Total de visualizações de página

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

MEMORIAL DE GUERRA DE KATYN
































CHURCHILL - Parte 17


CHURCHILL – Parte XVII [1] [2]
Bonar Law foi diagnosticado com  um câncer terminal e se demitiu. Em seu lugar assumiu, como novo Primeiro-Ministro, Stanley Baldwin.[3] Em 1923 Baldwin convocou eleições e Churchill concorreu por Leicester onde foi novamente derrotado. Derrotado também foram os Conservadores, que perderam cerca de 100 cadeiras no Parlamento. Liberais e Trabalhistas se uniram e Baldwin perdeu seu posto de Primeiro-Ministro, sendo substituído pelo trabalhista Ramsay MacDonald. [4]. (pg. 500-501)




[1]    GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.

[2]    Em relação às referências das páginas, que fazemos ao final de alguns parágrafos, por uma questão estética e de não ficar sempre repetindo, criamos um código simples com o símbolo “<”. Sua quantidade antes da referência da página indica a quantos parágrafos anteriores elas se relacionam. Exemplo: A referência a seguir se refere ao parágrafo que ela finaliza e mais os dois anteriores  (<<pg.200-202).

[3]   Stanley Baldwin, (Bewdley, 03/08/1867 — Stourport-on-Severn, 14/12/1947) foi um político britânico, por três vezes primeiro-ministro do Reino Unido pelo Partido Conservador. Em maio de 1923, Bonar Law foi diagnosticado com um câncer terminal e se retirou da vida pública. O rei Jorge V nomeia, como primeiro-ministro a Baldwin, ao invés do aristocrático líder conservador George Nathaniel Curzon, membro da Câmara dos Lordes. A princípio, manteve seu cargo de Chanceler do Tesouro, até que nomeou para o cargo Neville Chamberlain. Os conservadores tinham uma clara maioria na Câmara dos Comuns e puderam governar durante cinco anos sem convocar novas eleições, mas Baldwin se sentia comprometido com a decisão de Bonar Law de não introduzir novas tarifas sem novas eleições. Com o país fazendo frente ao crescente desemprego, Baldwin decidiu convocar eleições em 1923, buscando um mandato que lhe permitiria introduzir tarifas protecionistas para enfrentar a situação. Nas eleições, mantiveram a maioria na Câmara dos Comuns, entretanto, o pacote de tarifas, principal assunto político, não logrou êxito. Permaneceu como primeiro-ministro até a sessão de abertura do novo parlamento em janeiro de 1924, momento no qual o governo foi derrotado numa moção de confiança. Imediatamente, demitiu-se.  
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Stanley_Baldwin

[4]   James Ramsay MacDonald (Lossiemouth, 12/10/1866 — Oceano Atlântico, 09/11/1937), foi um político britânico, um dos fundadores e dirigentes do Partido Trabalhista Independente e do Partido Trabalhista, foi o primeiro trabalhista a se tornar primeiro-ministro do Reino Unido, no reinado de Jorge V. A formação de um governo com a minoria deu-se pela coalizão com os Liberais, para a formação do primeiro gabinete. Com a frágil maioria, ainda em 1924, MacDonald convocou eleições gerais, sendo nesta ocasião derrotado pelos Conservadores. Durante a campanha, um jornal publicou a famosa “Carta de Zinoviev”. Embora mais tarde ter-se comprovado ser uma fraude, a carta arruinou as credenciais anti-comunistas de MacDonald. Seu principal ato durante este primeiro mandato foi o Wheatley Housing Act, que foi um programa de construção de edifícios com 500.000 apartamentos para o aluguel às famílias de trabalhadores (proletariado). Durante este primeiro mandato, em setembro, fez um discurso à Liga das Nações, em Genebra, em que o principal tema era o desarmamento geral da Europa, que foi recebido com grande aclamação.
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramsay_MacDonald
Stanley Baldwin - Ramsay MacDonald
Depois desta derrota, Baldwin passou a se empenhar para que Churchill liderasse os liberais descontentes com a aliança com os trabalhistas e os conduzisse em torno de uma ação conjunta com os conservadores.  Clementine não via com bons olhos o retorno do marido ao meio conservador, mas também não se opunha totalmente: “Meu querido, uma pessoa não concorre se não tiver uma razoável certeza de que ganhará”, “Em todo o caso, não seja uma pechincha para os tories. Eles o trataram tão mal no passado que agora devem ser obrigados a pagar.”.
Em 19/03/1924 Churchill foi novamente derrotado. Ele estava receoso de retornar ao convívio conservador pois não queria abandonar as bandeiras liberais que defendera nos últimos 20 anos. Por outro lado não via outra legenda com mais chances de derrotar o socialismo do que os conservadores.
Ele encontrou um ponto em comum no combate ao empréstimo que o governo trabalhista concedeu à Rússia bolchevique e então pode discursar pregando uma união liberal-conservadora contra o trabalhismo e seu apoio à Rússia.
Como esse discurso tinha apelo popular, nas eleições de 29/10/1924 Winston foi eleito com larga margem de votos sobre seus concorrentes. Também foi uma grande vitória para os conservadores que conquistaram “419 lugares contra 151 para os trabalhistas e apenas 40 para o Partido Liberal”. Stanley Baldwin voltou ao posto de Primeiro-Ministro.

