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terça-feira, 23 de julho de 2019

TEXTO: HISTÓRIA DO DIA 2

GRANDE COMÍCIO DAS DIRETAS JÁ
Em um dia 25/01, no ano de 1984, dia do Aniversário de 430 anos de fundação da cidade de São Paulo, uma multidão estimada entre 200 a 300 mil pessoas se reuniu na Praça da Sé para exigir o direito de eleger, pelo voto direto, o Presidente do Brasil. 
A ideia de um movimento pedindo eleições presidenciais diretas fora lançada em 1983 por Teotônio Vilela, Senador por Alagoas, e se materializou através da Proposta de Emenda Constitucional nº 5, apresentada no Congresso Nacional pelo Deputado Federal do Mato Grosso, Dante de Oliveira.
A mobilização começou em Pernambuco, a 31/03/1983, com um pequeno comício em Abreu e Lima, mas foi crescendo e se espalhando pelo país, apesar da forte oposição governamental e midiática.
Em 15/06 o movimento reuniu 5000 pessoas em Goiânia, 15000 em São Paulo no dia 27/11 e chegou a 40000 pessoas em Curitiba a 12/01/1984.


Os principais fatores que levaram ao crescimento do movimento foram, de um lado, o enfraquecimento da ditadura por conta, basicamente, de seu fracasso econômico e, por outro, da ascensão de lideranças democráticas fortes como Lula, à frente do poderoso Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Franco Montoro - governador de São Paulo, Leonel Brizola – governador do Rio de Janeiro, Tancredo Neves – governador de Minas Gerais e muitos outros ocupantes ou não de cargos públicos relevantes. 

Mas foi somente no comício da Praça da Sé naquele 25/01 que as massas realmente afluíram para o movimento e surpreenderam até mesmo os organizadores pela quantidade.
Contando com a apresentação de Osmar Santos, o grande nome das transmissões esportivas do momento, e a participação de muitos artistas famosos e até de jogadores do Corinthians, time no qual o jogador Sócrates e outros haviam implantado a chamada Democracia Corinthiana, o evento foi um retumbante sucesso. 

A cantora Fafá de Belém, que já se tornara a musa das diretas por sua peculiar interpretação do Hino Nacional, também se fez presente.
Entre a fala dos políticos e personalidades entremeava-se o grito da multidão: Um, dois, três, quatro, cinco, mil! Queremos eleger o Presidente do Brasil!!!”
Desdenhado pelo Porta-Voz da Presidência, Carlos Átila, que classificou a manifestação como pouco expressiva, o comício foi noticiado pela Rede Globo como se fosse parte da festa pelo aniversário da cidade.
No anúncio da cobertura, a fala do apresentador Marcos Hummel dizia que fora "Um dia de festa em São Paulo. A cidade comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na praça da Sé".(1) 
Na reportagem, realizada por Ernesto Paglia, surgiram imagens da missa na Catedral da Sé, entrevista com D. Paulo Evaristo Arns, o aniversário de 50 anos da USP, manifestação dos estudantes e, só então, o comício, mostrado como se não fosse apenas um ato político, mas de show, por conta da presença dos artistas participantes do ato.
Este foi um dos momentos mais tristes da história do telejornalismo brasileiro.
(1) http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/globo-admite-pela-primeira-vez-na-televisao-que-errou-nas-diretas-ja-7512

