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terça-feira, 23 de julho de 2019

TEXTO: HISTÓRIA DO DIA 1


COMEÇA O II CONCÍLIO DE NICEIA
O Segundo Concílio de Niceia (atual Iznik - Turquia), que começou em 24 de setembro de 787 d.C. e terminou em 23 de outubro do mesmo ano, foi o 7º Concílio Ecumênico da Igreja Cristã.
Concílios Ecumênicos eram ocasiões em que se reuniam todos os bispos da igreja para discutir e decidir questões relativas à doutrina e à disciplina dentro da igreja.
No caso em tela, o encontro foi convocado por uma questão doutrinária: discutir e abolir ou não a proibição da adoração de imagens de santos.
A adoração de ícones tinha sido proibida a partir do Concílio de Hieria (realizado em 754 d.C. em Hieria, a atual Fenerbahçe-Turquia) e da ação dos Imperadores Leão III, Constantino V e Leão IV.
A destruição de imagens por Leão III
Mas o Concílio de Hieria não contara com a participação dos bispos do Ocidente e nem de qualquer patriarca, de modo que não foi aceito e desqualificado trinta anos depois, quando Tarásio, Patriarca de Constantinopla, assumiu seu posto e demonstrou interesse em uma reaproximação com a Igreja do Ocidente.
A igreja onde foi realizado o Concílio
A convocação do Concílio ocorreu após a morte de Leão IV pois sua esposa, Irene, tornou-se regente por conta da pouca idade do herdeiro do trono, Constantino VI. Irene desejava a volta da adoração de imagens.
Tarásio, com apoio de Irene, convocou o concílio que contaria com a presença do Papa Adriano I.
O encontro começou em Constantinopla, mas distúrbios fizeram com que fosse transferido para Niceia. Ao final, a adoração de imagens foi restabelecida.
Interior da igreja em Niceia-Iznik
O Segundo Concílio de Niceia contou com a participação de 350 pessoas, sendo 308 bispos ou seus representantes. Na cidade ocorreram sete seções e o fragilíssimo embasamento bíblico da decisão de permitir a adoração de imagens foi dado “...a partir das passagens bíblicas de Êxodo 25:19, Números 7:89, Hebreus 9:5, Ezequiel 41:18 e Gênesis 31:34.”

Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_Conc%C3%ADlio_de_Niceia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_Hieria
https://en.wikipedia.org/wiki/Second_Council_of_Nicaea





RODRIGO BÓRGIA É ELEITO PAPA!
Em um 11 de agosto, do ano de 1492, portanto dois meses antes da chegada de Colombo à América, terminava o Conclave que elegeu o futuro Papa Alexandre VI.

O novo Papa, nascido Rodrigo de Borja, nascera em 01 de janeiro de 1431 em Valência, Espanha e era sobrinho do Papa Calixto III que, na longa tradição de beneficiar a família através do papado, encaminhou a carreira do jovem Rodrigo.


Não que o rapaz fosse incompetente, pois se formara em Leis na Universidade de Bolonha, mas, com ajuda do tio Papa, foi elevado de bispo a Cardeal e Vice-Chanceler da Igreja tendo servido a nada menos que cinco Papas.
Com a nomeação cardinalícia, Rodrigo entrou na linha de sucessão do trono de Pedro.
Em um tempo em que o voto de celibato não era exatamente o mais respeitado entre os clérigos, Rodrigo teve muitas amantes, duas delas famosas, Vanozza Catarei e Giulia Farnese, além de sete a oito filhos aos quais beneficiou de todas as formas possíveis dentro do alcance de seu cargo.
Giulia e Vanozza
A eleição, realizada na Capela Sistina, obra do Papa Sisto VI, contou com outros dois candidatos além de Rodrigo: Ascânio Sforza e Giuliano della Rovere.
E, na melhor tradição dos conclaves da época, o espírito que inspirou o votos do Colégio Cardinalício era dourado como ouro!
Rodrigo Bórgia usou sua fortuna para doar grandes somas de dinheiro e terras aos eleitores e também negociou os principais cargos da Igreja para seduzi-los, além da cessão de bispados, arcebispados e dioceses que rendiam muito dinheiro para quem os comandasse.
Uma vez no posto tratou de nomear quase todos os homens da família como cardeais e acumular para seus filhos postos e fontes de riqueza.
As mulheres também não escaparam de casamentos arranjados no interesse do poder familiar, sendo o exemplo mais eloquente a bela Lucrécia Bórgia, mal afamada filha do Papa.
Lucrécia
Naturalmente a oposição das tradicionais famiglias italianas foi ferrenha, mas contornada com ouro, casamentos, acordos dos mais diversos e até mesmo o veneno ou o punhal.
Girolamo Savonarola, que alcançou grande prestígio com suas pregações moralistas em Florença, acabou desacreditado e enforcado.
O que não impediu que o próprio Papa sofresse diversas tentativas de morte e perdesse um de seus filhos, Pedro, assassinado, com as suspeitas recaindo sobre o irmão Césare Bórgia, aquele a quem Maquiavel considerava exemplo de príncipe.
Césare Bórgia
Quando o Papa Bórgia, Alexandre VI morreu, suspeita-se que envenenado, a Césare também coube a honra da suspeita.
Vale mencionar ainda que foi durante o papado de Alexandre VI que foram assinados a Bula Inter Caetera e o Tratado de Tordesilhas, dividindo o Novo Mundo entre Portugal e Espanha.

Tratado de Tordesilhas





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