Embora não acreditasse que fosse chamado para ocupar cargo no governo, Churchill foi convocado para o Ministério das Finanças e aceitou, contra o desejo da esposa, que preferia a Saúde. (<<<<pg. 502-507)
Como Ministro das Finanças do Governo Conservador, Churchill logo começou a colocar em prática sua agenda liberal, “...arquitetando e financiando um alargamento substancial do sistema nacional de seguro”, redução de impostos para “...profissionais, pequenos comerciantes e homens de negócios — toda a espécie de gente que trabalha com o cérebro”, programas sociais (para os vulneráveis como viúvas, órfãos e velhos) e de construção de casas populares.
Na política externa ele conseguiu estabelecer um calendário de pagamento para a dívida da Inglaterra com os EUA, bem como para as dívidas de “França, da Bélgica, da Itália e do Japão, […] Brasil, Tchecoslováquia, Romênia e Sérvia” para com a Inglaterra.
Como débitos eram menores que créditos, ele garantiu uma entrada de recursos. Também conseguiu economizar dinheiro reduzindo o orçamento da Marinha. (<<pg. 508-512)
Sua intenção era garantir recursos para suas reformas sociais voltadas aos desamparados. Mas ele não fazia isso apenas movido pelo sentimento da caridade, embora ele fosse predominante. Aos nossos olhos é possível ver o planejamento de uma colcha de proteção social que servisse também como defesa contra a entrada de ideias socialistas no país:
Se posso usar uma metáfora militar, não são as fortes tropas a marchar que necessitam de um prêmio extraordinário ou de indulgência. É aos que ficaram para trás, os fracos, os feridos, os veteranos, as viúvas e os órfãos que devem dirigir-se as ambulâncias do Estado”. (<pg. 512)

Nosso objetivo é o apaziguamento do azedume entre as classes, a promoção de um espírito de cooperação, a estabilização de nossa vida nacional e a construção de nossos planos sociais e financeiros numa base de três ou quatro anos. (pg. 513)
Negociações do Tratado de Locarno
Churchill também trabalhou no sentido de não isolar a Alemanha, mas incluí-la no esquema de proteção das fronteiras dos países. Também sugeriu à Polônia cultivar a amizade com a Alemanha no intento de não ficar isolada entre esta e a Rússia se um acordo russo-alemão fosse costurado. Segundo Martin Gilbert, essas ideias resultaram no Tratado de Locarno.[5] (pg. 513)
Como se vê, sempre que possível, Churchill optava pela ação conciliadora, como se veria logo após, em mais uma greve dos mineiros. Winston conseguiu evitar demissões garantindo subsídios do governo às mineradoras. (pg. 513)
CONTINUA




[5]   Por meio dos sete Tratados de Locarno, negociados em Locarno, Suíça, em 16 de outubro de 1925, e assinados em Londres em 1 de dezembro de 1925, as potências da Europa Ocidental aliadas na Primeira Guerra Mundial buscaram a manutenção das fronteiras entre a Bélgica e a Alemanha, assim como aquelas da França com a Alemanha. Foram fiadores do Tratado o Reino Unido e a Itália, apesar de não terem tomado, efetivamente, nenhuma providência no sentido de honrarem sua promessa. Nenhum comprometimento militar ou planejamento de defesa para os territórios envolvidos foi feito. Nos termos do tratado principal (o "Pacto de Estabilidade" ou "Pacto Renano", entre Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido e Itália), os signatários ofereciam garantias de que a Alemanha não seria reocupada pelos Aliados; em troca, a Alemanha aceitava manter desmilitarizada a área da Renânia - o que já era previsto no Tratado de Versalhes, mas não era realmente aceito pelo governo alemão, que encarava aquilo, até então, como mais uma das imposições cruéis que o pacto pós-Primeira Guerra tinha criado. O governo alemão, porém, recusou-se a negociar um "Locarno no Leste", deixando claro que estava descontente com a então configuração das fronteiras orientais.
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratados_de_Locarno

