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terça-feira, 23 de julho de 2019

TEXTO: HISTÓRIA EXTRAORDINÁRIA 3



CALENDÁRIO JULIANO
Em 01/01/45 a.C., entrava em vigor o Caledário Juliano, após um estudo ordenado por Júlio César na qualidade de Pontifex Maximus de Roma.
O sistema de datação até então em uso era o Calendário Romano, que era Lunar, tinha 10 meses, 304 dias e, curiosamente, não incluia os 61 dias de inverno. Ele foi supostamente estabelecido por Rômulo, fundador da cidade.
Seus meses eram assim denominados: Mártio (31 dias); April (30 dias); Maio (31 dias); Júnio (30 dias); Quintil (30 dias); Sextil (30 dias); Setembro (30 dias); Outubro (31 dias); Novembro (30 dias); Dezembro (30 dias).
Por volta de 713 a.C., o calendário foi reformado, também supostamente, por Numa Pompílio, o segundo Rei de Roma. Ele incluiu “...os meses de Januarius (29 dias) e Februarius (28 dias) no final do calendário aumentando o seu tamanho para 355 dias...”, passando o sistema para Luni-Solar, iniciando os meses em coincidência com as fases da Luz e adicionando um mês ocasionalmente, para adequar ao ciclo solar.

É evidente que tal sistema era precário, passando períodos de até 10 anos sem a introdução do mês adicional. Em 46 a.C. César percebeu que as festividades programadas para março seriam realizadas em pleno inverno, e ordenou a reforma.
Assim sendo, inspirado no calendário egípcio, o ano deixou de iniciar em Março, passando a começar em Janeiro, os meses passaram a ter 30 ou 31 dias, sendo que Fevereiro ficou com 29 dias, e 30 dias a cada 3 anos.

CALENDÁRIO EGÍPCIO NO TEMPLO DE KARNAK
No Calendário Juliano os meses eram assim denominados: Januarius (31); Februarius (29 ou 30); Martius (31); Aprilis (30); Maius (31); Junius (30); Julius (31); Sextilis (30); September (31); October (30); November (31); December (30).
O Imperador Otávio Augusto determinou a inclusão do ano bissexto para cada quatro anos e o Senado mudou o nome do mês Sextilis para Augustus, trazendo o dia 29 de Februarius (Fevereiro) para o mês de Agosto, que ficou, então, com 31 dias, igual ao mês de seu tio César (Julius – 31). Foi assim que Fevereiro passou a ter apenas 28 dias.
O Calendário Juliano vigorou até 24/02/1582, quando foi substituído pelo Calendário Gregoriano, que vigora até nossos dias.
A Igreja Ortodoxa, porém, segue utilizando o Calendário Juliano e atualmente a diferença entre ambos é de 13 dias.
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Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_juliano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_romano


https://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_gregoriano







20 DE SETEMBRO
ALEXANDRE CRUZA O RIO TIGRE
Em um dia como este, no ano de 331 a.C., Alexandre cruzava o Rio Tigre (atual Iraque) com suas tropas e iniciava a última etapa da conquista do Império Aquemênida (Persa).
Alexandre III da Macedônia, mais conhecido como Alexandre – O Grande, nasceu em Pela em 20 ou 21 de julho de 356 a.C. Ele era filho de Filipe II e Olímpia de Épiro, foi instruído por Aristóteles e tornou-se rei dos macedônios após a morte por assassinato de seu pai em 336 a.C.
Uma vez no trono, Alexandre gastou a maior parte de seu tempo em conquistas militares que levaram à construção de um dos maiores impérios de todos os tempos.
Em 334 a.C., após pacificar rebeliões entre os gregos, Alexandre cruzou o Helesponto (Estreito de Dardanelos na atual Turquia). Suas tropas contavam com 48 mil soldados, 6100 cavaleiros e 120 navios com tripulação de 38 mil marinheiros.
Uma a uma as cidades e principais portos da Ásia Menor foram caindo sob domínio de Alexandre que esmagava a resistência Persa. Foi nesta primeira etapa que, na cidade de Górdio, Alexandre cortou o famoso Nó Górdio com sua espada.
Representação da Batalha de Isso
Quando o Rei Dario III contra atacou em 333 a.C., forçou Alexandre a recuar, mas este venceu a Batalha de Isso, na qual Dario III foi obrigado a fugir, deixando para trás seus tesouros, sua esposa, suas filhas e até a própria mãe.
A família de Dario III perante Alexandre
Em 332 a.C. Alexandre conquistou a região da Síria, Egito, o Levante e Israel. Após todas essas conquistas, em 331 a.C. Alexandre retornou sua atenção para Dario III.
Alexandre cruzou o Rio Eufrates após o qual esperava ser confrontado pelas forças de Dario III, mas este não se apresentou, de modo que o macedônio subiu para o Norte em busca de pasto e suprimentos. 
Quando informações deram conta que as defesas de Dario III seriam montadas ao longo do Rio Tigre, Alexandre o cruzou em local não defendido. Neste dia, um eclipse lunar foi tido como presságio da vitória sobre os persas.
Quando a ocasião do confronto chegou, os exércitos se defrontaram na planície de Gaugamela. 
As forças de Dario eram em número bem maior que as de Alexandre, embora o tradicional exagero que ocorre sempre que se conta soldados persas não permita sequer um número aproximado.
Mas é certo que Dario contava com muito mais soldados em seu multi-étnico exército. Ele tinha, ainda, carros de combate com lâminas nas rodas, que rodavam sob caminhos pré determinados e preparados, visando quebrar a linha da infantaria inimiga.
Esses carros laminados eram uma arma mortal, mas seu funcionamento estava condicionado a que as tropas adversárias viessem em formação ao seu encontro. E Alexandre era muito inteligente para conceder tal erro.
O macedônio marchara à noite e providenciara alimentação e repouso aos seus homens antes da batalha, enquanto os homens de Dario aguardavam em formação de combate por longo tempo.
As forças foram dispostas em linha reta, frente a frente, como queria Dario, mas quando a batalha começou as formações de Alexandre se moveram de forma totalmente inesperada, deslocando os flancos para a direita e esquerda, saindo do traçado dos carros laminados.
Quando estes avançavam em perseguição, os soldados de Alexandre abriam espaços para sua passagem, atingindo os condutores com lanças e flechas. Diante disso, Dario começou a mover suas forças de acordo com os movimentos dos macedônios, ao mesmo tempo em que ordenava um avanço geral.
Mas os lanceiros de Alexandre conseguiram prejudicar o movimento da cavalaria persa, abrindo uma brecha pela qual Alexandre penetrou com sua cavalaria e infantaria rumo à retaguarda das forças persas, em direção aonde estava o próprio Dario III.
Dario III foge novamente
Em risco de ser capturado o rei persa fugiu novamente. Até o final da noite as imensas tropas persas haviam sido derrotadas e estavam em fuga, seu acampamento fora tomado. Alexandre era, agora, o Rei da Ásia.
Túmulos dos Reis Persas, entre eles Dario I e Xerxes
Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande
https://pt.wikipedia.org/wiki/Filipe_II_da_Maced%C3%B3nia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ol%C3%ADmpia_do_Epiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Aquem%C3%AAnida#A_queda_do_imp.C3.A9rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Isso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Gaugamela
http://orig12.deviantart.net/b7b8/f/2011/018/2/8/the_battle_of_gaugamela_by_jlluesma-d37hw6b.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tigre