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Fontes e Imagens:
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/comicio-da-se-em-1984-deu-a-largada-para-a-campanha-das-diretas-que-nao-viriam-2346.html
http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/100000658750/Diretas-Ja-comicio-na-praca-da-Se-foi-emocionante.html
http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/acontece-o-comicio-das-diretas-ja-na-praca-da-se/
http://veja.abril.com.br/brasil/ha-30-anos-em-sao-paulo-o-1o-grande-comicio-das-diretas-ja/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diretas_J%C3%A1
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Os-30-anos-do-comicio-que-a-Globo-transformou-em-festa-/4/30084
http://memoriaglobo.globo.com/erros/diretas-ja.htm
http://msalx.placar.abril.com.br/2013/04/15/1136/hrWu2/faixa-irmo-celso.jpeg?1366042842
http://noticias.r7.com/brasil/fotos/inicio-da-onda-de-manifestacoes-das-diretas-ja-completa-30-anos-hoje-25012014?foto=17
http://www.blogdosarafa.com.br/?p=19913
http://www.seebbauru.org.br/conteudo.php?cid=7&id=6305
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/93/reflexoes-sobre-um-golpe-em-nossa-historia-1268.html
http://www.sul21.com.br/jornal/comicio-da-se-em-1984-foi-largada-da-campanha-das-diretas-que-nao-viriam/
https://portal4.wordpress.com/2015/04/22/globo-assume-erro-na-cobertura-das-diretas-ja-em-1984/
http://globotv.globo.com/rede-globo/memoria-globo/v/diretas-ja-19831984/2231981/
http://oglobo.globo.com/opiniao/nao-ha-alternativa-fora-da-constituicao-20635041

OS CRISTÃOS CANIBAIS DE MAARA
Em 02/06/1098, por meio da traição do fabricante de armaduras Firouz, que abriu uma passagem por onde os cruzados puderam entrar, os cristãos conquistaram Antioquia.
Uma vez dentro da cidade, as tropas cruzadas promoveram um massacre sem precedentes até aquele momento. Muçulmanos, judeus e até mesmo cristãos foram passados à espada, “Homens, mulheres e crianças tentam fugir pelas ruelas lamacentas, mas os cavaleiros os alcançam sem esforço e cortam-lhes o pescoço imediatamente. 1
Após a vitória que lhes rendeu a tomada de Antióquia, os líderes cruzados disputaram o poder político sobre a cidade e, por fim, Raimundo de Toulouse decidiu partir rumo a Jerusalém. Boemundo ficou com a cidade para si, estabelecendo o segundo estado cruzado.
Antes de partir para Jerusalém, os cruzados voltaram os olhos para a cidade de Maara al-Numan (na atual Síria), sob domínio fatímida.2
Mesmo após a tomada de cidades grandes, e o massacre de suas populações, os cruzados continuavam sofrendo com a falta de alimentos (e com uma epidemia3), de modo que passaram a enviar expedições aos arredores das cidades para saquear.4
Maara sofreu ataque antes de Antioquia (Julho/1098) mas repeliu os invasores que rumaram para o Sul, deixando-a em paz. Em Novembro eles voltaram.
Mas a cidade resistiu por duas semanas, apesar de seus defensores serem poucos , pois “Maara não possui exército, tem apenas uma simples milícia urbana a qual se juntam rapidamente centenas de jovens sem experiência militar.5
A sorte só mudou quando, em 11/12/1098, os cruzados construíram uma torre que permitiu transpor as muralhas externas.6 Os habitantes se esconderam na área interna da cidade e os saques começaram.
No dia seguinte, 12/12/1098, foram iniciadas as negociações. Os muçulmanos e Boemundo de Taranto acordaram que os primeiros se renderiam e o segundo lhes garantiria salvo-conduto. Os muçulmanos, então, se renderam aos cruzados que...os massacraram impiedosamente.7
O historiador muçulmano Ibn al-Athir, descreve em sua obra “Al-Kamil Fi tem Tarikh” (História Completa) que 100 mil muçulmanos foram mortos. Amin Maalouf discorda. Para ele “Os números de Ibn al-Athir são evidentemente fantasiosos, pois a população da cidade, na véspera de sua queda, era provavelmente inferior a dez mil habitantes.8. Contudo, sejam quantos forem, milhares de pessoas foram covardemente assassinadas.
Mas Maara não tinha recursos tantos que pudessem encerrar os problemas de alimentação dos cruzados. E, para complicar, as disputas pela posse de Antioquia fizeram a marcha para Jerusalém demorar mais que o necessário para partir.
O resultado foi que, em pleno inverno, a fome se instalou entre as tropas cruzadas. Em Maara eles literalmente devoraram os muçulmanos mortos.
Esses eventos terríveis não são fruto da imaginação de algum exagerado cronista muçulmano. O relato vem do cronista franco, portanto cristão, Raoul de Caen: “Em Maara, os nossos faziam ferver os adultos em caldeira, fincavam as crianças em espetos e as devoravam grelhadas”9
A notícia é confirmada em carta escrita ao papa, por chefes cruzados francos. Eles informaram ao sumo pontífice que “Uma terrível fome assolou o exército de Maara e o colocou na cruel necessidade de se alimentar dos cadáveres dos sarracenos”10.
Esses atos terríveis marcaram de forma indelével o inconsciente coletivo do povo muçulmano. Até os dias atuais a “Invasão Franca”, como as cruzadas são chamadas no mundo muçulmano, causam comoção por lá e, recentemente, o Estado Islâmico justificou decapitações de cristãos como uma vingança pelos massacres das cruzadas, o que é absurdo, mas ilustra o caso.
Voltando ao passado, pelo que se percebeu na época, as notícias dos eventos de Maara al-Numan correram a região e reduziram a resistência ao avanço cruzado. Cidades maiores e menores passaram a enviar suprimentos e tesouros como presentes aos invasores, visando mantê-los longe de seus muros. O caminho para Jerusalém estava aberto... 11