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

MANDELA LIVRE!

MANDELA LIVRE!
Na metade final dos anos 80 a África do Sul era pressionada por todos os lados e em todo o mundo pelo fim do Apartheid e a libertação de Nelson Mandela.
No front interno do combate ao regime racista a luta se intensificou. Em 1985 foi iniciada uma campanha para prejudicar a governabilidade do país.
O CNA aumentou o número de atentados e os confrontos se espalharam pelos subúrbios.

Mais de 700 mortes foram registradas.
http://buzzsouthafrica.com/ugly-and-less-known-facts-you-wont-believe-about-nelson-mandela/
Naquele ano, após uma cirurgia na próstata, Mandela foi isolado de seus companheiros e passou a negociar sozinho com o governo um fim para os conflitos, o que causou desconfiança entre seus próprios seguidores.
As propostas do governo de que receberia a liberdade em troca de reconhecimento ao regime foram recusadas por Mandela que, com isso, colocou o Presidente Pieter Willem Botha em xeque.
Em 1988 Mandela sofreu de tuberculose e foi transferido para a Prisão de Victor Verster, onde não ficava em uma sela, mas em um bangalô com piscina e cozinheiro exclusivo. 
O regime temia que ele morresse de doença e que não houvesse mais ninguém com quem pudesse negociar e evitar a guerra civil.
As negociações avançaram e, em 05/07/1989, o Presidente Pieter Botha se encontrou com Nelson Mandela para preparar sua libertação. 
Mas foi o seu sucessor na liderança do Partido Nacional, Frederick de Klerk quem, no dia 02/02/1990 anunciou no Parlamento as primeiras medidas para pôr fim ao sistema de Apartheid.  
De Klerk e Mandela em Davos - 1992
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Frederik_de_Klerk_with_Nelson_Mandela
_-_World_Economic_Forum_Annual_Meeting_Davos_1992.jpg

Nove dias depois, em 11/02/1990, Nelson Mandela foi libertado da prisão e recepcionado por uma multidão do lado de fora.  
O CNA juntou-se ao NP, partido de De Klerk, para formar um governo de unidade nacional. A aliança possibilitou o primeiro governo multirracial do país, que promoveu reformas para criar uma nação onde todas as raças pudessem conviver em igualdade de direitos. 

Este texto é parte de uma série, para ler a série completa clique aqui e na bandeira da África do Sul na página que abrir.
Para assistir nossos documentários na página Caminhos da História, clique aqui.
Para ler outras mini-séries do Reino de Clio, clique aqui.
Para acompanhar nossa série sobre o Egito Antigo, clique aqui.
Para conhecer nossa seção de História Geral, clique aqui.
Para conhecer nossa seção de História do Brasil, clique aqui.
Para fazer visitas virtuais a alguns dos mais importantes museus do país, clique aqui.
Para conhecer a Revista Reino de Clio, clique aqui.
Conheça e curta nossa página no Facebook, clicando aqui.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CHURCHILL - Parte 16


