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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O FIM DE POMPÉIA

24 AGOSTO
ERUPÇÃO DO VESÚVIO
No ano 79 d.C., no dia 24 de agosto, ocorria a erupção do vulcão Vesúvio, na Baia de Nápoles, Itália, atingindo as cidades de Pompéia, Herculanum, Oplontis e Estábia, dentre outras.
Pompéia, a cidade mais famosa das três, fora erguida por volta de 600 a 800 anos a.C., era próspera por conta de suas terras férteis, que incentivavam a agricultura que proporcionava a produção de azeite e vinho. A riqueza também provinha do movimentado porto, onde o comércio variado fazia circular todos os tipos de produtos e escravos.
É pouco provável que a erupção do Vesúvio não tenha sido precedida por tremores de pequena magnitude, mas a longa convivência com a montanha inativa e a perda da memória da última erupção, ocorrida quase dois mil anos antes, teria feito com que os sinais não tenham sido notados.
O vulcão provavelmente foi despertado pelo terremoto ocorrido em 05/02/62 d.C., que pode ter causado fissuras que permitiram a subida do magma que depois viria a explodir na erupção.
Sabe-se que a manhã daquele dia trágico foi normal e silenciosa, pois as pessoas podem ter dormido até mais tarde, após a celebração, no dia anterior, da festa de (suprema ironia) Volcano, o deus do fogo.
A narrativa de Plínio, o Jovem, descreve as fases clássicas de uma erupção: a explosão, seguida da formação de uma imensa coluna de fumaça, a escuridão causada pelo encobrimento da luz do Sol, a chuva de pedras e cinzas e os fluxos piroclásticos.
A explosão e a escuridão repentina devem ter chamado a atenção das pessoas que, ao sairem de suas casas para observar, teriam sido fatalmente atingidas pela chuva de pedras lançadas pela explosão.
Depois disso a causa das mortes foi muito variada, envolvendo desabamentos de telhados pelo peso das pedras e cinzas, asfixia, pisoteamentos e soterramentos:

Uma mulher, de cerca de 30 anos, morreu do lado de fora de um hotel. Levava consigo uma certa quantidade de jóias, incluindo um bracelete de ouro com a inscrição: do mestre para sua escrava. Um homem de negócios, que carregava pelas ruas uma bolsa cheia de ouro, morreu sentado, encostado em uma pilastra. Mesmo quem resolveu aproveitar a fuga em massa para tentar enriquecer deu-se mal. Um saqueador morreu sobre o telhado da “Loja do Salvius” (é exatamente essa a inscrição sobre a porta da casa onde foi encontrado), que vendia anéis e peças de ouro. Uma rica e elegante senhora, usando jóias caras, foi soterrada no galpão em que moravam os gladiadores.(1)
Erupção do Monte Vesúvio em 1944
Plínio, o Jovem, narra a coragem e a presença de espírito de seu tio Plínio, o Velho, que mobilizou a esquadra romana para socorrer as vítimas, vindo a morrer no processo.
As ruínas de Pompéia aos pés do Monte Vesúvio 
O Vesúvio, com essa erupção, soterrou as cidades a seus pés, matando milhares de pessoas. Por outro lado, criou sob suas cinzas, uma cápsula do tempo, congelando um momento específico da História que hoje pode ser estudado nas ruínas das cidades atingidas. 
O Vesúvio destruiu Pompéia e, ao mesmo tempo, a eternizou. Assista, no vídeo abaixo, a reconstituição da tragédia feita pelo museu de Melbourne:



 
Fontes e Imagens:
(1) http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/furia-vulcano-pompeia-433930.shtml
http://www.eyewitnesstohistory.com/pompeii.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ves%C3%BAvio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%ADnio,_o_Jovem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Erup%C3%A7%C3%A3o_do_Ves%C3%BAvio_de_79
http://ww2today.com/9-may-1944-the-black-market-flourishes-in-italy
http://artnc.org/works-of-art/eruption-mt-vesuvius

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