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1  MAALOUF, Amin. As Cruzadas vistas pelos Árabes. 4ª ed. SP: Brasiliense. 1994.  pg. 41
2  MICHAUD, Joseph-François. História das Cruzadas – Volume I. Trad.: Pe. Vicente Pedroso. SP: Editora das Américas. 1956.  pg. 348
3  Ibid. pg. 341
4  Ibid. pg. 343
5  (MAALOUF: 1994) pg. 46
6  RUNCIMAN, Seteven. Historia de las Cruzadas I. 6ª edição. Madrid: Alianza Universi-dad. 2002. pg. 246 (Tradução Livre)
7    (MAALOUF: 1994) pg. 46
8    Ibid pg. 46
9    Ibid pg. 47
10  Ibid. pg. 47
11  Ibid. pg. 48 
















COLOMBO CHEGA À AMÉRICA!
Durante o domínio romano o comércio marítimo atingiu níveis jamais alcançados.
Com a queda do império o comércio se retraiu e as cidades costeiras sofreram o impacto.
Mas a costa de Portugal e Espanha foram beneficiadas por estarem no meio do caminho entre o Mar Mediterrâneo e o Mar do Norte, tornando-se ponto de parada dos navegantes flamengos e italianos.
Mas esses comerciantes mantinham o monopólio e os altos preços das especiarias. Surgia, então o interesse de encontrar um caminho alternativo para comprar especiarias no oriente.
A CAMINHO DAS ÍNDIAS
Para a maior parte das nações européias, envolvidas em guerras externas e internas, não era possível ainda organizarem-se para buscar esse caminho alternativo.
Uma única nação foi a primeira onde todos os fatores convergiram: Portugal!
Em Portugal o estado forte chegou primeiro, a burguesia era ativa e tinha muito dinheiro, o país era voltado para o Oceâno Atlântico e a escola de Sagres desenvolvia boas técnicas de navegação: conhecimento – poder - grana!
Em 1415 Portugal tomou o entreposto de Ceuta dos árabes e foi lentamente avançando pelo litoral da África.
Em 1498 os portugueses chegaram à Índia.
CONCORRÊNCIA
Portugal tornou-se importante posto comercial, mas não criou um sistema financeiro próprio e permitiu que sua riqueza escoasse por muitos intermediários de seu comércio.
Assim, após expulsar os árabes e unificar-se em um estado único em 1492, a Espanha também entrou no negócio.
Neste mesmo ano o reino patrocinou a viagem de Cristóvão Colombo onde se “descobriu” a América. Colombo chegou às Bahamas pensando que tinha chegado às Indias.
Américo Vespúcio foi quem descobriu que não eram as Indias, mas um “novo” continente.
Começava o genocídio dos povos americanos.