CHURCHILL – Parte XVI [1] [2]
Em 29/05/1921 Lady Randolph, mãe de Churchill, caiu de uma escada e teve que amputar a perna por conta de uma gangrena. Ela faleceu em 09/06/1921 aos 67 anos. Winston escreveu que sentia a perda, mas não de forma trágica, pois sua mãe tivera “...uma vida repleta. O vinho da vida corria em suas veias. Mágoas e tempestades eram conquistadas por sua natureza e, no fim das contas, foi uma vida cheia de luz.” (pg. 478)
Alguns dias depois do funeral, em discurso na Conferência Imperial, Churchill alertou para a necessidade de promover a reconciliação entre a França e a Alemanha, sob o risco de ocorrer “em pouco mais que uma geração, um recrudescer da luta que terminara havia tão pouco tempo”. (pg. 478)
Em 23/08/1921 Churchill sofreu a segunda perda pessoal naquele ano. Sua filha mais nova, Marigold, faleceu vítima de meningite. Winston escreveu de sua devastadora tristeza por “essa pequena vida se extinguir quando parecia vir a ser tão bela e tão feliz, exatamente quando tudo estava começando”. (pg. 479)
No restante daquele ano trágico, Churchill se dedicou a costurar um acordo sobre a autonomia da Irlanda que resultou no Tratado Anglo-Irlandês.[3] Depois foi nomeado para presidir a Comissão Ministerial de Orçamento de Defesa onde deveria promover cortes de despesas que atendessem aos críticos dos gastos sem prejudicar as forças armadas. (PG. 480-483)




[1]    GILBERT, Martin. Churchill : uma vida, volume 1. tradução de Vernáculo Gabinete de tradução. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.

[2]    Em relação às referências das páginas, que fazemos ao final de alguns parágrafos, por uma questão estética e de não ficar sempre repetindo, criamos um código simples com o símbolo “<”. Sua quantidade antes da referência da página indica a quantos parágrafos anteriores elas se relacionam. Exemplo: A referência a seguir se refere ao parágrafo que ela finaliza e mais os dois anteriores  (<<pg.200-202).

[3]   O Tratado Anglo-Irlandês foi um acordo firmado entre a Irlanda e o Reino Unido com o objetivo de dividir territórios no então Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Estabelecido em 1921, instituiu o Estado Livre Irlandês e separou a Irlanda do Norte da República Irlandesa.    
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Anglo-Irland%C3%AAs
Na Irlanda os extremistas não aceitaram o acordo e a violência recomeçou, apesar da produtiva conversa (promovida por Churchill) em que os líderes irlandeses adversários Sir James Craig [1] e Michael Collins [2] terem chegado a entendimento, bem como da aprovação do Tratado e da Lei do Estado Livre Irlandês por parte do parlamento britânico. A facção republicana liderada por Eamon de Valera [3] iniciou ações violentas que acabaram em uma guerra civil que foi vencida pelo governo.[4] (pg. 484-491)




[1]   James Craig, 1º Visconde Craigavon, (08/01/1871 - 24/11/1940), foi um proeminente político unionista irlandês, líder do Partido Unionista do Ulster e primeiro Primeiro Ministro da Irlanda do Norte. Ele foi criado um baronete em 1918 e elevado ao Pariato em 1927.  
     https://en.wikipedia.org/wiki/James_Craig,_1st_Viscount_Craigavon

[2]   Michael John "Mick" Collins (Cloich na Coillte, 16/10/1890 — Béal na mBláth, 22/08/1922) foi um líder revolucionário irlandês, que agiu como Ministro das Finanças da República Irlandesa, Director dos Serviços Secretos do Exército Republicano Irlandês (IRA) e membro da delegação irlandesa que negociou o Tratado anglo-irlandês, tendo sido também Presidente do Governo Provisório da Irlanda do Sul e Comandante-Chefe do Exército Nacional. Foi uma das figuras centrais da luta irlandesa por independência no começo do século XX.  
     https://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Collins_(Irish_leader)

[3]   Éamon de Valera (nascido Edward George de Valera; Nova York, 14/10/1882 - Dublin, 29/08/1975) foi uma das figuras políticas dominantes do século XX, na Irlanda. Entre 1917 e 1973, ocupou vários cargos públicos proeminentes, servindo várias vezes como Chefe de Estado e governo. De Valera foi um dos líderes na luta contra o Reino Unido pela independência da Irlanda e um dos responsáveis pela criação da atual Constituição da Irlanda. Mais tarde, ele também liderou a facção anti-tratado do movimento republicano irlandês durante a violenta guerra civil de 1922–1923. 
     https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89amon_de_Valera

