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terça-feira, 23 de julho de 2019

TEXTO: HISTÓRIA DO DIA 3



AUSCHWITZ I
PRECURSOR DO INFERNO
No dia 27 de janeiro, em 1945, eram libertados os prisioneiros dos Campos de Concentração e Extermínio de Auschwitz. Um horror sem paralelo na História. Mas como tudo aquilo começou? Começou em Maio de 1940 quando foi inaugurado o Campo de Concentração de Auschwitz I.
Quando ouço a palavra Auschwitz logo vem à mente a imagem daquela construção longa, de telhado alto, com trilhos de trem na frente. É uma imagem que ficou ainda mais marcante para quem assistiu ao filme "A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg. O diretor americano apresenta o lugar como sendo muito mais sombrio que o campo onde viviam os judeus de Schindler. E deveria ser mesmo...
Mas aquele lugar sinistro não é o Campo de Concentração. Aquela é a entrada do Campo Auschwitz II - Birkenau, o campo de extermínio.
Auschwitz I é onde fica o infame portão com a frase “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta) e surgiu como campo de concentração funcionando depois mais como a administração de todo o imenso complexo de três campos e das outras dezenas de campos auxiliares.
Mas que o leitor não se engane. Morreu muita gente em Auschwitz I...
As construções iniciais do campo, que fica na localidade polonesa de Oświęcim, tinham servido de alojamento para a artilharia do exército e foram escolhidas para abrigar novo campo, diante da superlotação que já se registrava nas demais instalações espalhadas pela Polônia e Alemanha.
A reforma foi ordenada por Heinrich Himmler em 27 de abril de 1940 e a supervisão das obras coube ao Obersturmbannführer Rudolf Höss, que acabou se tornando o primeiro comandante do novo campo.
Rudolf Höss, prestes a ir ao encontro do chefe...
Após o despejo de todos os moradores das redondezas, foi criada uma área de 40 km2 que fornecia muito espaço para ampliação das instalações e, ao mesmo tempo, isolamento das vilas e cidades mais próximas. Os nazistas não queriam que ninguém soubesse o que aconteceria naquele local...
Os primeiros escravos a trabalhar em Auschwitz foram alemães, trazidos do Campo de Concentração de Sachsenhausen, o primeiro dos campos construído na Alemanha “para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra.1 Sua tarefa era servir como funcionários dentro do complexo.
Os primeiros ocupantes de Auschwitz como prisioneiros trazidos para confinamento foram 728 poloneses, 20 dos quais judeus, que chegaram em junho. Menos de um ano depois, em março de 1941, a quantidade de ocupantes já chegava a 10.900 pessoas, a maioria poloneses.
Dentro do sistema, cada prisioneiro era marcado em suas roupas segundo sua origem. Criminosos comuns recebiam a cor verde, presos políticos recebiam a cor vermelha e a cor amarela era destinada aos judeus.
Estes, junto com os prisioneiros soviéticos, recebiam os piores tratamentos.
Os prisioneiros tinham que trabalhar, geralmente nas fábricas de armas adjacentes. O trabalho era extenuante e a única “folga” era nos dias de Domingo, quando os escravos deveriam se dedicar a limpeza.
Uma das fábricas próximas a Auschwitz.
Para os desobedientes, fugitivos recapturados e suspeitos de sabotagem havia o Bloco 11, considerado a prisão da prisão, que possuia celas de 1,5 m² nas quais quatro prisioneiros eram colocados juntos e onde passavam a noite em pé, o que era um terrível castigo.
Algumas celas do Bloco 11.
Mas estes castigos não eram piores do que aqueles aplicados aos que eram enviados ao porão do Bloco 11, onde ficavam sem água nem comida até que morressem de fome e/ou sede. Outros eram colocados em celas vedadas, na qual morriam asfixiados.
Neste porão foi conduzida a primeira experiência de extermínio com o famigerado gás Zyclon B. 
Latas de Zyclon B, que vinha em forma de pedrinhas que se dissolviam no ar, liberando o gás mortal.
Seiscentos prisioneiros soviéticos e cento e cinquenta poloneses foram trancados por ordem do subcomandante SS-Hauptsturmführer Karl Fritzsch e expostos ao gás, vindo a morrer.
O “êxito” da experiência fez com que uma área maior fosse adaptada para ampliar a eficiência, e um crematório foi construído. 
Acima a câmara de gás de Auschwitz e abaixo o crematório.