ERUPÇÃO DO VESÚVIO!
No ano 79 d.C., no dia 24 de agosto, ocorria a erupção do vulcão Vesúvio, na Baia de Nápoles, Itália, atingindo as cidades de Pompéia, Herculanum, Oplontis e Estábia, dentre outras.
Pompéia, a cidade mais famosa das três, fora erguida por volta de 600 a 800 anos a.C., era próspera por conta de suas terras férteis, que incentivavam a agricultura que proporcionava a produção de azeite e vinho.

A riqueza também provinha do movimentado porto, onde o comércio variado fazia circular todos os tipos de produtos e escravos.
É pouco provável que a erupção do Vesúvio não tenha sido precedida por tremores de pequena magnitude, mas a longa convivência com a montanha inativa e a perda da memória da última erupção, ocorrida quase dois mil anos antes, teria feito com que os sinais não tenham sido notados.
O vulcão provavelmente foi despertado pelo terremoto ocorrido em 05/02/62 d.C., que pode ter causado fissuras que permitiram a subida do magma que depois viria a explodir na erupção.

Sabe-se que a manhã daquele dia trágico foi normal e silenciosa, pois as pessoas podem ter dormido até mais tarde, após a celebração, no dia anterior, da festa de (suprema ironia) Volcano, o deus do fogo.
A narrativa de Plínio, o Jovem, descreve as fases clássicas de uma erupção: a explosão, seguida da formação de uma imensa coluna de fumaça, a escuridão causada pelo encobrimento da luz do Sol, a chuva de pedras e cinzas e os fluxos piroclásticos.
A explosão e a escuridão repentina devem ter chamado a atenção das pessoas que, ao sairem de suas casas para observar, teriam sido fatalmente atingidas pela chuva de pedras lançadas pela explosão.
Depois disso a causa das mortes foi muito variada, envolvendo desabamentos de telhados pelo peso das pedras e cinzas, asfixia, pisoteamentos e soterramentos:

Uma mulher, de cerca de 30 anos, morreu do lado de fora de um hotel. Levava consigo uma certa quantidade de jóias, incluindo um bracelete de ouro com a inscrição: do mestre para sua escrava. Um homem de negócios, que carregava pelas ruas uma bolsa cheia de ouro, morreu sentado, encostado em uma pilastra. Mesmo quem resolveu aproveitar a fuga em massa para tentar enriquecer deu-se mal. Um saqueador morreu sobre o telhado da “Loja do Salvius” (é exatamente essa a inscrição sobre a porta da casa onde foi encontrado), que vendia anéis e peças de ouro. Uma rica e elegante senhora, usando jóias caras, foi soterrada no galpão em que moravam os gladiadores.(1)
Erupção do Monte Vesúvio em 1944
Plínio, o Jovem, narra a coragem e a presença de espírito de seu tio Plínio, o Velho, que mobilizou a esquadra romana para socorrer as vítimas, vindo a morrer no processo.
As ruínas de Pompéia aos pés do Monte Vesúvio 
O Vesúvio, com essa erupção, soterrou as cidades a seus pés, matando milhares de pessoas.
Por outro lado, criou sob suas cinzas, uma cápsula do tempo, congelando um momento específico da História que hoje pode ser estudado nas ruínas das cidades atingidas.

O Vesúvio destruiu Pompéia e, ao mesmo tempo, a eternizou. Assista, no vídeo abaixo, a reconstituição da tragédia feita pelo museu de Melbourne:

 

Fontes e Imagens:

(1) http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/furia-vulcano-pompeia-433930.shtml

http://www.eyewitnesstohistory.com/pompeii.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ves%C3%BAvio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%ADnio,_o_Jovem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Erup%C3%A7%C3%A3o_do_Ves%C3%BAvio_de_79
http://ww2today.com/9-may-1944-the-black-market-flourishes-in-italy

http://artnc.org/works-of-art/eruption-mt-vesuvius

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