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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ATAQUE A PEARL HARBOR

ATAQUE A PEARL HARBOR
Em um 7/12 como hoje, no ano de 1941, o Império do Japão realizava um ataque aéreo de surpresa à base naval estadunidense de Pearl Harbor, na Ilha Oahu, no Hawai.
O ataque, planejado pelo Almirante Isoroku Yamamoto, e executado pelo Vice-Almirante Chuichi Nagumo, fora inspirado no ataque britânico à frota italiana posicionada na África, a Batalha de Tarento, na qual uma pequena esquadrilha, partindo de porta aviões, obtivera retumbante sucesso.
Almirante Isoroku Yamamoto e Vice-Almirante Chuichi Nagumo
Por seu lado, os comandantes estadunidenses consideravam que as águas rasas de Pearl Harbor protegiam seus navios de ataques de torpedos e que ataque semelhante ao britânico seria irrealizável ou defensável por parte da frota naval. Estavam mortalmente enganados!
Com comunicações falhas, apesar de descobrirem que um ataque era iminente, os americanos não conseguiram fazer com que as informações chegassem em tempo hábil ao Hawai.
O ataque japonês foi preparado e meticulosamente ensaiado enquanto as negociações diplomáticas entre os dois países ainda se desenrolavam. 
Mas, finalmente, em 26/11/1941 a frota japonesa, que incluia oa porta-aviões Akagi, Hiryu, Kaga, Shokaku, Soryu e Zuikaku, nos quais se encontravam 441 aviões, partiu das Ilhas Kurilas em total sigilo e silêncio de rádio.
Na imensidão do oceâno, naquela região, era virtualmente impossível encontrar mesmo tamanha frota se esta quisesse ficar oculta.
Uma frota de 20 submarinos completava o comboio e as ordens de cinco deles eram para invadir o porto e torpedear os navios enquanto aos demais cabia a tarefa de atacar os navios que eventualmente escapassem do porto para mar aberto.
Quando o ataque aéreo começou já amanhecera o dia 07/12/1941 em Pearl Harbor (07:53hs), enquanto já era madrugada (03:23hs) do dia 08/12 no Japão.
A primeira onda de ataques aéreos utilizou 186 aviões torpedeiros e bombardeiros de mergulho que se dirigiram aos navios e às bases aéreas de Hickam e Wheeler. A segunda onda de ataques utilizou 168 aeronaves e atingiu as bases de Bellow e a Ilha Ford.
Primeira explosão (câmera em avião japonês).
As baixas japonesas foram de 29 aviões abatidos, 55 pilotos mortos, 5 mini-submarinos afundados, 9 marinheiros mortos e 1 capturado.
Do lado estadunidense, as perdas foram catastróficas: 2403 mortos, 1178 feridos, 5 couraçados afundados, 3 danificados, 3 cruzadores afundados, 3 contratorpedeiros danificados, 188 aviões destruídos, 155 aviões danificados.
A tragédia só não foi maior porque os porta-aviões estadunidenses não se encontravam em Pearl Harbor e as oficinas e tanques de combustível não foram seriamente atingidos, assim como os submarinos.
A despeito da tragédia, Churchill exultou, pois sabia que já não seria mais possível aos EUA manter a neutralidade. 
Quando Roosevelt foi ao Congresso e conseguiu a declaração de guerra contra o Japão, Hitler respondeu declarando guerra aos EUA, o que deu-lhes o pretexto para atacar na Europa, o alvo então prioritário.

O dia da infâmia ainda seria respondido duplamente menos de quatro anos depois, com uma infâmia muito maior, os ataques nucleares a Hiroshima e Nagazaki.
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