18 DE AGOSTO
MORTE DE GENGIS KHAN
No ano de 1227, no dia 18 de agosto, morria o lendário líder mongol Gengis Khan, conquistador responsável pela construção de um dos maiores impérios já existentes sobre a Terra.
Gengis Khan era príncipe de sangue por ser um suposto bisneto de Kabul Khan, que governara a Mongólia unificada décadas antes. Seu nome original era Temujin, filho do casal Yesugei e Hoelun.
Temujin nasceu, provavelmente, em 1162, às margens do Rio Orhon e sucedeu seu pai aos treze anos de idade. Consta que assassinou o próprio irmão mais velho por conta de uma disputa de caça.
Sua primeira vitória militar ocorreu em 1203, contra a tribo dos Keraites e, a partir dai, não parou mais, recebendo o título de Gengis Khan (Imperador Universal) e iniciando uma campanha de conquistas que durou 25 anos de guerras.
Neste período os mongóis conquistaram grande parte da China, vastas áreas na Rússia e na Pérsia, Hungria e Polônia, chegando a ameaçar a Europa Ocidental.
O tamanho do Império Mongol, comparado ao Império Romano. Ambos não coexistiram.

Ao contrário do que se pode pensar, Gengis Khan era um planejador meticuloso e suas campanhas militares eram precedidas de vários meses de planejamento com o “reconhecimento das estradas, do envio de batedores e espiões e de armazenamento de víveres nas etapas previstas.
Após uma conquista, quando não raras vezes todos os inimigos, suas famílias e até animais domésticos eram assassinados, Gengis Khan ordenava a reconstrução das localidades destruídas, realocando populações sob novas administrações e implantando sistemas que unificavam o império:
No Império Mongol, que ele levou 20 anos para criar e outros tantos para consolidar, era possível ir da China ao Oriente Médio e à Europa por uma rede de estradas protegidas, ao comercializar produtos usando padrões de peso e câmbio definidos por um poder centralizado. No século 13, já circulava pelas terras tomadas por Gêngis Khan o papel-moeda, impresso em gráficas, 200 anos antes de Johannes Gutemberg criar a impressão com tipos móveis no Ocidente. Iletrados, os mongóis mantinham pessoas de cada povo conquistado em importantes postos da administração pública. Recrutavam especialistas de outras nações para seguir com eles: astrônomos muçulmanos, engenheiros chineses (que construíam canhões), mineiros germânicos... Gente de culturas e religiões distintas conviviam pacificamente.
Em 1227 Gengis enviara tropas para mais conquistas na Rússia e Ucrânia. Quando estourou uma revolta entre o povo dos tangutes, o próprio Khan retornou para combatê-los e vencê-los. Mas, após esta última vitória, Gengis Khan foi acometido de febre e dores de cabeça que o levaram à morte.
Além do legado cultural, Gengis Khan pode ter deixado atrás de si uma herança genética que unifica nada menos que 12 milhões de pessoas, ou cerca de 8% da população que vivem entre o Oceano Pacífico e o Mar Cáspio.
É o que supõe geneticistas britânicos da Universidade de Oxford quando examinaram cromossomos de homens da Ásia. Esse Gengis Khan era mesmo um conquistador! 
Fontes:
http://www.sohistoria.com.br/biografias/gengis/
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/ele_fez_o_mundo_tremer.html
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/conheca-historia-lider-mongol-gengis-khan-706646.shtml
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gengis_Khan
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u8334.shtml

Imagens:
http://www.terminals.hol.es/genghis-khan-essay.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Genghis_Khan_Equestrian_Statue
http://acsmongols.weebly.com/extent-of-influence.html
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