Cerca de 60 mil pessoas morreram nas novas instalações até que foi convertida em bunker para a SS.
O leitor não estranhe esse número. Lembre-se que estamos falando de Auschwitz I, que era um Campo de Concentração. O campo de extermínio ainda seria implantado.
A despeito disso, e como foi visto, Auschwitz I foi embrião para a indústria da morte nazista em muitos aspectos. E não foi o trabalho que libertou os prisioneiros, foi o Exército Vermelho da União Soviética.
1https://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_concentra%C3%A7%C3%A3o_de_Sachsenhausen 

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Fontes e Imagens:
http://www.infoescola.com/historia/campo-de-concentracao-de-auschwitz/
http://www.dw.com/pt-br/1945-liberta%C3%A7%C3%A3o-de-auschwitz-birkenau/a-1465691
http://www.viajandoporai.com.br/campos-de-concentracao-na-polonia-parte-1-uma-visita-a-auschwitz/
http://www.megacurioso.com.br/guerras/75463-10-fatos-assombrosos-que-voce-talvez-desconheca-sobre-auschwitz.htm
http://avidanofront.blogspot.com.br/2010/12/kapos.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/O%C5%9Bwi%C4%99cim
https://pt.wikipedia.org/wiki/SS-Totenkopfverb%C3%A4nde
https://pt.wikipedia.org/wiki/Auschwitz
https://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_concentra%C3%A7%C3%A3o_de_Sachsenhausen


















O BRASIL DEIXA DE SER COLÔNIA
Com a invasão de Napoleão e a fuga da Família Real, Portugal deixava de existir como nação livre e a capital do Império Português passava a ser o Brasil. 
Consequentemente, o monopólio comercial português em relação ao nosso país também deixava de existir já que não havia um Portugal livre para onde enviar nossos produtos.
Neste período, buscando adaptar o Brasil às necessidades que surgiam como nova capital do Império, D. João (ainda como príncipe regente em lugar de sua mãe, Maria I – a Louca), tomou várias medidas de modernização tais como a criação do Banco do Brasil, das Juntas de Comércio, Agricultura e Navegação, as academias de Belas Artes e Militar e a Imprensa Régia com o jornal Gazeta do Rio de Janeiro. 
Em 16/12/1815, atendendo sugestão do Ministro Francês Talleyrand no Congresso de Viena, foi criado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o que, na prática, significou que nosso país deixou de ser colônia de Portugal, passando à situação de reino, em quase igualdade de condições.
Essa situação de novo status foi um grande passo rumo à nossa independência, pois uma vez conquistada, tornava inaceitável um rebaixamento e, quando as cortes de Portugal o tentaram alguns anos depois, foi um poderoso combustível a atiçar a chama da liberdade.  







31 DE AGOSTO
SURGE JACK, O ESTRIPADOR
No ano de 1888, no dia 31 de Agosto, Jack Estripador fazia sua primeira vítima, de acordo com estudiosos do tema.
A vítima foi Polly, apelido de Mary Ann Nichols, como era conhecida em Whitechapel. Ela nascera em Shoe Lane (26/08/1845) e era mãe de 05 filhos, 03 homens e 02 mulheres.
Polly morreu na noite de 30/08 ou madrugada de 31/08 na rua Buck's Row, atual Durward Street, onde seu corpo foi descoberto às 03:40hs.

Sua morte foi extremamente violenta, ocasionada por cortes profundos na garganta além de vários cortes no abdomen e esviceração.
Registro de Óbito de Mary Ann Nichols
Várias outros assassinatos foram cometidos depois, sempre com violência extrema.
A partir de Setembro o assassino teria escrito cartas à Scotland Yard, sendo 03 delas consideradas genuínas. Na primeira, de 25/09/1888, o assassino se autodenominou Jack, o Estripador.

Na segunda carta, datada de 01/10/1888 ele assumiu um duplo homicídio e na terceira, de 15/10/1888, Jack enviou junto com a carta um pedaço do rim de uma das vítimas, alegando ter comido o restante.
A primeira carta de Jack

A famosa carta, intitulada "Do Inferno".
A polícia não conseguiu encontrar o assassino e a investigação da época, em torno de sete, depois doze suspeitos, não levou a nada.

Mas em 2014, através de exames de DNA mitocondrial realizado no xale de uma das vítimas (Catherine Eddowes), que nunca fora lavado, Russell Edwards e Jari Louhelainen afirmaram que Jack Estripador seria Aaron Kosminski, um dos suspeitos da polícia na época.
Aaron Kosminski era um “...imigrante judeu de 25 anos, que veio do então Império Russo, que vivia com sua mãe e irmãs.”(1)

Jack Estripador não foi o maior serial killer da História mas foi, com certeza, o mais famoso de todos, embora (e talvez por isso mesmo) sua suposta identidade só tenha sido conhecida mais de um século após os crimes que cometeu. Que esteja bem quente ai embaixo Jack!

Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jack,_o_Estripador
https://pt.wikipedia.org/wiki/Suspeitos_do_caso_Jack,_o_Estripador
(1) http://seuhistory.com/noticias/apos-mais-de-um-seculo-identidade-de-jack-o-estripador-e-finalmente-revelada
http://www.aljazeera.com/mritems/Images/2014/9/8/2014983945211734_20.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/55/Wanted_poster.jpg
http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02750/ripper_2750609b.jpg






COMEÇA A GUERRA DO CONTESTADO
INVESTIMENTO, DESPREZO E MISÉRIA
No início do Séc XX os estados de SC e PR disputavam uma faixa de terra de quase 50000m2 em suas fronteiras.
Nesta mesma área um empresário americano estava construindo uma ferrovia ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul e ganhou da União 15km de terra de cada lado da ferrovia.
Nestas terras ele implantou uma área para colonos europeus viverem e uma serraria.
As pessoas que já moravam nas terras antes foram expulsas e os madeireiros viram seus negócios fracassarem diante da concorrência do americano.
Sem ter a quem recorrer os prejudicados viram-se na necessidade de recorrer aos céus.
MISÉRIA E MESSIANISMO
A Inglaterra aguarda a volta do Rei Arthur, assim como Portugal aguarda a volta do Rei D. Sebastião. São mitos que sobrevivem na cultura popular daqueles países.
Na região do Contestado também havia um mito semelhante pois, em 1844, o monge João Maria supostamente realizou milagres e desapareceu. Em 1894 outro monge de nome igual fez o mesmo, reuniu muitos adeptos mas depois de algum tempo, sumiu também.
Logo, fixou-se no imaginário o mito do retorno do monge milagreiro. E ele “voltou”.
Em 1898 outro monge surgiu, dessa vez chamado José Maria, e quando a situação econômica piorou muito, aumentou na mesma proporção o número das pessoas que começaram a dar ouvidos à sua pregação.
MONARQUIA SEBASTIANISTA
As pessoas começaram a acreditar que José Maria era o João Maria que retornava e formaram uma comunidade sob suas ordens.
Na comunidade “Monarquia Celeste” José Maria pregava que D. Sebastião voltaria para lutar em favor do povo, que a República era a lei do diabo e que o fim do mundo estava próximo.
O comércio foi substituído por trocas, pequenos fazendeiros se juntaram a eles e uma milícia foi formada e armada.
Esse movimento inquietou os coronéis da área que pediram socorro ao governo, afirmando que seria preciso combater a Monarquia de Taquaruçu, local onde estava o monge.
Sabendo disso o grupo deslocou-se ao Paraná.
EQUÍVOCOS E COMBATES
Quando os seguidores do monge chegaram aos limites de Palmas no Paraná, o governo de lá pensou que Santa Catarina estava invadindo sua área, isso por conta da antiga disputa sobre a região.
Tropas foram enviadas para expulsar os invasores. Estes venceram o primeiro combate, mas perderam o monge. Os fiéis o enterraram sob madeira para facilitar a ressurreição dele e do exército de D. Sebastião.
Logo os governos de Santa Catarina e Paraná formaram uma nova tropa com 700 homens que conseguiu expulsar os fiéis e queimar a comunidade, fazendo com que os moradores se refugiassem em Caraguatá, local de difícil acesso. E agora os fiéis tinham nova liderança.
JOANA D'ARC BRASILEIRA
Como José Maria estava demorando a voltar do túmulo com seu exército, a jovem Maria Rosa, com 15 anos, tornou-se líder ao afirmar que recebia ordens do monge morto.
Ela foi chamada de Joana d'Arc, pois usava cavalo e roupas brancas e flores no cabelo.
O ataque do governo a Caraguatá terminou em fuga desordenada dos soldados e, com esta vitória, os rebeldes passaram a receber muitos adeptos. Mas o governo não queria reviver as derrotas de Canudos e logo voltou a atacar.
Adotando táticas de guerrilha como defesa, os rebeldes passaram ao contra ataque saqueando fazendas e cidades e destruindo cartórios. Caraguatá, sob epidemia de tifo, foi abandonada.
CALMARIA E GUERRA TOTAL
As tropas do governo pensaram que a guerra terminara, mas os rebeldes fugidos de Caraguatá se reagruparam em Santa Maria e de lá partiam para atacar as cidades vizinhas.
Com o domínio de cerca de 250km2 de terras, os rebeldes assustaram o governo que nomeou o General Setembrino de Carvalho para chefiar 7000 soldados contra os “inimigos do estado”.
O exército restabeleceu as ferrovias e construiu o Campo de Aviação do Caçador, inaugurando o uso de aviões pelas Forças Armadas.
Setembrino enviou mensagem aos rebeldes prometendo devolução de terras a quem se entregasse e tratamento severo a quem não depusesse as armas.
CERCO, FOME E MASSACRE
Mudando de tática, Setembrino evitou o confronto direto e cercou Santa Maria fazendo com que houvesse fome no local. Velhos, mulheres e crianças foram se rendendo, dando mais tempo de comida aos rebeldes.
Deodato Manuel Ramos, o “Adeodato” assumiu a liderança dos rebeldes, mudou o núcleo do povoado para o vale e começou a executar quem queria se render ao Exército.
O ataque final se iniciou em 08/02/1915 e a devastação e massacre dos redutos rebeldes terminou em 05/04/16.
O último líder, Adeodato fugiu mas acabou se entregando após longa perseguição. Morreu na prisão em tentativa de fuga.
Fonte e Imagens:




http://reino-de-clio.com.br/Hist-Brasil.html

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