[4]   A Guerra Civil Irlandesa (28/06/1922 — 24/05/1923) foi um conflito que acompanhou a criação do Estado Livre Irlandês como uma entidade independente do Reino Unido dentro do Império Britânico. O conflito foi travado entre dois grupos opostos de nacionalistas irlandeses: as forças do novo governo do Estado Livre, apoiantes do Tratado anglo-irlandês, e os republicanos, para quem o Tratado representava uma traição da República da Irlanda. A guerra foi ganha pelas forças governistas. Segundo historiadores, a guerra civil na Irlanda pode ter levado mais vidas do que a guerra da independência contra a Grã-Bretanha, que a precedeu, e deixou a sociedade irlandesa dividida e ressentida nas décadas seguintes. Atualmente, os dois principais partidos políticos da República Irlandesa, a Fianna Fáil e a Fine Gael, são os descendentes diretos dos lados opostos desta guerra. 
     https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Irlandesa
Sir James Craig - Michael Collins - Eamon de Valera
Quase ao mesmo tempo, Churchill passou a trabalhar por conferir os estatutos legais para garantir a permanência dos judeus na Palestina. Em 15/09/1922, pouco mais de um ano após a morte da pequena Maringold, Clementine deu a luz a Mary Spencer-Churchill, a última filha do casal. (pg. 489-491)
Durante este período, uma crise militar entre a Grécia e a Turquia fez com que os olhos de Churchill se voltassem novamente para o Estreito de Dardanelos. Winston era francamente favorável a fazer as pazes com a Turquia, mas Lloyd George apoiava entusiasticamente os gregos quando, no início do conflito eles avançavam na Ásia Menor.
Mas em Setembro a situação já tinha se invertido quando o avanço turco retomou a região. Churchill defendia que as tropas britânicas (sediadas em Chanak e em franca desvantagem) também se retirassem da Ásia Menor, concentrando-se para defesa de Galípoli, o que o Primeiro-Ministro não aceitava.  (<pg. 467-468 / 473 / 478 / 491-495)

Afinal a guerra não aconteceu pois um acordo foi costurado. A despeito disso os conservadores, liderados por Bonar Law, decidiram se retirar do governo de coalização, levando à queda de Lloyd George e de seu gabinete. Neste episódio, no qual perdeu o emprego, Churchill não pode atuar pois teve uma crise de apendicite e precisou ser operado declarando, depois, que “Num piscar de olhos, encontrei-me sem ministérios, sem lugar no Parlamento, sem partido e sem apêndice”. (pg. 493-495)
Lloyd George - Bonar Law
Em 23 de outubro de 1922 Bonar Law assumiu como Primeiro-Ministro e logo dissolveu o Parlamento, convocando eleições. Em Dundee (Escócia), o distrito pelo qual Churchill disputava a eleição, os Conservadores não lançaram candidato, mas a facção Liberal correligionária de Asquith o fez. Outro candidato liberal foi lançado (E.D. Morei), bem como um independente (Edwin Scrymgeour) ligado aos trabalhistas.
Recém operado, Winston não podia viajar para fazer campanha, de modo que a sempre atuante Clementine fazia discursos em seu lugar, mas a popularidade dos Churchill estava em queda. Clementine escreveu ao marido relatando a vilania da imprensa e a forma como ela o apresentava:
Acho que aquilo de que as pessoas mais gostam é a solução da questão irlandesa, de modo que trouxe isso à tona, bem como sua parte em ser dado governo próprio aos bôeres. A ideia contra você parece ser que é um “fazedor de guerra”, mas eu o exibo como um querubim pacificador, com asinhas de plumas ao redor de seu rosto rechonchudo. (<<pg. 496)
O resultado das urnas revelou a vitória de  Scrymgeour e Morei. Churchill ficou apenas na quarta colocação. Após a derrota ele recebeu várias manifestações de amigos lastimando a decisão do povo de Dundee. Lawrence da Arábia escreveu “Que merdas devem ser as pessoas de Dundee”.

A um outro amigo, porém, Churchill respondeu “Se visse o tipo de vida que as pessoas de Dundee levam, você admitiria que elas têm muitas razões.” (<pg. 498)
Um dos quadros pintador por Churchill
A vitória dos Conservadores foi arrasadora. Conseguiram 354 cadeiras no Parlamento, os trabalhistas ficaram com 142, os liberais de Lloyd George 62, os liberais de Asquith 54. Churchill estava bastante desanimado e viajou com a família para férias de seis meses na França, para descansar, pintar e escrever os volumes da obra A Crise Mundial. (pg. 498)
No segundo volume desta obra Churchill apresentou muitos documentos sobre sua verdadeira parcela de participação na campanha de Galípoli.

CONTINUA