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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SUICÍDIO DE GETÚLIO VARGAS

24 AGOSTO

SUICÍDIO DE GETÚLIO VARGAS
No ano de 1954, no dia 24 de agosto, o Presidente Getúlio Vargas cometia suicídio na sede do Governo Federal, o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
Getúlio, que fora ditador entre 1930-1945, fora eleito Presidente da República em 1950 e, em meados de 1954 enfrentava uma séria crise política.

O país vivia sob o Governo Dutra e uma nova Constituição, promulgada em 18/12/1946, que reinstituia a figura do Vice-Presidente, fixava em cinco anos o mandato presidencial, tornava o voto obrigatório a partir dos 18 anos e mantinha as conquistas sociais da Carta Magna de 1934.
A despeito disso, o contexto da Guerra Fria contaminara a política nacional e o PCB fora fechado, assim como vários sindicatos e as relações do Brasil com a URSS foram rompidas.
O Governo Dutra se revelou incompetente e era impopular, de modo que quando as eleições de 1950 chegaram, a população estava saudosa dos tempos getulistas. Vargas venceu com 48,7% dos votos, em uma época em que não havia segundo turno.
Ao assumir o governo, Vargas encontrou um país onde a classe industrial cresceram em tamanho e poder, assim como as massas assalariadas e a classe média urbana.
As forças políticas estavam divididas entre liberais entreguistas, que defendiam a abertura da economia à influência dos EUA, e os nacionalistas, que defendiam o incentivo ao capital nacional.

Com habilidade, Getúlio adotou o que considerou a melhor parte das duas visões. Permitiu o capital externo, mas somente em associação com empresas nacionais, manteve os setores estratégicos sob controle do Estado e incentivou ainda mais a industrialização e produção internas.
Mas os EUA não gostaram nada dessas medidas e os empréstimos ao Brasil foram reduzidos. A situação interna também não era tranquila, com muitas greves que eram coibidas por força de lei.
Getúlio então, para pacificar os trabalhadores, deu 100% de aumento no salário mínimo, o que gerou feroz oposição da imprensa e dos militares. Estes, junto com a classe política, começou a tramar a deposição do Presidente.

Tal tarefa nefasta foi facilitada pelo suposto atentado contra jornalista opositor Carlos Lacerda, pois as investigações revelaram que o atirador, Climério Eurides de Almeida, bem como o mandante, Gregório Fortunato, eram membros da segurança presidencial.
A crise se tornou insustentável quando as Forças Armadas, a oposição e a mídia exigiram a renúncia do Presidente. Mas ele preferiu cometer suicídio a renunciar.
Tal gesto gerou uma onda generalizada de revolta do povo. A embaixada americana foi quase destruída, os caminhões de entrega do Jornal O Globo (sempre ela!) foram atacados e Carlos Lacerda teve que fugir do país. Os planos dos golpistas fracassaram e foram engavetados por 10 anos.
Mas eles sempre voltam. Não é Mimimi?
Fontes e Imagens:
http://reino-de-clio.com.br/Hist-Brasil.html

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