008/06/overlay.jpg
http://cartographia.files.wordpress.com/2008/06/minard-hannibal.jpg
http://www.heritage-history.com/www/heritage.php?Dir=characters&FileName=hannibal.php
http://4.bp.blogspot.com/-62nq3qaaOeQ/TgUV55gf4WI/AAAAAAAAAQ8/Q2JLLZJeKzo/s1600/HannibalElephAlps.jpg
http://elespiritudellince.blogspot.com.br/p/las-localizaciones.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ruines_de_Carthage.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Carthage_villas-romaines_1950.jpg
http://worldhistoryconnected.press.illinois.edu/3.2/gilbert.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_the_Trebia
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Battle_Trebia-numbers.svg
http://civilizacoesafricanas.blogspot.com.br/2010/05/cavalaria-numida.html
http://www.casteggiohomeitaly.it/project/history-of-casteggio



[1]     Ibid. pg.64
[2]     (GRIMAL: 2011) pg. 72
[3]     (GRIMAL: 2011) pg. 72-73
[4]     TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXVI: 24
[5]     (BRANDÃO; OLIVEIRA: 2015). pg. 177
[6]     (BRANDÃO; OLIVEIRA: 2015). pg. 178
[7]     (ROSTOVTZEFF: 1983) pg.66
[8]     (BRANDÃO; OLIVEIRA: 2015). pg. 183
[9]     Ibid. pg. 184
[10]    (BRANDÃO; OLIVEIRA: 2015). pg. 184
[11]    Ibid. pg. 184-185
[12]    Ibid. pg. 186
[13]    TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXX: 29
[14]    TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXX: 30  – Tradução Livre
[15]    POLÍBIO DE MEGALÓPOLIS. Historia Universal Bajo La República Romana - Tomo III – Libro Decimoquinto . Cap. I.
[16]    TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXX: 33
[17]    POLÍBIO DE MEGALÓPOLIS. Historia Universal Bajo La República Romana - Tomo III – Libro Decimoquinto . Cap´. I.
[18]    TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXX: 33
[19]    Idem
[20]    TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXX: 34
[21]    TITO LIVIO. História de Roma desde su fundación. Livro XXX: 35
[22]    Ibid. Livro XXX: 34
[23]    Ibid. Livro XXX: 36
[24]    Idem
[25]    CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADbal#An.C3.ADbal_deixa_Cartago – Acesso: 08/07/2015
[26]    PLUTARCO. Vidas Paralelas - Tomo III. Tito Quincio Flaminino - XXI. (Tradução Livre).

COLOMBO CHEGA À AMÉRICA!


12 DE OUTUBRO
COLOMBO CHEGA À AMÉRICA!
Durante o domínio romano o comércio marítimo atingiu níveis jamais alcançados.
Com a queda do império o comércio se retraiu e as cidades costeiras sofreram o impacto.
Mas a costa de Portugal e Espanha foram beneficiadas por estarem no meio do caminho entre o Mar Mediterrâneo e o Mar do Norte, tornando-se ponto de parada dos navegantes flamengos e italianos.
Mas esses comerciantes mantinham o monopólio e os altos preços das especiarias. Surgia, então o interesse de encontrar um caminho alternativo para comprar especiarias no oriente.
A CAMINHO DAS ÍNDIAS
Para a maior parte das nações europeias, envolvidas em guerras externas e internas, não era possível ainda organizarem-se para buscar esse caminho alternativo.
Uma única nação foi a primeira onde todos os fatores convergiram: Portugal!
Em Portugal o estado forte chegou primeiro, a burguesia era ativa e tinha muito dinheiro, o país era voltado para o Oceâno Atlântico e a escola de Sagres desenvolvia boas técnicas de navegação: conhecimento – poder - grana!
Em 1415 Portugal tomou o entreposto de Ceuta dos árabes e foi lentamente avançando pelo litoral da África.
Em 1498 os portugueses chegaram à Índia.
CONCORRÊNCIA
Portugal tornou-se importante posto comercial, mas não criou um sistema financeiro próprio e permitiu que sua riqueza escoasse por muitos intermediários de seu comércio.
Assim, após expulsar os árabes e unificar-se em um estado único em 1492, a Espanha também entrou no negócio.
Neste mesmo ano o reino patrocinou a viagem de Cristóvão Colombo onde se “descobriu” a América. Colombo chegou às Bahamas pensando que tinha chegado às Indias.
Américo Vespúcio foi quem descobriu que não eram as Indias, mas um “novo” continente.
Começava o genocídio dos povos americanos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

MANDELA LIVRE E PRESIDENTE!

MANDELA LIVRE!
O mundo celebrou a liberdade de Mandela, pois o fim do Apartheid estava próximo.
De Klerk iniciou o diálogo com o CNA e promulgou as primeiras leis anti Apartheid sendo muito criticado por setores da elite branca.
Entretanto ele recebeu o apoio de 69% dos eleitores brancos que votaram pelo fim do regime em um plebiscito de 1992.
Do outro lado, Mandela assumiu a liderança do CNA e passou a negocir a promulgação de uma nova Constituição que abolisse de vez a segregação racial.
Mas, também houve resistência entre os negros. Mangosuthu Buthelezi1, líder do Partido da Liberdade Inkhata2, acusou Mandela de traição e tentou assumir a liderança dos interesses dos negros. Essa disputa resultou em confrontos sangrentos, mas foi vencida por Mandela.
Pelo lado branco, a resistência ocorreu capitaneada pela Frente Nacional Africânder (FNA), fundada em 1993 e composta por 21 grupos extremistas que pretenderam criar um país independente na região do Transvaal.
A despeito disso, o Presidente De Klerk pediu perdão pelo Apartheid em outubro de 1992 e um ano depois, em outubro de 1993, ele e Mandela receberam juntos o Prêmio Nobel da Paz.
Foi posta em vigor a nova Constituição provisória não-racial, que outorgava direito de voto à maioria negra e, em 27/04/1994, as primeiras eleições multirraciais na África do Sul foram realizadas.
Nelson Mandela concorreu como candidato pelo Congresso Nacional Africano e foi eleito Presidente com 62,6% dos votos, conquistando 252 das 400 cadeiras da Assembléia Nacional. Mangosuthu Buthelezi obteve pouco mais de 10% dos votos, mas tornou-se ministro do governo Mandela.
Continua...
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